Eco Invest Brasil realiza 5º leilão em agosto para financiar inovação e indústria

Eco Invest Brasil realiza 5º leilão em agosto para financiar inovação e indústria

Por Redação

O governo federal realizará em 31 de agosto de 2026 o quinto leilão do Eco Invest Brasil, programa coordenado pelo Ministério da Fazenda e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A rodada será voltada ao financiamento de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em cadeias produtivas consideradas estratégicas para a economia brasileira.

A iniciativa busca mobilizar recursos privados para projetos ligados à transformação ecológica, ao desenvolvimento tecnológico e à modernização da indústria. A expectativa é ampliar o acesso das empresas a instrumentos de financiamento para iniciativas que envolvam desde pesquisa aplicada até a expansão comercial de novas tecnologias.

O Manual Operacional do quinto leilão, publicado pelo Ministério da Fazenda em julho, estabelece as regras para a participação das instituições financeiras e define as áreas que poderão receber os recursos. Entre os setores contemplados estão combustíveis verdes avançados, fertilizantes verdes, biomateriais e química verde, minerais críticos, baterias e mobilidade elétrica, circularidade de resíduos minerais e industriais e automação e inteligência artificial aplicadas à indústria.

A quinta rodada também prevê diferentes mecanismos de financiamento, de acordo com o estágio de desenvolvimento dos projetos. A estrutura foi dividida entre fundos de inovação, linhas de crédito corporativo e instrumentos de apoio à pesquisa aplicada e ao empreendedorismo de base tecnológica.

Financiamento à inovação

Um dos mecanismos previstos é a criação dos Fundos de Inovação Eco Invest. O modelo permite que recursos públicos sejam utilizados como capital catalítico para atrair investimentos privados e ampliar o volume disponível para empresas e projetos de inovação.

O desenho segue o conceito de blended finance, que combina recursos de diferentes fontes para financiar projetos que podem apresentar riscos ou prazos de retorno que dificultam a captação exclusivamente no mercado privado. Segundo o Manual Operacional, o mecanismo busca melhorar as condições de financiamento e estimular a participação de investidores privados.

A estrutura também prevê uma linha de crédito corporativo para empresas que já tenham projetos em estágio mais avançado. A modalidade poderá financiar iniciativas relacionadas às cadeias selecionadas pelo programa e deve atender aos critérios definidos pelo Tesouro Nacional.

Outra frente será destinada à pesquisa aplicada e ao empreendedorismo de base tecnológica. A proposta é aproximar empresas, universidades, centros de pesquisa, startups e instituições financeiras, criando mecanismos para levar tecnologias desenvolvidas em ambientes de pesquisa para aplicações comerciais.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou durante o lançamento da quinta rodada que a utilização de recursos públicos como capital catalítico permite ampliar o alcance dos investimentos. Segundo ele, a estrutura dos fundos foi desenhada para possibilitar a alavancagem dos recursos destinados à inovação.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, também destacou que o financiamento de novas tecnologias está relacionado à estratégia de transformação da estrutura produtiva brasileira. A avaliação do governo é que o desenvolvimento de setores como combustíveis sustentáveis, fertilizantes, minerais críticos e tecnologias industriais pode reduzir dependências externas e ampliar a capacidade produtiva nacional.

O quinto leilão ocorre após quatro rodadas do Eco Invest Brasil. De acordo com o governo federal, as etapas anteriores direcionaram recursos para diferentes áreas, incluindo projetos relacionados à recuperação de terras degradadas, infraestrutura e desenvolvimento sustentável.

Na nova rodada, o foco está na inovação tecnológica. Os projetos poderão estar em diferentes fases de desenvolvimento, desde pesquisa e desenvolvimento até o escalonamento e a expansão comercial.

Para participar, as iniciativas deverão atender aos critérios de elegibilidade estabelecidos no Manual Operacional. Entre as exigências estão a realização das atividades no Brasil e a demonstração de que o apoio financeiro é necessário para a execução ou ampliação do projeto.

Com a realização prevista para 31 de agosto, o quinto leilão pretende ampliar a participação do capital privado no financiamento de inovação e aproximar pesquisa, desenvolvimento tecnológico e atividade produtiva. A rodada faz parte da estratégia do governo de utilizar instrumentos financeiros para estimular investimentos em setores considerados relevantes para a transformação da economia brasileira.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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