RH Robô: IA assume triagem de currículos na farmacêutica Libbs

RH Robô: IA assume triagem de currículos na farmacêutica Libbs

Por Bárbara Souza

Com cerca de 3.800 colaboradores, a farmacêutica brasileira Libbs deu um passo ousado em direção à inovação, ao adotar a inteligência artificial para realizar a triagem inicial de currículos e a condução de entrevistas em viva-voz.

De acordo com a empresa, existe uma padronização bem definida nos critérios de avaliação, o que ajuda a garantir a equidade em todas as etapas do processo seletivo.

“Precisávamos sair da complexidade de governança da informação e fazer com que o colaborador pudesse acessar todo o repositório em um local único. Também estamos com todo administrativo em Home Office, e o nosso ambiente é virtual, o que acaba exigindo mais facilidade para encontrar o que ele precisa”, explica Henrique Padial Ferri Holzhausen, diretor de Cultura e Processos na Libbs, em entrevista a Época NEGÓCIOS.

Em uma publicação no Linkedin, Eduardo Varela, fundador da Deepful, que está junto com a Libbs nesse processo, comemorou o feito. “Estamos incrivelmente orgulhosos de revolucionar o treinamento na indústria farmacêutica, começando com a Libbs Farmacêutica”, disse.

Em resposta, a Coordenadora de Talentos da Libbs, Mariana Copedê, agradeceu a parceria: “Estamos juntos, Edu!! Evoluindo muito com o desenvolvimento das pessoas aliado a tecnologia!!”.

A ferramenta avalia os candidatos a partir de seus currículos e realiza entrevistas em áudio. Depois disso, os candidatos que se destacam seguem para uma avaliação final, que os recrutadores humanos conduzem e concluem.

Em seu comunicado oficial, a Libbs destaca que a adoção da inteligência artificial reflete um esforço contínuo para democratizar o acesso às oportunidades internas. Desse modo, a empresa avalia todos os candidatos com critérios objetivos e elimina os vieses humanos do processo.

Ao eliminar vieses inconscientes, a solução tecnológica promove maior diversidade e inclusão nos processos de seleção. Como resultado, as decisões ganham mais justiça e representatividade. Além disso, a ferramenta otimiza o tempo dos recrutadores, que passam a se dedicar a entrevistas mais qualitativas e a decisões estratégicas.

 Foto: Libbs

Desafios e limites

Embora especialistas externos à empresa ainda não tenham se manifestado publicamente, é possível apontar alguns pontos críticos:

  • Dependência de palavras-chave: candidatos que não dominam essas expressões podem ser penalizados automaticamente.
  • Transparência nos critérios de scoring: sem maior clareza sobre como a IA pontua, pode haver desconfiança sobre sua imparcialidade.
  • Acompanhamento humano ainda essencial: ao final, os recrutadores humanos asseguram a decisão final, mas a filtragem inicial já define boa parte das chances.

Foto: Pexels

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