Seguro de carro em 2026: O que esperar dos preços que começam o ano com estabilidade, no Brasil?

Seguro de carro em 2026: O que esperar dos preços que começam o ano com estabilidade, no Brasil?

Por Bárbara Souza

No início deste ano, o mercado de seguros de carro no Brasil mostra sinais de equilíbrio, mas também desafios para os consumidores. Segundo um levantamento recente da corretora digital Creditas Seguros, os preços médios das apólices de seguro auto registraram estabilidade em janeiro, com pequenos ajustes em relação aos últimos meses de 2025. Esses números podem representar um sinal de que o setor começa o ano com menos volatilidade.

De acordo com os dados levantados no estudo, o valor médio pago por homens ficou em R$ 2.390,32 em janeiro, cerca de 2,12% acima do observado em dezembro de 2025. Já as mulheres viram suas apólices subirem cerca de 1,83%, alcançando R$ 2.908,42 no mesmo período. A diferença entre gêneros segue relevante, com o público feminino pagando em média R$ 518,10 a mais pelo seguro — uma disparidade que, para especialistas, pode refletir diferenças nos perfis de risco assumidos pelas seguradoras.

A pesquisa considerou as cotações dos dez veículos mais vendidos em onze capitais brasileiras com grande representatividade no mercado automobilístico, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador, entre outras, de acordo com a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). Foram analisadas as menores cotações oferecidas por grandes seguradoras como Allianz, Bradesco, HDI, Itaú e Porto Seguro.

Embora o panorama geral seja de estabilidade, os números por modelo e região mostram discrepâncias importantes. Por exemplo, para as mulheres, o seguro do HB20 Sense Plus foi o mais barato entre os dez modelos analisados, enquanto o Compass Sport se destacou como o mais caro, ultrapassando R$ 4.000 em média para esse público. Entre os homens, o Onix Hatch marcou o menor valor médio, ao passo que o mesmo modelo do Compass figurou no topo dos preços.

As capitais também exibem contrastes significativos: no Rio de Janeiro, as apólices médias ficaram bem acima da média nacional, chegando a patamares mais altos tanto para homens quanto para mulheres, em comparação com cidades como Brasília, Florianópolis e Vitória, onde os seguros apresentaram valores mais acessíveis.

Apesar da estabilidade dos preços observada no começo do ano, ela não deve ser interpretada como garantia de serenidade ao longo de todo o ano. Fatores como a inflação no setor automotivo, a sinistralidade (número de sinistros registrados), e a variação nos custos de consertos influenciam diretamente o cálculo das apólices, podendo impulsionar aumentos futuros. Além disso, o valor do seguro tende a representar uma porcentagem do preço do veículo, normalmente entre 3% e 8% do valor tabelado, dependendo do perfil do motorista e das coberturas contratadas.

Do lado do consumidor, a recomendação é que se mantenha atento às cotações e às diferentes ofertas do mercado, já que pequenas mudanças no perfil do condutor ou na escolha de coberturas podem alterar significativamente o valor final do seguro. Negociar com corretoras, comparar diversas seguradoras e revisar o uso real do veículo são estratégias que podem ajudar a encontrar um melhor custo-benefício.

Assim, mesmo em um cenário de relativa estabilidade no início do ano, a realidade do seguro de carros em 2026 continua marcada por diferenças regionais e de perfil, exigindo atenção redobrada por parte dos motoristas na hora de contratar ou renovar suas apólices.

Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

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