Seguro de vida: proteção essencial para o autônomo moderno
Por Bárbara Souza
Profissionais autônomos convivem com uma instabilidade própria da sua forma de trabalho. Nesse cenário, o seguro de vida passa a ter um papel estratégico na proteção financeira. Quem explica essa dinâmica é o especialista do setor Paulo Avelar, franqueado de uma seguradora.
Segundo ele, trabalhadores por conta própria vivem sem “a segurança de um salário fixo todos os meses”. Por isso, enfrentam riscos financeiros mais elevados. “O seguro de vida surge como uma ferramenta essencial para reduzir esses riscos. Além da cobertura por morte, muitas apólices oferecem proteção contra invalidez total ou parcial, doenças graves e até Diária por Incapacidade Temporária (DIT)”, afirma. Além disso, Avelar destaca a importância de assistências complementares, como telemedicina e suporte emergencial.
Essa realidade aparece nos dados oficiais. No primeiro trimestre de 2025, cerca de 32,5 milhões de pessoas atuavam como autônomos informais ou sem carteira assinada. O número equivale a 31,7% da força de trabalho do país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esses dados reforçam a vulnerabilidade econômica ligada à ausência de benefícios formais.
Ao tratar da falta de proteções tradicionais, como férias, 13º salário e garantias da CLT, Paulo Avelar chama atenção para a cobertura de DIT. “Em um seguro de vida, a indenização costuma ocorrer, em média, em até 30 dias”, explica. Em comparação, dados do INSS indicam que benefícios como o auxílio-doença, mesmo quando solicitados por plataformas digitais como o Atestmed, têm prazo médio de concessão de cerca de 26 dias, podendo se estender conforme o caso.
Proteção
Paulo Avelar também sugere que o autônomo opte por coberturas que “protejam a renda em um todo”: seguro básico por morte, morte acidental, invalidez permanente total ou parcial, doenças graves (até 30 especificadas) e, especialmente, a DIT, que segundo ele garante “suporte financeiro enquanto o profissional estiver impossibilitado de ganhar o pão de cada dia”.
Essa visão ecoa tendências do mercado segurador: por exemplo, a Seguros Unimed registrou crescimento de 39% nas vendas de seguros de vida nos 12 meses encerrados em abril de 2025, destacando produtos com DIT, diária de internação e afastamento por doenças graves.
Por fim, Paulo Avelar ressalta o papel do seguro como investimento estratégico, e não despesa supérflua. Ele afirma que “você paga um valor justo agora para ter a garantia de que, se acontecer um imprevisto, não vai precisar mexer em reservas ou se endividar. É como trocar a incerteza por segurança financeira, tanto para o futuro quanto para o presente”.
Foto: Pexels
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