Seguro de vida para MEIs e autônomos: proteção que faz diferença
Por Bárbara Souza
O crescimento dos trabalhos formais independentes no Brasil faz do seguro de vida uma ferramenta essencial para garantir equilíbrio financeiro e segurança familiar. Mas como esse produto funciona na prática para microempreendedores individuais (MEIs) e profissionais autônomos?
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022, o país conta com aproximadamente 26 milhões de trabalhadores autônomos, uma marca histórica. Destes, muitos se enquadram como MEIs, cuja formalização saltou com 874 mil novas microempresas em 2024, um aumento de 21% em relação ao ano anterior, de acordo com dados da Receita Federal, levantados pelo Sebrae.
Para profissionais sem vínculo CLT, seguro de vida pode ser adotado, quando adaptado ao perfil desse público, cobre diversas situações:
- Morte natural ou acidental, protegendo financeiramente os dependentes.
- Invalidez por acidente ou doença, garantindo suporte se houver perda da capacidade de trabalho
- Coberturas adicionais, como diária por internação hospitalar (DIH), reembolso médico (DMHO), doenças graves e assistência funeral
Profissionais da Seguros Unimed relatam crescimento de 39% nas vendas da categoria Vida nos últimos 12 meses até abril, totalizando 7,5 milhões de clientes.
Seguros inclusivos e acessíveis
A Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e seguradoras têm lançado produtos de microsseguros e seguros inclusivos, com prêmios a partir de R$ 5 mensais, ampliando o acesso de MEIs e autônomos de baixa renda.
Microsseguros são destacados pelo seu papel social: em 2022, o mercado movimentou mais de R$ 1 bilhão, e só até abril de 2025 alcançou R$ 3 milhões em apólices para segmentos vulneráveis.
Diante deste cenário, Karina Massimoto, da Brasilseg (BB Seguros), em entrevista a revista Seguro Total, observa: “O ideal é que o profissional que não tem a contribuição compulsória contrate um seguro de vida para garantir renda em caso de doença ou acidente que o afaste do trabalho”, afirm.
Já Hilca Vaz, da Mapfre, reforça: “Com o seguro de vida, os profissionais autônomos podem garantir tranquilidade aos seus dependentes, que receberão uma indenização que pode ser usada para despesas imediatas, como o funeral e outros gastos”, afirmou ao veículo Apolice.
Como contratar?
MEIs podem contratar seguros por meio de corretoras ou plataformas online certificadas pela SUSEP. As opções incluem:
- Seguro vida tradicional (morte);
- Doenças graves (pagamento em vida, como câncer, AVC, etc.);
- Invalidez temporária/permanente e diárias por hospitalização
O custo varia conforme perfil e coberturas, mas existem produtos a partir de R$ 5 a R$ 6,49 por mês. No caso de MEIs, o valor do DAS residencial em 2025 varia de R$ 75,90 a R$ 81,90, dependendo da atividade.
Por que vale a pena?
- Proteção imediata para sustento, funeral e despesas médicas;
- Reserva financeira em casos de doença ou acidente;
- Facilidade de contratação, com produtos acessíveis e digitais;
- Estímulo à educação financeira, essencial para trabalhadores sem proteção formal.
Para os milhões de brasileiros que vivem de rendimentos autônomos, o seguro de vida representa mais do que um produto financeiro: é uma rede de segurança e planejamento. Com opções inclusivas, regulação firme e prêmios que cabem no bolso, MEIs e autônomos ganham uma ferramenta que protege famílias e sustenta negócios.
Foto: Pexels
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