Seguros de pessoas e danos mantém crescimento em 2026, com avanço do seguro de vida e do ramo automóvel 

Seguros de pessoas e danos mantém crescimento em 2026, com avanço do seguro de vida e do ramo automóvel 

Por Redação

O mercado brasileiro de seguros de pessoas e danos registrou crescimento nos primeiros quatro meses de 2026, impulsionado principalmente pelo avanço dos seguros de vida e automóvel. Dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) mostram que esses segmentos arrecadaram R$ 74,8 bilhões entre janeiro e abril, alta nominal de 6,13% em relação ao mesmo período de 2025, indicando continuidade da expansão observada nos últimos anos.

Segundo o Boletim Susep de abril de 2026, o seguro de vida apresentou um dos desempenhos mais expressivos do período, com crescimento nominal de 10,69% e expansão real de 6,24% na comparação anual. Já o seguro automóvel movimentou R$ 20,26 bilhões em prêmios, avanço nominal de 6,55% sobre os quatro primeiros meses do ano anterior. Os números reforçam o peso desses dois ramos na arrecadação do mercado segurador brasileiro. Ao todo, o setor supervisionado pela autarquia arrecadou R$ 139,59 bilhões até abril, enquanto indenizações, benefícios, resgates e sorteios pagos à sociedade somaram R$ 84,31 bilhões. Embora a arrecadação total tenha apresentado leve recuo nominal de 0,8%, influenciada pelo desempenho dos produtos de acumulação, os segmentos de seguros de pessoas e danos seguiram em trajetória de crescimento. (Fonte: Susep).

O boletim também mostra que os produtos de acumulação registraram saldo positivo de R$ 5,22 bilhões entre contribuições e pagamentos de benefícios e resgates, enquanto o mercado de resseguros recebeu R$ 9,79 bilhões em prêmios cedidos pelas seguradoras no período. Outro dado apontado pela autarquia é o aumento da participação das resseguradoras brasileiras em operações internacionais, com R$ 478,35 milhões em riscos aceitos do exterior até março deste ano.

Seguro de vida ganha espaço entre famílias e empresas

O avanço dos seguros de pessoas acompanha mudanças no perfil da demanda por proteção financeira. Nos últimos anos, consumidores passaram a contratar coberturas que vão além da proteção em caso de morte, incluindo invalidez, doenças graves, diárias por incapacidade temporária e assistência familiar. Ao mesmo tempo, empresas ampliaram a oferta do benefício aos empregados como estratégia de gestão de riscos e retenção de talentos.

Para o superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, o fortalecimento do mercado demonstra a importância econômica e social do setor. Em nota divulgada com o boletim, ele afirmou que o desempenho dos seguros de pessoas e danos evidencia a capacidade do mercado de ampliar mecanismos de proteção para famílias, empresas e atividades econômicas, mesmo em um cenário de mudanças no ambiente financeiro.

Na avaliação do presidente da Confederação Nacional das Seguradoras, Dyogo Oliveira, o crescimento da demanda por seguros está relacionado ao aumento da percepção sobre a importância da proteção patrimonial e financeira. Em manifestações públicas da entidade, o executivo tem destacado que o seguro deixou de ser visto apenas como instrumento de reposição de perdas e passou a integrar o planejamento financeiro de famílias e empresas, contribuindo para a estabilidade econômica e para a redução dos impactos provocados por eventos inesperados.

Os números da Susep mostram ainda diferenças entre os diversos ramos de danos. Enquanto o seguro automóvel manteve crescimento consistente, segmentos como seguros financeiros, habitacionais, patrimoniais e fiança locatícia também registraram expansão acima da média. Em contrapartida, algumas modalidades ligadas ao transporte e riscos especiais apresentaram retração no acumulado até abril, refletindo comportamentos distintos entre setores da economia.

Especialistas avaliam que a continuidade do crescimento dependerá da evolução da atividade econômica, da renda das famílias e da ampliação da oferta de produtos adaptados às necessidades dos consumidores. Ainda assim, os dados do primeiro quadrimestre indicam que os seguros de pessoas e danos seguem entre os principais motores da indústria seguradora brasileira em 2026, consolidando a participação do setor como instrumento de proteção financeira para pessoas físicas, empresas e atividades produtivas.

Foto: Pexels 

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