Trump fala sobre guerra comercial com a China depois que o Tesouro levanta a questão da extensão da pausa nas tarifas

Trump fala sobre guerra comercial com a China depois que o Tesouro levanta a questão da extensão da pausa nas tarifas

EUROPA PRESS

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quarta-feira (15) que o país enfrenta uma guerra comercial com a China. A declaração marca uma reviravolta no discurso oficial. Poucas horas antes, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, havia sugerido estender a pausa na aplicação de novas tarifas sobre produtos chineses. Segundo ele, a medida poderia ajudar a avançar nas negociações e resolver a disputa envolvendo terras raras.

“Bem, já estamos em uma (guerra)”, disse ele quando perguntado sobre o assunto em declarações relatadas pela agência de notícias Bloomberg, nas quais considerou que “se não tivéssemos tarifas, seríamos expostos como se não fôssemos nada”, lembrando a taxa de 100% sobre as importações chinesas.

O inquilino da Casa Branca fez a declaração logo após Bessent levantar a possibilidade de estender a pausa nas tarifas por mais de três meses. No entanto, essa prorrogação dependeria de uma contrapartida chinesa. Segundo o secretário, a China precisaria interromper o plano de impor novos controles rigorosos sobre a exportação de elementos de terras raras.

“É possível que possamos estender o prazo em troca? Talvez. Mas tudo isso será negociado nas próximas semanas”, disse ele durante uma coletiva de imprensa em Washington, antes do término da última trégua de 90 dias acordada entre os dois lados em novembro.

Um dia antes, o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que as conversas com a China avançavam de forma positiva. No entanto, ele destacou que o desfecho do conflito ainda dependeria dos próximos passos de Pequim.

“Tivemos bastante sucesso em encontrar uma maneira de avançar com eles no passado, então acreditamos que conseguiremos resolver o problema. Muita coisa depende do que os chineses fizerem (…) Não podemos permitir uma situação em que os chineses mantenham esse regime (de controles de exportação de terras raras), em que eles queiram ter poder de veto sobre as cadeias de suprimentos globais de alta tecnologia”, disse ele durante uma entrevista à CNBC, relatada pela Europa Press.

Na semana passada, a China anunciou uma série de controles de exportação de materiais essenciais, o que levou o presidente dos EUA a ameaçar com tarifas de 100% sobre as importações chinesas a partir de 1º de novembro, caso seu colega chinês, Xi Jinping, levasse a medida adiante.

De acordo com a Agência Internacional de Energia, a China controla cerca de 60% da extração mundial de terras raras e mais de 90% de seu refino. Por sua vez, o Serviço Geológico dos EUA indicou que aproximadamente 70% das importações de terras raras dos EUA vêm da China.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Foto: Isac Nóbrega/PR

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