Fazenda reduz projeção da inflação de 4,9% para 4,8% este ano

Fazenda reduz projeção da inflação de 4,9% para 4,8% este ano

Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil

A Primeira Turma do STF condenou nesta quinta-feira (11) o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado.

A pena foi definida após a fase de dosimetria, que estabelece o tempo de cumprimento das sentenças dos oito réus da trama golpista.

Mais cedo, por 4 votos a 1, o colegiado condenou os acusados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

Apesar da definição da pena, Bolsonaro e os demais réus não serão presos imediatamente, pois ainda podem recorrer da decisão e tentar reverter as condenações. Somente se os recursos forem rejeitados, a prisão será efetivada.

O ex-presidente está inelegível desde junho de 2023 e atualmente cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, por determinação do ministro Alexandre de Moraes.

Os condenados não devem ficar em presídios comuns. Oficiais do Exército têm direito à prisão especial, conforme o Código de Processo Penal (CPP). O núcleo central da denúncia inclui quatro militares do Exército, um da Marinha e dois delegados da Polícia Federal, que também podem ser beneficiados pela restrição.

INPC

Em relação aos demais índices de inflação, a SPE também revisou suas estimativas.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado para definir o salário mínimo e corrigir aposentadorias, manteve variação de 4,7%, igual à projeção do boletim anterior.

Já a projeção do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que abrange o setor atacadista, o custo da construção civil e o consumidor final, caiu de 4,6% para 2,6% em 2025. Por refletir os preços no atacado, o IGP-DI é mais sensível às variações do dólar.

PIB

A estimativa de crescimento da economia brasileira em 2025 foi revisada para baixo, de 2,5% para 2,3%. Segundo o boletim, a revisão decorre do resultado abaixo do esperado do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, comparado à projeção de julho. Esse desempenho refletiu os efeitos da política monetária restritiva sobre o crédito e a atividade econômica.

O boletim destaca que o desaquecimento da economia está ligado à alta taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano, que desacelerou o crédito. Entre dezembro de 2024 e julho de 2025, a expansão interanual das concessões reais de crédito caiu de 10,5% para 2,4%.

Além disso, a atividade econômica perdeu ritmo no segundo trimestre. O crescimento passou de 1,3% no primeiro trimestre para 0,4% no segundo, refletindo queda na produção da indústria de transformação, na construção civil e na prestação de serviços pela administração pública.

Pela perspectiva da demanda, houve desaceleração no consumo das famílias, redução do consumo governamental e queda nos investimentos. Por consequência, a projeção de crescimento da indústria foi revisada de 2% para 1,4%, enquanto o PIB de serviços manteve expectativa em 2,1%.

Já para o PIB agropecuário, a projeção subiu de 7,8% para 8,3%, impulsionada pela maior produção de milho e algodão e pelo aumento do abate de bovinos. A projeção já considera os impactos das tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras e a mitigação desses efeitos com o Plano Brasil Soberano.

Foto: Agência Brasil

LEIA TAMBÉM: Mercado prevê crescimento econômico de 2,2% em 2025

Compartilhe nas suas redes sociais:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *