Empresas reforçam presença física e reconfiguram benefícios, revela pesquisa
Um estudo realizado pela Swile Brasil em parceria com a Leme Consultoria mostra que o mercado de trabalho brasileiro está passando por uma transformação em sua estrutura. Segundo o boletim ‘Planeta Firma – Anuário de Benefícios 2025’, 65,9% das organizações já trabalham em regime híbrido ou presencial.
De acordo com a pesquisa, após a pandemia da Covid-19, a tendência de regimes totalmente home office que seguia em alta, nos últimos anos entrou em queda. Os dados também indicam que 33,8 % das empresas operam hoje de forma totalmente presencial. Essa transição reflete uma busca por maior integração, maior controle e fortalecimento da cultura interna das corporações.
“Vemos uma retomada consistente ao modelo presencial não por nostalgia, mas como instrumento estratégico para colaboração e alinhamento cultural”, afirma Julio Brito, CEO da Swile Brasil, que participou do painel sobre modelos de trabalho durante o lançamento do anuário.
O levantamento também aponta uma mudança expressiva no perfil dos benefícios oferecidos. O auxílio home office, que em 2021 era concedido por cerca de 45,1 % das empresas, teve uma queda marcada, chegando a 27,1 % em 2024. Isso reflete, segundo especialistas, a diminuição dos dias de trabalho remoto e a intensificação das demandas presenciais.
Em contrapartida, cresceu substancialmente o valor destinado à mobilidade dos colaboradores. O vale combustível teve um aumento superior a 200% nos últimos três anos; o auxílio automóvel também acompanha essa trajetória de alta, com crescimento significativo.
Benefícios decidem jornadas profissionais
Para mais da metade dos profissionais, cerca de 57,2 %, o pacote de benefícios é um fator determinante na escolha por uma nova oportunidade. Já 44,5 % afirmam que considerariam mudar de emprego caso os benefícios oferecidos estejam mais alinhados ao seu estilo de vida.
“Não se trata apenas de salários. Os benefícios impactam diretamente na decisão de permanecer ou sair. Empresas que querem se destacar precisam entender esse novo cenário e agir consequente”, explica Julio Brito, destacando a importância de pacotes mais flexíveis e adaptáveis.
Apesar do impulso ao trabalho presencial e híbrido, a flexibilidade continua sendo prioridade para os colaboradores. Quase 39 % das empresas já incorporaram ao menos uma das seguintes práticas: jornada flexível, “short Friday” ou esquema híbrido com maior autonomia.
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