Irã diz que reabertura do Estreito de Ormuz depende de mudança de postura dos EUA
Por Thais Porsch – Estadão Conteúdo
A reabertura do Estreito de Ormuz depende de uma mudança no comportamento dos Estados Unidos e da “correção de suas violações”, informou nesta quarta-feira (5) a emissora estatal iraniana IRIB, citando uma fonte a par do assunto.
A fonte acrescentou que um eventual acordo entre Irã e Omã sobre futuros arranjos de navegação em Ormuz não levaria à reabertura imediata da via estratégica. Segundo a fonte, as negociações estão sendo conduzidas exclusivamente entre Teerã e Mascate e “não têm nada a ver com os EUA”.
Mesmo que Irã e Omã cheguem a um entendimento, o estreito permanecerá fechado enquanto as “violações americanas” continuarem, disse a fonte.
Em paralelo, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quarta que a República Islâmica apoiará qualquer iniciativa ou decisão adotada pelos líderes palestinos no decorrer das negociações em andamento, reafirmando o apoio contínuo de Teerã à causa palestina, segundo a Press TV.
Em conversa telefônica com o chefe do Bureau Político do Hamas, Khalil al-Hayya, Pezeshkian o parabenizou pela nomeação e disse esperar que o novo cargo contribua para o povo palestino.
Trump adverte que o Estreito de Ormuz será reaberto “muito em breve” ou o Irã receberá “um golpe muito duro”.
Governo Trump
Europa Press
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (04) que o Estreito de Ormuz, localizado no centro do foco de tensões da guerra no Oriente Médio, será aberto “muito em breve” ou o Irã receberá “um golpe muito duro” e, nesse caso, o estreito também será aberto.
“O estreito vai se abrir muito em breve, ou eles receberão um golpe muito duro, e, então, o estreito será aberto”, afirmou o presidente em entrevista à rede Fox logo após ter sugerido que, ainda nesta terça-feira, o enclave estratégico que liga os golfos Pérsico e de Omã poderia estar aberto.
Dessa forma, o chefe da Casa Branca ameaçou dizendo que “se eles recuarem novamente, vão levar uma boa”. “Eles sabem disso, entendem isso. Não tenho outra opção. Eles não podem ter uma arma nuclear, é muito simples”, afirmou ele, associando a passagem pelo estreito estratégico ao programa nuclear iraniano.
Em seguida, o magnata republicano voltou a se gabar de que, quando os Estados Unidos se preparavam para lançar um “ataque tremendo” — a ponto de, segundo ele, ser “o maior desde a Segunda Guerra Mundial” —, a República Islâmica ligou para ele pedindo para conversar, após o que ele teria suspendido esses supostos bombardeios.
“Estávamos caminhando para um ataque tremendo, o maior desde a Segunda Guerra Mundial, e eles me ligaram e disseram, muito educadamente: ‘Por favor, podemos conversar? Podemos conversar?’. Eles não queriam. E eu respondi: ‘Sim, podemos conversar. Vamos resolver isso de uma vez por todas’”, contou o ocupante da Casa Branca.
Suas palavras chegam em um momento em que seu governo manifestou confiança em chegar a um acordo ainda esta semana, embora o Irã tenha se limitado a descrever como “positivas” as conversas com as autoridades de Omã — país situado do outro lado do estreito de Ormuz — sobre a gestão do tráfego na região.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático
Foto: Reprodução/X
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