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	<title>Especiais &#8211; Diário do Acionista</title>
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	<description>O Portal online do acionista brasileiro</description>
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	<title>Especiais &#8211; Diário do Acionista</title>
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		<title>STJ permite aumento do seguro de vida conforme a idade; veja as regras para o reajuste</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2026 14:11:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Seguros]]></category>
		<category><![CDATA[seguro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Redação O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, .... </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Por Redação</strong></p>



<p>O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, que as seguradoras podem reajustar o valor do seguro de vida coletivo conforme a faixa etária dos clientes, desde que o aumento esteja previsto no contrato e seja comunicado previamente ao consumidor. A decisão, tomada pela Segunda Seção do tribunal em 8 de outubro de 2026 e divulgada no Informativo de Jurisprudência nº 906, estabelece critérios para a cobrança e busca uniformizar o entendimento da Justiça sobre os reajustes aplicados pelas seguradoras.</p>



<p>O julgamento, realizado sob o rito dos recursos repetitivos, analisou os processos REsp 1.887.666 e REsp 1.926.108, relatados pelo ministro Raul Araújo. Com a definição do Tema 1.211, a orientação deverá ser observada pelos tribunais em processos que discutam a mesma questão jurídica.</p>



<p>Na prática, o entendimento permite que o preço pago pelo segurado, chamado de prêmio, aumente à medida que ele envelhece. Entretanto, as empresas precisam respeitar as condições contratuais e as regras estabelecidas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP).</p>



<p>Segundo a Susep, o cálculo do seguro considera o capital contratado e a probabilidade de ocorrência do evento coberto. No caso do seguro de vida, o risco de morte tende a aumentar com a idade, o que pode resultar em alterações no valor cobrado ao longo da vigência do contrato.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Reajuste por idade não segue regras dos planos de saúde</strong></h3>



<p>Um dos pontos discutidos no julgamento foi a possibilidade de aplicar aos seguros de vida as limitações previstas na legislação dos planos de saúde e no Estatuto da Pessoa Idosa.</p>



<p>Os ministros concluíram que essas normas não podem ser utilizadas automaticamente para impedir reajustes por idade nos seguros de vida, uma vez que os produtos possuem características contratuais e regulamentações diferentes.</p>



<p>O entendimento também considera a necessidade de equilíbrio financeiro dos contratos, já que as seguradoras calculam os valores cobrados com base na cobertura oferecida e nos riscos assumidos.</p>



<p>No julgamento, o STJ estabeleceu que não é necessário comprovar, individualmente, o aumento do risco de cada segurado para justificar a aplicação da cláusula de reajuste por faixa etária. A validade da cobrança depende, contudo, do cumprimento das exigências contratuais e regulatórias.</p>



<p>Para os consumidores, a decisão reforça a importância de verificar as condições de contratação, principalmente os percentuais de reajuste, as faixas etárias estabelecidas e os critérios utilizados para atualizar o preço do seguro.</p>



<p>A Susep esclarece que o aumento do prêmio não ocorre necessariamente na mesma proporção do reajuste do capital segurado. Além da correção monetária, o valor pode sofrer alterações relacionadas à idade, conforme a estrutura do produto contratado.</p>



<p>A decisão não estabelece um percentual único de reajuste nem autoriza aumentos sem previsão contratual. Dessa forma, os segurados continuam podendo questionar cobranças que não respeitem as condições previstas na apólice ou as normas do setor.</p>



<p>O entendimento do STJ deverá orientar o julgamento de ações semelhantes e influenciar a relação entre consumidores e seguradoras, especialmente nos contratos coletivos mantidos por períodos prolongados.</p>



<p>Nota de apuração: o texto foi fundamentado principalmente no STJ e na Susep. Não incluí aspas atribuídas a especialistas porque não localizei uma declaração individual verificável nas fontes consultadas. Isso evita atribuir falas não confirmadas a representantes das instituições.</p>



<p><strong>Foto: Pexels </strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/lula-assina-decreto-que-promulga-acordo-ue-mercosul/" data-type="post" data-id="56333">Lula assina decreto que promulga acordo UE-Mercosul</a></p>
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		<title>Eventos corporativos em 2027 devem priorizar experiências personalizadas, tecnologia e retorno financeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Oct 2026 17:57:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Tendências]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresa]]></category>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Por Redação</strong></p>



<p>O mercado de eventos corporativos deve passar por mudanças em 2027, impulsionado pela adoção de inteligência artificial, pela personalização das experiências e pela busca das empresas por resultados financeiros e comerciais. No Brasil, organizadores de congressos, convenções e encontros empresariais começam a incorporar essas estratégias ao planejamento, com o objetivo de fortalecer o relacionamento com clientes, ampliar oportunidades de negócios e otimizar investimentos em ações presenciais.</p>



<p>O movimento ocorre em meio ao crescimento do setor. Segundo o Barômetro Eventos B2B, elaborado pela União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios (Ubrafe) em parceria com a São Paulo Turismo (SPTuris), a capital paulista recebeu 1.511 eventos empresariais de grande porte em 2025, um aumento de 22% em relação ao ano anterior. Os encontros reuniram cerca de 8 milhões de participantes e movimentaram aproximadamente R$ 14 bilhões na cadeia de hospitalidade da cidade.</p>



<p>O avanço também aparece no mercado internacional. Dados da International Congress and Convention Association (ICCA), divulgados pelo Ministério do Turismo, mostram que o Brasil sediou 234 eventos internacionais em 2024, contra 156 em 2023. O resultado colocou o país na 15ª posição do ranking mundial, com o Rio de Janeiro liderando entre os destinos brasileiros, com 58 encontros.</p>



<p>Entre as tendências para 2027 está a substituição de ações padronizadas por experiências direcionadas ao perfil dos participantes. A proposta envolve desde a escolha dos espaços até a distribuição de presentes corporativos, que passam a integrar as estratégias de relacionamento das empresas, considerando a utilidade dos produtos, a identidade das marcas e as necessidades dos convidados.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Tecnologia e personalização devem orientar eventos corporativos em 2027</strong></h3>



<p>A inteligência artificial também deve ganhar espaço na organização dos encontros, com aplicações no gerenciamento de inscrições, na análise de dados, na logística e na comunicação com participantes. Segundo a Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (ALAGEV), a integração dessas ferramentas pode contribuir para reduzir custos operacionais e melhorar a avaliação dos resultados.</p>



<p>Para Joyce Macieri, presidente da ALAGEV, as mudanças também alteram a atuação dos profissionais responsáveis pelo planejamento empresarial. “O gestor passa a ocupar uma posição mais decisiva, apoiando decisões que envolvem tecnologia, riscos, sustentabilidade e experiência do viajante”, afirmou durante análise das tendências apresentadas na GBTA Convention 2026.</p>



<p>Outra mudança envolve a sustentabilidade, com atenção à origem dos materiais, ao desperdício, ao transporte e à utilização de fornecedores locais. A expectativa é que as empresas passem a considerar esses fatores na contratação de serviços e na definição dos investimentos destinados aos eventos.</p>



<p>A inclusão e o bem-estar também devem influenciar o setor. Durante a IMEX America 2026, realizada em outubro, em Las Vegas, a ALAGEV identificou o crescimento de iniciativas voltadas à acessibilidade, à neurodiversidade e à criação de ambientes que favoreçam a participação do público.</p>



<p>Para Luana Nogueira, diretora executiva da associação, “não basta reunir pessoas em um mesmo espaço”. Segundo ela, é necessário compreender como os participantes interagem com os conteúdos e as marcas para avaliar os resultados dos investimentos.</p>



<p>Com essas mudanças, a tendência é que o planejamento dos eventos corporativos em 2027 considere não apenas o número de participantes, mas também a geração de negócios, a continuidade dos relacionamentos comerciais e o retorno dos recursos aplicados pelas empresas.</p>



<p><strong>Foto: Pexels </strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/investimento-em-tecnologia-amplia-retorno-economico-e-ganha-espaco-na-estrategia-industrial/" data-type="post" data-id="56096">Investimento em tecnologia amplia retorno econômico e ganha espaço na estratégia industrial</a></p>
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		<title>Alta da energia pressiona inflação, eleva custos de produção e ameaça crescimento da economia global </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2026 21:13:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energia]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Redação&#160; O aumento dos preços da energia tem ampliado os .... </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Por Redação&nbsp;</strong></p>



<p>O aumento dos preços da energia tem ampliado os custos de produção, pressionado a inflação e reduzido as perspectivas de crescimento da economia mundial em 2026. O cenário foi destacado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), durante as reuniões anuais da instituição, realizadas em outubro, em Bangkok, na Tailândia. Segundo o organismo, a combinação entre energia mais cara, endividamento público e juros elevados representa um desafio para governos, empresas e consumidores, especialmente nos países que dependem da importação de combustíveis.</p>



<p>De acordo com o relatório Perspectivas da Economia Mundial, divulgado pelo FMI em 13 de outubro, a economia global deve crescer 3,1% em 2026, antes de avançar 3,4% em 2027. A instituição também projeta inflação mundial de 4,7% neste ano, influenciada, entre outros fatores, pelo encarecimento da energia e dos alimentos.</p>



<p>O impacto da energia sobre a atividade econômica ocorre em diferentes etapas da cadeia produtiva. A elevação dos preços do petróleo e da eletricidade aumenta as despesas com transporte, produção industrial e distribuição de mercadorias. Parte desses custos pode ser repassada aos consumidores, afetando o poder de compra das famílias e a demanda por produtos e serviços.</p>



<p>Segundo Silvana Tenreyro, economista-chefe e diretora do Departamento de Pesquisa do FMI, o encarecimento da energia e de outras commodities, provocado pelos conflitos internacionais, funciona como um choque de oferta, elevando preços e prejudicando a atividade econômica.</p>



<p>&#8220;A economia global tem demonstrado resiliência, mas essa resiliência está sob pressão, com riscos inclinados para baixo&#8221;, afirmou a economista, em tradução de declaração feita durante apresentação do FMI.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Energia mais cara amplia pressão sobre dívidas públicas</h3>



<p>Além dos efeitos sobre empresas e consumidores, a alta da energia também compromete as contas públicas. Segundo o FMI, a dívida pública mundial poderá ultrapassar 100% do Produto Interno Bruto (PIB) global até 2030, enquanto o aumento dos juros reduz a capacidade dos governos de financiar investimentos e políticas sociais.</p>



<p>Entre fevereiro e setembro de 2026, o rendimento médio dos títulos públicos de dez anos dos países do G7 aumentou mais de um ponto percentual, atingindo o maior nível em quase duas décadas. O custo médio efetivo de financiamento dos governos deverá passar de 2,3%, em 2021, para 3,7%, em 2031.</p>



<p>O diretor do Departamento de Assuntos Fiscais do FMI, Rodrigo Valdés, alertou que medidas generalizadas para conter os preços dos combustíveis podem ampliar os gastos públicos. Segundo ele, o custo fiscal dessas intervenções equivale a aproximadamente 0,5% do PIB mundial.</p>



<p>&#8220;Proteger as pessoas não é o mesmo que proteger o preço dos combustíveis&#8221;, afirmou Valdés, ao defender políticas temporárias direcionadas às famílias mais vulneráveis.</p>



<p>Enquanto isso, a Agência Internacional de Energia (AIE) estima que a demanda mundial por eletricidade crescerá 3,6% em 2026 e 3,8% em 2027, impulsionada pela indústria, pelos veículos elétricos e pelos centros de dados. O avanço do consumo reforça a importância dos investimentos em geração e infraestrutura energética para sustentar a atividade econômica e reduzir a exposição às oscilações de preços.</p>



<p><strong>Foto: Marcello Casal &#8211; Agência Brasil </strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/privatizada-em-2022-eletrobras-passa-a-se-chamar-axia-energia/" data-type="post" data-id="51579">Privatizada em 2022, Eletrobras passa a se chamar Axia Energia</a></p>
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		<title>Calor extremo ameaça produtividade, pressiona preços e pode gerar perdas de US$ 2,4 trilhões na economia global</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Oct 2026 01:49:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Redação O avanço das temperaturas globais e a maior frequência .... </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Por Redação</strong></p>



<p>O avanço das temperaturas globais e a maior frequência de eventos climáticos extremos estão ampliando os riscos para a economia, com impactos sobre a produção agrícola, o mercado de trabalho, o consumo de energia e os preços dos alimentos. Em 2026, projeções da Organização Meteorológica Mundial (OMM) reforçaram o alerta de que o aquecimento do planeta pode ultrapassar temporariamente 1,5°C em relação ao período pré-industrial, intensificando os desafios econômicos para países como o Brasil.</p>



<p>Segundo relatório divulgado pela OMM em maio, existe uma probabilidade de 91% de que pelo menos um ano entre 2026 e 2030 registre temperatura média global superior a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. A organização também estima em 75% a possibilidade de a média dos cinco anos superar esse patamar. O limite estabelecido pelo Acordo de Paris, entretanto, considera o aquecimento sustentado por um período prolongado.</p>



<p>Os efeitos econômicos já aparecem em setores dependentes das condições climáticas. Na agricultura, temperaturas elevadas e alterações no regime de chuvas podem comprometer safras, reduzir a oferta de produtos e aumentar os custos de produção. No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas cresceu 18,2% em 2025, após um ano marcado por condições climáticas desfavoráveis.</p>



<p>A instabilidade na produção agrícola também pode atingir o orçamento das famílias. A redução da oferta de alimentos tende a pressionar os preços, enquanto produtores enfrentam despesas adicionais com irrigação, armazenamento e recuperação de áreas afetadas por secas ou enchentes.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Calor extremo pode reduzir produtividade e elevar custos das empresas</h3>



<p>Os efeitos do aquecimento também alcançam o mercado de trabalho. Estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT), publicado em 2019, estima que o estresse térmico poderá provocar a perda de 2,2% das horas trabalhadas no mundo até 2030, equivalente a 80 milhões de empregos em tempo integral e a US$ 2,4 trilhões em perdas econômicas anuais.</p>



<p>A agricultura e a construção civil estão entre os setores mais expostos, especialmente pela presença de trabalhadores em ambientes externos. O calor excessivo pode exigir pausas, alterações de jornadas e investimentos em proteção, afetando os custos operacionais.</p>



<p>“O impacto do estresse térmico sobre a produtividade do trabalho é uma consequência grave das mudanças climáticas”, afirmou Catherine Saget, pesquisadora da OIT e uma das autoras do levantamento, em tradução de declaração divulgada pela organização.</p>



<p>Outro impacto envolve o setor energético. O aumento da utilização de aparelhos de refrigeração eleva a demanda por eletricidade, enquanto períodos de estiagem podem comprometer a geração hidrelétrica, ampliando a necessidade de outras fontes de energia.</p>



<p>Para a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, as temperaturas elevadas em terra e nos oceanos contribuíram para intensificar fenômenos como ondas de calor, chuvas intensas e ciclones tropicais. Em janeiro de 2026, ela destacou a importância dos sistemas de alerta para reduzir os riscos associados a esses eventos.</p>



<p>Diante desse cenário, investimentos em infraestrutura, adaptação climática e prevenção de desastres passam a integrar o planejamento econômico de governos e empresas, com reflexos sobre a produção, o emprego e o custo de vida.</p>



<p><strong>Foto: Marcelo Camargo &#8211; Agência Brasil </strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/unctad-economia-global-pode-desacelerar-para-23-em-2025-sob-pressao-de-tensoes-comerciais/" data-type="post" data-id="47124">Unctad: economia global pode desacelerar para 2,3% em 2025 sob pressão de tensões comerciais</a></p>
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		<title>Tecnologia amplia acesso aos investimentos e mercado de capitais já movimenta R$ 8,7 trilhões no Brasil</title>
		<link>https://diariodoacionista.com.br/tecnologia-amplia-acesso-aos-investimentos-e-mercado-de-capitais-ja-movimenta-r-87-trilhoes-no-brasil/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2026 13:58:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Mercado financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Redação A expansão das plataformas digitais, o uso de inteligência .... </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Por Redação</strong></p>



<p>A expansão das plataformas digitais, o uso de inteligência artificial e a automatização de serviços financeiros estão modificando a forma como brasileiros investem e empresas captam recursos. Segundo dados divulgados em agosto de 2026 pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), a tecnologia tem contribuído para reduzir custos operacionais, ampliar o acesso aos investimentos e impulsionar o financiamento de empresas no país. O movimento acompanha o crescimento do mercado de capitais, que alcançou R$ 8,7 trilhões em recursos em 2025, equivalente a 68,5% do Produto Interno Bruto (PIB).</p>



<p>De acordo com a entidade, o estoque de títulos privados não bancários, incluindo debêntures, certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) e do agronegócio (CRAs), chegou a R$ 3,9 trilhões. Já o valor das ações emitidas por empresas atingiu R$ 4,8 trilhões. Os dois indicadores mais que dobraram em sete anos, demonstrando a expansão dos instrumentos utilizados para financiar atividades econômicas.</p>



<p>A digitalização também permitiu que investidores realizassem aplicações por meio de celulares e plataformas de corretoras, sem depender exclusivamente do atendimento presencial. Ferramentas de análise de dados e sistemas automatizados passaram a integrar processos de avaliação de riscos, acompanhamento de carteiras e execução de operações.</p>



<p>Para Zeca Doherty, diretor-executivo da Anbima, a incorporação dessas ferramentas exige atenção às regras de funcionamento do setor. “O futuro do mercado de capitais brasileiro será cada vez mais digital. Nosso papel é garantir que cada nova tecnologia seja acompanhada por padrões claros de governança e pela preparação dos profissionais e investidores que atuam nesse ecossistema”, afirmou o executivo em comunicado divulgado pela entidade.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Inteligência artificial e digitalização transformam o mercado financeiro</strong></h3>



<p>O avanço tecnológico também aparece nos meios de pagamento. Segundo o Banco Central (BC), o Pix registrou quase 80 bilhões de transações em 2025, movimentando mais de R$ 35 trilhões. Ao final daquele ano, 148 milhões de pessoas físicas e 12,8 milhões de empresas já haviam utilizado o sistema, indicando a dimensão da digitalização dos serviços financeiros brasileiros.</p>



<p>Outro instrumento dessa transformação é o Open Finance, que permite o compartilhamento de informações financeiras entre instituições, mediante autorização dos clientes. A integração pode facilitar a comparação de produtos, a oferta de crédito e o desenvolvimento de serviços adaptados ao perfil dos consumidores.</p>



<p>No mercado de capitais, a Anbima aponta que 33,6% dos recursos captados por empresas não financeiras já têm origem nesse segmento, participação próxima à do crédito bancário, de 33,3%. A indústria de fundos também concentra 57% dos títulos privados em circulação, com aproximadamente R$ 810 bilhões aplicados em ativos de crédito corporativo.</p>



<p>Apesar dos avanços, a incorporação de tecnologias envolve desafios relacionados à segurança cibernética, à proteção de dados e à supervisão das operações. Para a Anbima, a combinação entre inovação, educação financeira e governança será determinante para ampliar a participação dos investidores e sustentar o crescimento do setor.</p>



<p><strong>Foto: Pexels</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/tecnologia-e-personalizacao-como-os-seguros-de-saude-estao-se-transformando/" data-type="post" data-id="47613">Tecnologia e Personalização: como os seguros de saúde estão se transformando</a></p>
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		<title>Pesquisa revela diferenças entre homens e mulheres na busca por seguro; 83% usam carro para trabalhar </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Oct 2026 01:57:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Seguros]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[seguro]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Por Redação</strong></p>



<p>Homens e mulheres apresentam diferenças nos fatores que pesam na contratação de um seguro para o carro, segundo levantamento realizado pela insurtech Loovi com sua base de clientes entre janeiro e junho de 2026. Enquanto entre os homens a procura aparece mais relacionada à proteção do patrimônio e aos prejuízos financeiros provocados por acidentes, roubos ou danos a terceiros, entre as mulheres ganham peso a segurança, a assistência em situações de emergência e a necessidade de manter os deslocamentos da rotina.</p>



<p>A relação com o trabalho é um dos pontos que ajudam a dimensionar a importância do veículo para os consumidores pesquisados. De acordo com o levantamento, 83% dos clientes utilizam o carro para ir e voltar do trabalho. Outros 18% afirmam que o automóvel é utilizado como fonte de renda, situação que inclui motoristas que dependem diretamente do veículo para exercer atividades profissionais.</p>



<p>O uso do automóvel também ultrapassa as necessidades individuais. A pesquisa mostra que 68% dos entrevistados compartilham o carro com familiares. Nesse cenário, problemas como roubo, furto, colisão ou necessidade de reparo podem afetar não apenas o proprietário, mas também os deslocamentos de outras pessoas da família.</p>



<p>Os números devem ser interpretados dentro do universo pesquisado, já que o levantamento considera a base de clientes da empresa e não representa necessariamente o comportamento de todos os motoristas brasileiros. Ainda assim, os resultados apontam como trabalho, renda, patrimônio e organização familiar podem interferir na decisão de contratar uma apólice e na escolha das coberturas consideradas mais importantes.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Seguro auto acompanha diferentes formas de uso do veículo</strong></h3>



<p>A dependência do automóvel para atividades profissionais também encontra paralelo no avanço do trabalho mediado por plataformas digitais. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 1,7 milhão de pessoas trabalhavam por meio de plataformas digitais de serviços no país no terceiro trimestre de 2024. O contingente correspondia a 1,9% da população ocupada no setor privado considerada pelo levantamento.</p>



<p>No caso das mulheres, a importância atribuída à manutenção da rotina pode ser analisada também a partir da distribuição das responsabilidades domésticas e de cuidado. Dados do IBGE mostram que, em 2022, as mulheres dedicavam, em média, 21,3 horas semanais aos afazeres domésticos e aos cuidados de pessoas, enquanto os homens destinavam 11,7 horas às mesmas atividades.</p>



<p>Ao analisar essa diferença, a analista do IBGE Alessandra Brito explicou que a participação feminina no mercado de trabalho reduz o tempo disponível, mas não elimina as demais responsabilidades. “Quando no mercado de trabalho, ela fica com menos horas disponíveis para fazer tripla jornada: cuidados, afazeres e trabalhar fora”, afirmou a especialista em análise divulgada pelo instituto.</p>



<p>A procura por proteção para veículos ocorre em meio ao crescimento das receitas do segmento. Dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) mostram que o seguro automóvel movimentou R$ 30,73 bilhões em prêmios no primeiro semestre de 2026. O resultado representa crescimento nominal de 6,29% e avanço real de 1,86% em relação ao mesmo período de 2025.</p>



<p>Segundo a Susep, o seguro automóvel pode oferecer proteção contra prejuízos relacionados a colisões, incêndio, roubo e furto, além de coberturas de responsabilidade civil por danos provocados a terceiros, conforme as condições previstas na apólice. O limite de indenização e os riscos cobertos variam de acordo com o contrato firmado entre segurado e seguradora.</p>



<p>Para o superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, existe espaço para ampliar a presença dos seguros entre os brasileiros. “O Brasil tem um enorme mercado potencial de seguro”, afirmou ao tratar da expansão do acesso aos produtos do setor. Os dados da pesquisa indicam que essa decisão também passa pela maneira como o consumidor utiliza o automóvel: seja como patrimônio, instrumento de trabalho ou meio de transporte necessário para organizar a rotina familiar.</p>



<p><strong>Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/seguro-de-vida-cresce-em-2026-e-amplia-impacto-sobre-a-economia-e-o-mercado-segurador/" data-type="post" data-id="58484">Seguro de vida cresce em 2026 e amplia impacto sobre a economia e o mercado segurador</a></p>
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		<title>Novas regras do seguro rural ampliam proteção ao produtor e mudam relação com o crédito</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2026 13:58:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agronegócios]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[agronegócio]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Por Redação</strong></p>



<p>O seguro rural brasileiro passou a operar sob novas regras a partir da última quarta-feira (30), após a publicação da Lei nº 15.526/2026, que modifica o marco legal do setor e estabelece mudanças na cobertura, no pagamento de indenizações e na relação entre as apólices e o crédito rural. A medida busca ampliar a proteção financeira dos produtores diante de perdas provocadas por eventos climáticos, pragas e doenças e dar mais previsibilidade ao funcionamento do seguro no país.</p>



<p>Uma das mudanças estabelece prazos para a regulação e liquidação dos sinistros. Nos casos em que não seja necessário aguardar a colheita, o corte ou a liberação da área para vistoria, a seguradora terá até 15 dias, contados a partir da comunicação feita pelo produtor, para regular o sinistro. Já a liquidação deverá ocorrer em até 30 dias após a entrega da documentação exigida ou da vistoria presencial, quando necessária.</p>



<p>A nova legislação também determina que o seguro contratado pelo produtor passe a integrar o conjunto de garantias das operações de crédito rural. A instituição financeira poderá ser definida como primeira beneficiária da indenização em caso de sinistro, além de receber, por cessão fiduciária, direitos decorrentes da apólice. A mudança aproxima dois instrumentos usados para financiar e administrar os riscos da produção agropecuária.</p>



<p>O impacto pode alcançar um mercado de crédito que movimenta centenas de bilhões de reais. O Plano Safra 2026/2027 destinou R$ 525,1 bilhões à agricultura empresarial, sendo R$ 72,6 bilhões para médios produtores enquadrados no Pronamp e R$ 452,5 bilhões para os demais produtores e cooperativas.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Proteção contra riscos climáticos</strong></h3>



<p>A ampliação dos mecanismos de seguro ocorre em um momento de atenção aos impactos do clima sobre a produção. Segundo a Embrapa, seca, granizo e geada, juntos, estão associados a mais de 95% dos episódios que levam ao acionamento de programas de seguro rural. O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), utilizado como referência para políticas de crédito e seguro, atualmente abrange mais de 50 culturas no país.</p>



<p>“Essa é uma questão que não é mais excepcional e veio para ficar. Precisamos de planejamento”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, ao tratar, neste mês, da preparação do setor para eventos climáticos. O grupo de trabalho criado pelo Ministério da Agricultura para enfrentar os efeitos do El Niño colocou entre as prioridades o fortalecimento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).</p>



<p>O PSR reduz parte do custo da contratação porque o governo paga uma parcela do prêmio do seguro. No Plano Trienal 2025-2027, o limite máximo de subvenção é de R$ 60 mil por beneficiário para cada grupo de atividades, respeitado o teto total de R$ 120 mil por ano.</p>



<p>A nova lei também torna obrigatórias, dentro do limite previsto na proposta orçamentária enviada pelo governo ao Congresso, as despesas destinadas à subvenção. Esses recursos não poderão ser submetidos à limitação de empenho e movimentação financeira. A legislação prevê ainda que produtores com operações de crédito protegidas por seguro possam receber benefícios, como condições diferenciadas de juros, prazos e limites, prioridade de acesso ao crédito e financiamento do próprio prêmio do seguro.</p>



<p>As mudanças ocorrem enquanto o governo discute uma política de gestão de riscos que combina seguro, crédito, monitoramento climático e tecnologias de produção. Para o produtor, o objetivo desses instrumentos é reduzir o impacto financeiro quando eventos fora de seu controle comprometem a safra e, consequentemente, sua capacidade de pagamento e de investimento no ciclo seguinte.</p>



<p><strong>Foto: Elza Fiúza &#8211; Agência Brasil</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/seguro-rural-enfrenta-desafio-com-eventos-climaticos-e-baixa-cobertura-no-brasil/" data-type="post" data-id="57509">Seguro rural enfrenta desafio com eventos climáticos e baixa cobertura no Brasil</a></p>
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		<title>Petróleo e El Niño elevam riscos para preços dos alimentos e podem pressionar economia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2026 02:06:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Tendências]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Por Redação</strong></p>



<p>A combinação entre os efeitos do El Niño e as oscilações do petróleo mantém sob atenção os preços dos alimentos no Brasil no segundo semestre de 2026, com possíveis reflexos sobre a inflação, o orçamento das famílias e os custos de produção. O cenário, acompanhado por entidades do setor de abastecimento e órgãos do governo, ocorre em um momento em que os preços dos alimentos apresentam recuo no curto prazo, mas as condições climáticas aumentam a incerteza para os próximos meses.</p>



<p>O alerta sobre os alimentos ganhou força em julho, quando a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) apontou o petróleo e o El Niño como fatores capazes de pressionar a cadeia de abastecimento. Naquele momento, o Abrasmercado, indicador que reúne 35 produtos de consumo, acumulava alta de 6,82% no ano até maio, com avanço de 41,09% do feijão, 75,84% da batata, 86,17% do tomate e 48,88% da cebola.</p>



<p>O quadro mudou nos meses seguintes. Em julho, a cesta da Abras caiu 1,24% frente a junho e ficou em R$ 841,95. Na comparação com julho de 2025, no entanto, ainda havia alta de 3,50%. Em agosto, a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pela Conab e pelo Dieese, também registrou redução do custo dos alimentos básicos em 25 das 27 capitais pesquisadas.</p>



<p>Os números ajudam a explicar parte do comportamento da inflação. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,32% em agosto e acumulou 4,22% em 12 meses.</p>



<h5 class="wp-block-heading"> El Niño e inflação dos alimentos</h5>



<p>Apesar do alívio recente, o clima permanece como um fator de risco. O Painel El Niño, formado por órgãos como Inmet, INPE, Cemaden e Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), aponta probabilidade superior a 90% de ocorrência de um El Niño de intensidade muito forte no trimestre entre setembro e novembro. As projeções indicam chuvas abaixo da média em partes do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste e precipitações acima da média no Sul, além de temperaturas elevadas em grande parte do país.</p>



<p>As alterações no regime de chuvas podem afetar lavouras, pastagens, produtividade e logística, com reflexos nos custos ao longo da cadeia. No início de setembro, o Cemaden informou que o período de maior aquecimento do Pacífico deve ocorrer entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.</p>



<p>Para reduzir riscos de desabastecimento, a Conab vem reforçando estoques. Em setembro, a companhia comprou 191 mil toneladas de milho em dois leilões, operação de R$ 228 milhões voltada, entre outros objetivos, ao atendimento de pequenos criadores, principalmente no Nordeste. “O objetivo era comprar 180 mil toneladas de milho para garantir essa oferta caso a estiagem na região Nordeste seja prolongada por conta do El Niño muito forte”, afirmou o presidente da Conab, Silvio Porto.</p>



<p>O impacto econômico, porém, não é considerado inevitável. A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, afirmou em setembro que o governo trabalha com a perspectiva de que o fenômeno não provoque aumento generalizado dos alimentos, diante da oferta de grãos e das medidas de formação de estoques, crédito e apoio à produção.</p>



<p>Uma eventual retomada da inflação dos alimentos reduziria o poder de compra das famílias e poderia atingir principalmente os grupos de menor renda, que destinam parcela maior do orçamento a itens básicos. O próprio IBGE destaca que famílias com renda entre um e cinco salários mínimos são mais sensíveis às oscilações de alimentação e transporte. Dessa forma, petróleo e clima permanecem entre os fatores que podem determinar não apenas os preços nas prateleiras, mas também o comportamento do consumo e da inflação brasileira nos próximos meses.</p>



<p><strong>Foto: Tânia Rêgo &#8211; Agência Brasil </strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/carnaval-devera-injetar-mais-de-r-57-bi-na-economia-carioca/" data-type="post" data-id="53630">Carnaval deverá injetar mais de R$ 5,7 bi na economia carioca</a></p>



<p></p>
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		<item>
		<title>Adesivo político no carro pode afetar seguro? Entenda quando há risco para a cobertura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2026 23:53:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Seguros]]></category>
		<category><![CDATA[carro]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[seguro]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Por Redação</strong></p>



<p>Com a campanha eleitoral de 2026 nas ruas, motoristas que colocam adesivos de candidatos, partidos ou federações em seus veículos devem observar não apenas as regras eleitorais, mas também as condições do seguro automotivo. A simples colocação de propaganda política em um carro particular não implica perda automática da cobertura. O cenário pode mudar, porém, quando o automóvel deixa de ter apenas uso pessoal e passa a ser utilizado em atividades de campanha, situação que pode alterar o risco considerado pela seguradora na contratação.</p>



<p>A Superintendência de Seguros Privados (Susep) explica que o preço do seguro automotivo é calculado com base no risco ao qual o bem está exposto, considerando informações sobre o automóvel, o segurado e o condutor. O questionário de avaliação de risco pode incluir, por exemplo, informações sobre a utilização diária do carro, local de circulação e outras características capazes de influenciar a probabilidade de sinistro.</p>



<p>Por isso, uma mudança relevante na forma de utilização do veículo deve ser comunicada. Em orientação ao consumidor, a Susep afirma que, se o perfil de risco mudar durante a vigência da apólice, o segurado deve procurar o corretor ou a companhia e informar a alteração para que, se necessário, seja feito um endosso no contrato, “evitando assim o risco de o veículo ficar sem cobertura, em caso de sinistro”.</p>



<p><strong>SEGURO AUTO</strong></p>



<p>No caso das eleições, a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) diferencia a manifestação individual do eleitor do uso do automóvel como instrumento de campanha. Segundo Jaime Soares, presidente da Comissão de Seguro Auto da entidade, “se o carro apenas recebeu o adesivo eleitoral e mantém a rotina normal do dia a dia, não há nenhum impacto na cobertura securitária”.</p>



<p>A situação é diferente se o veículo começar a transportar materiais de campanha, equipes ou equipamentos de som, por exemplo. Nesses casos, a FenSeg orienta que a mudança seja informada à seguradora. A maior exposição do automóvel à circulação, acidentes ou atos de vandalismo pode modificar a avaliação do risco e exigir alteração contratual. A eventual recusa de uma indenização dependerá das condições da apólice e das circunstâncias do sinistro, não apenas da existência de propaganda política no carro.</p>



<p>A própria Susep ressalta que os riscos excluídos e as situações cobertas devem constar das condições contratuais. A autarquia recomenda que o consumidor leia essas regras e forneça informações corretas e completas à seguradora. Declarações inexatas ou omissões relevantes podem interferir no direito à indenização.</p>



<p>Além das regras do seguro, o motorista precisa observar a legislação eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informa que adesivos microperfurados podem ocupar toda a extensão do para-brisa traseiro. Nas demais partes do veículo, a propaganda por adesivos deve respeitar os limites estabelecidos pela Justiça Eleitoral. A manifestação em bem particular também deve ser espontânea e gratuita, sem pagamento pela utilização do espaço.</p>



<p>Assim, antes de transformar um automóvel de passeio em veículo de apoio a uma campanha, a orientação é consultar a seguradora ou o corretor e verificar se a nova utilização exige alteração da apólice. O adesivo, isoladamente, não significa perda da proteção contratada; o ponto relevante para o seguro é se houve mudança no uso e, consequentemente, no risco assumido pela seguradora.</p>



<p><strong>Foto: Joédson Alves &#8211; Agência Brasil </strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/seguro-rural-enfrenta-desafio-com-eventos-climaticos-e-baixa-cobertura-no-brasil/" data-type="post" data-id="57509">Seguro rural enfrenta desafio com eventos climáticos e baixa cobertura no Brasil</a></p>
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		<title>Meio ambiente entra no radar dos eleitores e 91% cobram propostas para enfrentar mudanças climáticas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Sep 2026 19:54:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>
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<p><strong>Por Redação </strong></p>



<p>A preocupação com as mudanças climáticas ganhou espaço entre os eleitores brasileiros às vésperas das eleições de 2026. Pesquisa da Ipsos encomendada pelo Observatório do Clima, divulgada na última quinta-feira (17), mostra que 91% dos entrevistados consideram importante que os candidatos apresentem propostas para enfrentar a crise climática. Para 62%, a presença do tema nas propostas eleitorais é “muito importante”. O levantamento ouviu 1.800 pessoas com 18 anos ou mais, em todas as regiões do país, entre 17 e 20 de agosto.</p>



<p>O resultado aparece em um cenário no qual eventos associados ao clima afetam diferentes setores da economia e a rotina da população. Segundo a pesquisa, 87% dos entrevistados concordam que as mudanças climáticas estão provocando secas, chuvas intensas e ondas de calor, enquanto 85% afirmam que seus efeitos já são percebidos no cotidiano dos brasileiros. Outros 76% acreditam que ainda é possível evitar os impactos mais graves com a adoção imediata de medidas.</p>



<p>Apesar desses percentuais, o meio ambiente disputa espaço com problemas considerados mais imediatos. Mudanças climáticas e crise ambiental aparecem em nono lugar entre as principais preocupações dos entrevistados, citadas por 19%. Segurança pública e criminalidade lideram, com 49%, seguidas pelo aumento do custo de vida ou inflação, com 41%, violência contra mulheres e feminicídios, com 36%, e qualidade da saúde pública, com 34%.</p>



<p>A relação entre clima e economia ajuda a ampliar o alcance do debate. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) aponta, por exemplo, que períodos prolongados de seca no Sudeste brasileiro já produziram efeitos sobre abastecimento de água, agricultura e geração de energia. Em episódios analisados pelo órgão, houve aumento de preços agrícolas, redução de produtividade de determinadas culturas e pressão sobre os preços da eletricidade.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Clima e economia</h4>



<p>Os efeitos também chegam aos serviços públicos. A diretora da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Ana Carolina Argolo, afirma que setores como energia, agricultura e saneamento precisam incorporar as mudanças climáticas aos processos de tomada de decisão. “É pela água que a gente sente as mudanças climáticas, seja pela escassez, seja pela abundância”, declarou durante seminário realizado em maio.</p>



<p>Na área da saúde, o governo federal também passou a incorporar riscos climáticos ao planejamento. Em agosto, o Ministério da Saúde apresentou um plano de preparação para os possíveis impactos do El Niño de 2026-2027. Segundo o secretário-executivo da pasta, Adriano Massuda, o SUS vem trabalhando com estados e municípios para se preparar para os efeitos das mudanças climáticas. A estratégia inclui monitoramento de excesso de calor, preparação para emergências e ações voltadas a diferentes regiões do país.</p>



<p>A percepção dos eleitores também aparece quando a pesquisa aborda as responsabilidades pelo enfrentamento do problema. Para 58%, as mudanças climáticas são provocadas principalmente pela atividade humana, enquanto 36% atribuem o fenômeno à combinação entre atividades humanas e causas naturais. Outros 67% consideram que empresas e indústrias têm mais responsabilidade no combate às mudanças climáticas do que os cidadãos.</p>



<p>O levantamento indica ainda que 90% dos entrevistados consideram importante que governos e políticas públicas priorizem a proteção ambiental. Além disso, 79% defendem que o enfrentamento às mudanças climáticas seja tratado como prioridade pelo próximo governo mesmo quando as medidas envolverem custos econômicos.</p>



<p>A discussão ocorre em uma eleição com 158,7 milhões de pessoas aptas a votar no primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores e deputados federais, estaduais ou distritais, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).</p>



<p><strong>Foto: Rafa Neddermeyer &#8211; Agência Brasil </strong></p>



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