Juros futuros recuam com petróleo, Treasuries e produção industrial nacional

Juros futuros recuam com petróleo, Treasuries e produção industrial nacional

Por Paula Dias – Estadão Conteúdo

As taxas de juros negociadas no mercado futuro abriram em queda nesta terça-feira (04), com recuo mais uma vez concentrado mais nos trechos intermediário e longo da curva, assim como ocorreu na véspera. Em um comportamento semelhante ao da segunda-feira (03), a queda é determinada pela expectativa de que um acordo seja firmado entre Estados Unidos e Irã, conforme disse mais cedo o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent Segundo ele, “entre hoje e amanhã” o estreito de Ormuz poderá ser reaberto.

Mas o secretário afirmou também que “vários navios” estão sendo observados atravessando o canal. A afirmação derrubou os preços do petróleo e os retornos dos Treasuries.

O noticiário do Brasil também favorece o fechamento da curva de juros. A produção industrial brasileira teve queda de 1,8% em junho, porcentual que mostrou uma indústria mais fraca do que a mediana das estimativas do mercado apontava: -0,6%. Com isso, ficam reforçadas as estimativas de corte da taxa Selic amanhã, que já são unânimes. Também ficam reforçadas as apostas em novo corte da taxa em uma das reuniões subsequentes do Copom.

Às 9h26 desta terça, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2027 tinha taxa de 13,775%, ante 13,796% do ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2031 projetava 14,12%, contra 14,19% do ajuste anterior.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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