SpaceX restringe compra de ações a investidores profissionais brasileiros com conta no exterior
A abertura de capital da SpaceX permitirá a participação de investidores brasileiros apenas por meio de contas mantidas fora do País e com liquidação em moeda estrangeira, segundo informações divulgadas pela companhia no prospecto do IPO apresentado nesta quarta-feira à Securities & Exchange Commission (SEC), órgão regulador do mercado norte-americano. De acordo com o documento, somente investidores profissionais brasileiros poderão adquirir as ações ordinárias Classe A ofertadas pela empresa de Elon Musk.
O prospecto também estabelece que as ações não poderão ser negociadas em mercados regulados no Brasil. A companhia informou ainda que o material da oferta pública inicial não será distribuído na China e que investidores chineses também não poderão participar da operação, nem direta nem indiretamente.
A movimentação em torno da abertura de capital ocorre ao mesmo tempo em que a empresa apresenta projeções para ampliar sua atuação global em diferentes segmentos ligados ao espaço, conectividade e inteligência artificial. No documento protocolado na SEC, a SpaceX estima um mercado total endereçável de US$ 28,5 trilhões para seus produtos e serviços.
Segundo a empresa, desse total, US$ 370 bilhões correspondem ao mercado espacial, enquanto US$ 1,6 trilhão estão relacionados à conectividade, incluindo operações da Starlink. A companhia calcula ainda oportunidades adicionais nos segmentos corporativo e governamental.
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A maior parte da projeção apresentada pela empresa está concentrada em inteligência artificial, área na qual a companhia estima um potencial de US$ 26,5 trilhões. O cálculo inclui infraestrutura de IA, assinaturas para consumidores, publicidade digital e aplicações empresariais.
O prospecto ressalta que China e Rússia foram excluídas das estimativas globais utilizadas pela empresa para calcular o tamanho do mercado potencial. Ainda assim, o Brasil aparece entre os mercados considerados estratégicos pela companhia.
A Starlink encaminhou em fevereiro um pedido à Agência Nacional de Telecomunicações para obter autorização para lançar serviços de internet via satélite diretamente em celulares no Brasil a partir de 2027. Atualmente, o País já representa o segundo maior mercado da empresa, com mais de 1 milhão de clientes, atrás apenas dos Estados Unidos.
Fonte: Patricia Lara – Estadão Conteúdo
Foto: Pexels
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