Rio lidera preço do seguro de carro no país, com diferença de mais de 100% entre regiões da cidade

Rio lidera preço do seguro de carro no país, com diferença de mais de 100% entre regiões da cidade

Por Redação

O Rio de Janeiro encerrou julho com os maiores índices de preço do seguro de automóveis entre as regiões metropolitanas analisadas no país. Enquanto o custo do seguro auto recuou no Brasil ao longo de 2026, motoristas da capital fluminense continuam encontrando valores acima dos registrados em outras cidades, com diferenças que também aparecem dentro do próprio município, de acordo com levantamentos do setor divulgados em agosto.

Dados do IPSA, Índice de Preços do Seguro de Automóvel elaborado pela TEx, empresa da Serasa Experian, mostram que o indicador da Região Metropolitana do Rio ficou em 5,6% em julho, acima de São Paulo (4,4%), Recife (4,1%), Belo Horizonte (3,9%) e Fortaleza (3%). O percentual representa a relação entre o preço médio do seguro e o valor do veículo.

Outro levantamento, da Creditas Seguros, apontou que o Rio apresentou em julho as maiores cotações entre 11 capitais para os dez carros mais vendidos considerados pela pesquisa, tanto para homens quanto para mulheres. Entre os exemplos está o BYD Song Plus: a apólice chegou a R$ 13.716,70 para o perfil masculino e R$ 13.547,68 para o feminino na capital fluminense. Em São Paulo, as cotações para o mesmo veículo ficaram próximas de R$ 3,3 mil.

A diferença está relacionada ao modelo utilizado pelas seguradoras para calcular o risco. Segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep), fatores como idade, tempo de habilitação e sexo do principal condutor, tipo de utilização do automóvel, região de circulação e presença de dispositivos de segurança podem ser considerados na definição do prêmio.

Zona Oeste tem seguro de carro mais caro dentro do Rio

O CEP também produz diferenças entre motoristas da própria capital. Em julho, o IPSA chegou a 7,3% na Zona Oeste, contra 3,5% na Zona Sul. Isso significa que o índice registrado na Zona Oeste foi 108,6% superior. A Zona Norte apareceu com 7%, seguida pelo Centro, com 6,1%, e pela Zona Sudoeste, com 5,1%.

Os números do Rio contrastam com o movimento observado no mercado nacional. O IPSA ficou em 4,3% em julho, menor nível da série analisada. Em julho de 2025, estava em 5,1%, o que representa uma redução de 15,7% em 12 meses. Entre janeiro e julho deste ano, a queda foi de 8,5%.

Rodolfo Brandão, gerente executivo de Seguros da Serasa Experian, explica que a formação dos preços depende da combinação de características do segurado e do automóvel. “Localização, idade do condutor, valor e idade do veículo, entre outros fatores, ajudam a explicar por que perfis aparentemente semelhantes podem encontrar condições bastante diferentes”, afirma.

Apesar da redução dos preços relativos, o seguro de automóveis continua movimentando uma parcela do mercado segurador brasileiro. Dados oficiais da Susep mostram que o segmento arrecadou R$ 30,73 bilhões em prêmios no primeiro semestre de 2026, crescimento nominal de 6,29% e avanço real de 1,86% em relação ao mesmo período do ano passado.

Na contratação, a Susep orienta que o consumidor não considere apenas o preço. As condições da apólice determinam quais riscos estarão cobertos e o limite de responsabilidade da seguradora. Entre as possibilidades estão proteção contra colisão, incêndio, roubo e furto, além de serviços adicionais. A autarquia também recomenda que o segurado tenha acesso às condições contratuais antes de fechar o negócio e avalie se as coberturas correspondem ao seu perfil de utilização do veículo.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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