Petróleo fecha em queda de mais de 3% com chance de oferta maior da Opep+ e de paz em Gaza

Petróleo fecha em queda de mais de 3% com chance de oferta maior da Opep+ e de paz em Gaza

Por Letícia Araújo*, especial para a AE – Estadão Conteúdo

O petróleo encerrou a sessão desta segunda-feira (29) em forte queda, com recuo superior a 3%. O movimento ocorreu após relatos de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) estaria preparada para ampliar a oferta. Além disso, o mercado reagiu a uma proposta dos Estados Unidos para um cessar-fogo na guerra na Faixa de Gaza.

O petróleo WTI para novembro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em queda de 3,45%, equivalente a US$ 2,27. Com isso, o barril passou a ser cotado a US$ 63,45. Já o Brent para dezembro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), recuou 3,08%, ou US$ 2,13, e encerrou o dia a US$ 67,09 o barril.

Segundo analistas, o mercado de energia operou sob temores de desequilíbrio entre oferta e demanda. Esse cenário ganhou força após uma reportagem da Reuters indicar que a Opep+ planeja elevar a produção de petróleo a partir de novembro. Ao mesmo tempo, outro fator pressionou os preços: o Iraque retomou as exportações de petróleo curdo por meio da Turquia.

Além disso, no período da tarde, a Casa Branca anunciou um plano para encerrar o conflito na Faixa de Gaza. A proposta surgiu após uma conversa telefônica entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e líderes de Israel e do Catar, o que também influenciou o humor dos investidores.

Além disso, o mercado também reagiu às preocupações com a demanda nos Estados Unidos. Os investidores acompanham o risco de paralisação das atividades do governo federal, caso o Congresso não chegue a um acordo sobre o orçamento. Conhecida como shutdown, a medida pode levar ao fechamento de agências federais e provocar demissões em massa durante o governo Trump.

Ao mesmo tempo, as incertezas geopolíticas seguem pressionando o sentimento do mercado. Na avaliação da consultoria Ritterbusch and Associates, esses fatores podem voltar a alterar a dinâmica dos preços do petróleo. No fim de semana, por exemplo, invasões de drones no espaço aéreo da Dinamarca levantaram suspeitas sobre a Rússia, que negou envolvimento.

Além disso, a União Europeia confirmou a reimposição de sanções contra o Irã. As medidas incluem embargos à importação de petróleo, o que adiciona um novo elemento de tensão ao mercado global de energia.

*Com informações de Dow Jones Newswires

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

LEIA TAMBÉM: Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 4,85%

Compartilhe nas suas redes sociais:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *