Seguro de vida cresce em 2026 e amplia impacto sobre a economia e o mercado segurador
Por Redação
O seguro de vida vem ganhando espaço no mercado segurador brasileiro em 2026 e já contribui para o aumento da arrecadação, para a proteção da renda das famílias e para a movimentação de recursos na economia. Dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) mostram que o segmento cresceu 10,29% no primeiro semestre, em comparação com o mesmo período de 2025, enquanto o conjunto dos seguros de danos e pessoas, excluindo o VGBL, avançou 6,51%.
De janeiro a junho, o setor supervisionado pela Susep registrou R$ 207,12 bilhões em receitas. Desse total, os seguros de danos e pessoas responderam por R$ 113,86 bilhões. O resultado mostra que os produtos voltados à proteção de pessoas vêm sustentando parte do desempenho do mercado em um cenário de juros elevados e mudanças no comportamento do consumidor.
O crescimento do seguro de vida também tem efeito sobre a capacidade de proteção financeira das famílias. O produto permite o pagamento de indenizações aos beneficiários em situações previstas em contrato e pode incluir coberturas relacionadas a morte, invalidez, doenças graves e outros riscos. Dessa forma, os recursos pagos pelas seguradoras ajudam a reduzir o impacto financeiro de eventos que poderiam comprometer a renda familiar.
Esse mecanismo também produz efeitos sobre a economia. Quando uma indenização é paga, o recurso pode ser utilizado para despesas familiares, quitação de dívidas, manutenção de negócios ou reorganização do orçamento. O dinheiro, portanto, retorna à circulação econômica ao mesmo tempo em que reduz a necessidade de utilização de outras fontes de crédito em momentos de perda de renda.
Seguro de vida fortalece proteção financeira e mercado de seguros
O desempenho do segmento ocorre em um mercado que ainda apresenta espaço para expansão. Segundo a Susep, os seguros de pessoas movimentaram R$ 77,59 bilhões em prêmios em 2025, alta nominal de 8,78% sobre o ano anterior. O seguro de vida respondeu por quase metade desse volume, mas ainda alcança menos de 20% da população, indicando potencial de crescimento da cobertura no país.
Para a Susep, a ampliação do acesso ao seguro também tem relação com o desenvolvimento econômico. Em março, a diretora da autarquia Jessica Bastos afirmou que a regulamentação do segmento deve considerar a “função social e econômica do seguro”, além de buscar maior segurança jurídica, transparência e redução das assimetrias de informação.
A atuação do setor também envolve a formação de reservas para garantir o pagamento futuro das obrigações assumidas pelas seguradoras. No fim de 2025, as provisões técnicas do mercado supervisionado pela Susep chegaram a aproximadamente R$ 2,06 trilhões, equivalente a 16,15% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Esses recursos funcionam como parte da estrutura financeira necessária para que as empresas possam cumprir os compromissos previstos nas apólices.
O mercado também movimenta recursos por meio dos pagamentos aos segurados e beneficiários. Entre janeiro e abril de 2026, o setor supervisionado destinou quase R$ 85 bilhões a consumidores e empresas em indenizações, benefícios, resgates e sorteios. Nos seguros de pessoas, esses desembolsos cresceram 6% no período, segundo a CNseg.
Com o avanço do seguro de vida, o impacto ultrapassa a relação entre seguradora e segurado. O segmento amplia a proteção da renda, movimenta recursos após a ocorrência de eventos cobertos, fortalece a capacidade financeira das famílias e aumenta a participação dos seguros na economia. Para o mercado segurador, o crescimento também representa ampliação da base de clientes e diversificação dos produtos, enquanto, para a economia, contribui para reduzir os efeitos financeiros de riscos que atingem famílias e empresas.
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