Senado argentino aprova acordo Mercosul-UE, mas Uruguai frusta ambição de ser primeiro no bloco

Senado argentino aprova acordo Mercosul-UE, mas Uruguai frusta ambição de ser primeiro no bloco

Por Diário do Acionista com informações do Estadão Conteúdo

O Senado da Argentina aprovou nesta quinta-feira (26), por 69 votos a favor e apenas três contrários, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. A proposta já havia recebido sinal verde da Câmara dos Deputados, e o governo acelerou o calendário da sessão justamente para tentar posicionar o país como o primeiro do bloco sul-americano a ratificar formalmente o tratado.

No entanto, a ambição foi frustrada pelo anúncio uruguaio, país que também ratificou o acordo nesta quinta-feira.

“Com esta ratificação, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, terá as condições necessárias para avançar com o seu pedido provisório. Isto permitirá que as nossas exportações comecem a beneficiar das preferências tarifárias negociadas. Escolhemos a abertura, a concorrência e a integração no mundo; isto significa mais investimento, mais crescimento e mais empregos”, escreveu em sua conta na rede social X o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno.

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O tratado, considerado um dos maiores acordos comerciais do mundo, envolve um mercado de cerca de 700 milhões de consumidores e responde por aproximadamente um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) global. Na prática, o acordo prevê a redução gradual de tarifas de importação e exportação entre os dois blocos, além de regras comuns em áreas como compras governamentais, propriedade intelectual, desenvolvimento sustentável e barreiras sanitárias.

Do lado europeu, a União Europeia já deu aval político ao texto do acordo, abrindo caminho para as etapas finais de ratificação interna. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, tem defendido o pacto como estratégico para fortalecer cadeias produtivas, diversificar fornecedores e ampliar parcerias comerciais em um cenário global marcado por tensões geopolíticas e disputas comerciais.

Para os países do Mercosul, formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, o acordo representa a possibilidade de ampliar o acesso de produtos agrícolas e industriais ao mercado europeu. Setores como carnes, grãos, açúcar e etanol figuram entre os potenciais beneficiados, enquanto a indústria europeia tende a ganhar espaço maior na exportação de bens manufaturados, como automóveis, máquinas e produtos químicos.

Foto: Reprodução

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