Vendas no varejo para o Natal devem somar R$ 72,71 bi e crescer 2,1% ante 2024, aponta CNC

Vendas no varejo para o Natal devem somar R$ 72,71 bi e crescer 2,1% ante 2024, aponta CNC

Por Daniela Amorim – Estadão Conteúdo

As vendas no varejo para o Natal deste ano devem atingir R$ 72,71 bilhões, registrando alta de 2,1% em relação à mesma data de 2024, já descontada a inflação. A projeção foi divulgada nesta quarta-feira (3) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Nesse cenário, os supermercados concentrarão boa parte do volume vendido, com R$ 31,51 bilhões, o equivalente a 43,3% do total previsto para o varejo. Em seguida, aparecem as lojas de vestuário e calçados, com estimativa de R$ 22,82 bilhões em vendas, representando 31,4% da projeção.

Caso a previsão se confirme, 2025 registrará o melhor Natal para o comércio brasileiro desde 2014, quando o volume vendido atingiu R$ 77,26 bilhões.

Nesse contexto, o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, destacou que, em um ano de desaceleração econômica e do comércio, a estimativa representa esperança para os varejistas. Ele ressaltou que o resultado pode compensar parte das dificuldades geradas pelo alto custo do crédito e pelo endividamento da população ao longo de 2025.

Além disso, a CNC projeta a abertura de 112,6 mil vagas temporárias para o Natal deste ano, um crescimento de cerca de 5% em relação às 107,1 mil contratadas no ano anterior. Entre os novos trabalhadores, os empresários esperam efetivar 11%, o que equivale a 12,1 mil postos permanentes.

“Essa variação positiva já apareceu no Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) de novembro. Na pesquisa, 70% dos comerciantes entrevistados afirmaram que projetam contratações para o período de boas vendas, que começa na Black Friday e se estende até o Natal. Consequentemente, essas oportunidades podem gerar impacto positivo no curto e médio prazo, pois a manutenção do baixo desemprego no País é essencial para melhorias na economia em 2026”, explicou o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, em nota.

Além disso, o segmento de hipermercados e supermercados deve responder por metade das vagas temporárias, com 49,42% do total. Em seguida, aparecem as lojas de vestuário e calçados, com 22,58%, e as de utilidades domésticas e eletroeletrônicos, com 16,82%.

A remuneração média dos trabalhadores temporários deve chegar a R$ 1.983,54, registrando alta de 7,4% em relação ao ano passado.

Além disso, a cesta típica de produtos de Natal teve aumento médio de 2,5% em comparação à mesma data de 2025. Entre os presentes mais caros neste ano, destacam-se joias e bijuterias, com alta de 20,5%, artigos de maquiagem (+8,4%) e livros (+7,2%). Por outro lado, alguns itens ficaram mais baratos, como aparelhos telefônicos (-7,2%), TVs, aparelhos de som e de informática (-4,5%) e vinhos (-1,2%).

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

LEIA TAMBÉM: Conab estima safra recorde de 325,7 milhões de toneladas

Compartilhe nas suas redes sociais:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *