Selic no fim de 2025 continua em 15%, aponta Focus
Por Marianna Gualter – Estadão Conteúdo
A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2025 se manteve em 15,00% pela 13ª semana consecutiva. Isso ocorre após o Copom ter mantido os juros nesse nível na reunião de 17 de setembro.
No comunicado, o Comitê de Política Monetária destacou que a incerteza exige cautela na condução da política monetária. Ele afirmou ainda que os próximos passos podem ser ajustados; entretanto, não divulgou forward guidance, ao contrário de julho, quando indicou que seguiria na “interrupção do ciclo de alta de juros”.
O Copom ainda reforçou: “O Comitê seguirá vigilante, avaliando, portanto, se a manutenção da taxa de juros por período prolongado é suficiente para garantir a convergência da inflação à meta. Além disso, os próximos passos da política monetária poderão ser ajustados, e, se necessário, o Comitê não hesitará em retomar o ciclo de ajuste”.
Considerando apenas as 75 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana da Selic para o fim de 2025 permanceu em 15,00%.
Para o fim de 2026, a mediana passou de 12,38% para 12,25%. Se analisarmos apenas as 75 estimativas mais recentes, a mediana caiu de 12,50% para 12,25%.
A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 32ª semana seguida. Já a mediana da Selic para o fim de 2028 manteve-se em 10,00% pela 39ª semana consecutiva.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Focus: mediana de IPCA 2025 segue em 4,83%, acima do teto da meta
A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2025 permaneceu em 4,83%, 0,33 ponto percentual acima do teto da meta, que é 4,50%. Considerando apenas as 95 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana se manteve em 4,82%.
Para 2026, a projeção caiu de 4,30% para 4,29%. Se analisarmos apenas as 95 estimativas mais recentes, a mediana recuou de 4,30% para 4,27%.
O Banco Central espera que o IPCA some 4,8% em 2025 e, consequentemente, 3,6% em 2026, conforme divulgado no último ciclo de comunicações do Copom. No horizonte relevante, o primeiro trimestre de 2027, o colegiado projeta inflação em 12 meses de 3,4%.
Na última decisão, o Copom manteve a Selic em 15%, porém retirou o forward guidance que antecipava a “continuação na interrupção no ciclo de alta de juros”. Ainda assim, o colegiado reafirmou que o cenário continua marcado por elevada incerteza, portanto, exige cautela na condução da política monetária.
“O Comitê seguirá vigilante, avaliando se manter a taxa de juros por um período prolongado é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta”, afirmou o Copom.
A partir deste ano, a meta de inflação é contínua, considerando o IPCA acumulado em 12 meses. O centro da meta é 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Se a inflação permanecer fora desse intervalo por seis meses consecutivos, o Banco Central perde o alvo. Isso ocorreu após a divulgação do IPCA de junho, em 10 de julho. Em resposta, o BC publicou uma carta aberta informando que espera que a taxa caia abaixo de 4,5% até o fim do primeiro trimestre de 2026.
A mediana do Focus para a inflação de 2027 permaneceu em 3,90%. A projeção para o IPCA de 2028 seguiu em 3,70%.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil
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