Mulheres já são maioria na liderança de RH no Brasil e ampliam presença em cargos estratégicos
Por Redação
As mulheres já ocupam a maioria dos cargos de chefia na área de recursos humanos no Brasil, movimento que reforça a presença feminina em funções estratégicas dentro das empresas, embora o avanço ainda não se repita com a mesma intensidade nos níveis mais altos da liderança corporativa.
Levantamento da Sólides Tecnologia indica que mulheres representam cerca de 60% das posições de liderança em RH no país. O dado evidencia uma mudança no perfil da área, historicamente ocupada por mulheres, mas que agora consolida essa presença também nos cargos de decisão, e influencia o desenho de políticas internas nas organizações.
Esse cenário se conecta à própria composição do setor. Estudos apontam que três em cada quatro profissionais de recursos humanos no Brasil são mulheres, o que ajuda a explicar a maior presença feminina na liderança da área. Ainda assim, especialistas destacam que o avanço não elimina desigualdades estruturais no mercado de trabalho.
Dados de pesquisas com empresas brasileiras mostram que as mulheres ocupam cerca de 38% dos cargos de liderança no país, percentual que diminui conforme se avança para posições de maior poder decisório. Em cargos executivos de topo, a participação feminina permanece limitada, segundo diferentes levantamentos sobre governança corporativa.
Para Mônica Hauck, CEO da Sólides Tecnologia, o crescimento da presença feminina no RH está ligado à transformação do papel da área dentro das empresas. “O RH deixou de ser operacional e passou a ocupar um espaço estratégico nas decisões das empresas”, afirmou. Segundo ela, a maior participação de mulheres contribui para ampliar discussões sobre cultura organizacional e gestão de pessoas.
Liderança feminina no RH cresce e influencia políticas de diversidade nas empresas
O avanço também é influenciado por redes de apoio entre mulheres. Pesquisa da consultoria Nexus em parceria com a Todas Group mostra que 41% das líderes afirmam ter sido impulsionadas por outras mulheres ao longo da carreira. Para Simone Murata, CEO da Todas Group, o apoio coletivo tem papel na progressão profissional. “Você precisa de uma rede para crescer”, disse.
Apesar do crescimento no RH, especialistas avaliam que ainda há barreiras para a ascensão feminina em outras áreas. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que mulheres recebem salários menores do que homens e enfrentam desafios adicionais relacionados à divisão de tarefas domésticas.
Nesse contexto, o setor de recursos humanos tem sido apontado como um dos vetores de mudança dentro das empresas, ao incorporar pautas como diversidade e inclusão. A presença feminina em posições de liderança na área tende a influenciar decisões sobre contratação, promoção e ambiente de trabalho.
O movimento, no entanto, ainda convive com diferenças entre setores. Enquanto o RH registra maior presença feminina em cargos de chefia, outras áreas estratégicas seguem com menor participação de mulheres, o que indica que a ampliação da presença feminina na liderança empresarial ainda depende de mudanças no mercado de trabalho e na estrutura das organizações.
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