Confiança do Comércio cai 3,1% em agosto ante julho, após 4 meses de altas, diz CNC

Confiança do Comércio cai 3,1% em agosto ante julho, após 4 meses de altas, diz CNC

Por Daniela Amorim – Estadão Conteúdo

Os comerciantes brasileiros ficaram menos otimistas em agosto, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) caiu 3,1% em relação a julho, já descontadas as influências sazonais. Com isso, o resultado interrompeu uma sequência de quatro meses consecutivos de avanços.

O índice encerrou o mês em 102,9 pontos, permanecendo na zona de satisfação, acima dos 100 pontos. No entanto, na comparação com agosto de 2024, o Icec registrou queda de 6%.

Segundo a CNC, a conjuntura econômica continua sendo a principal fonte de preocupação do empresariado, tanto no curto prazo quanto no futuro. Diante desse cenário, o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, afirmou em nota oficial que “a confiança do comércio é um reflexo da economia”. Ele destacou que, com juros altos e um ambiente de incertezas, os empresários permanecem cautelosos. Por isso, defendeu a necessidade de sinalizar reformas estruturais e uma agenda econômica consistente para estimular novos investimentos e ampliar o emprego.

Julho para agosto

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Na passagem de julho para agosto, o componente de avaliação das condições atuais diminuiu 3,5%. Dentro desse grupo, houve quedas nos itens economia (–5%), empresa (–2,2%) e setor (–3,9%). Além disso, o componente das expectativas caiu 3,9%, com reduções nos quesitos economia (–6%), setor (–3,7%) e empresa (–2,4%). Por fim, o componente das intenções de investimentos recuou 1,7%, com baixas nos itens estoques (–0,3%), investimentos na empresa (–1,7%) e contratação de funcionários (–2,9%).

Entre os segmentos varejistas, o comércio de bens não duráveis — que inclui supermercados, farmácias e lojas de cosméticos — registrou queda de 4,6% na confiança em agosto. Enquanto isso, o índice do varejo de bens de consumo duráveis diminuiu 1,9%, e o de bens semiduráveis caiu 2,2% no mesmo período.

Na comparação anual, o segmento de bens não duráveis viu a confiança encolher 5,4% em agosto de 2025. Já no varejo de bens de consumo duráveis, a confiança caiu 8,8%, enquanto o setor de bens semiduráveis registrou recuo de 2,8%.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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