Brasil sai do Top 10 entre as maiores economias do mundo e cai para a 11ª posição, diz Austin

Brasil sai do Top 10 entre as maiores economias do mundo e cai para a 11ª posição, diz Austin

Por Daniela Amorim e Gabriela da Cunha – Estadão Conteúdo

O Brasil deixou de ser uma das 10 maiores economias do mundo em 2025, caindo para a 11ª posição em ranking de PIB em dólares, segundo a agência de classificação de risco Austin Rating. Enquanto isso, a Rússia avançou da 11ª para a 9ª colocação, ultrapassando o país no ranking global. Com essa mudança, o Canadá subiu da 9ª para a 10ª posição, e o Brasil perdeu espaço entre as principais economias globais.

Além disso, dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), compilados até o primeiro semestre de 2025, apontam que a Rússia tem grande probabilidade de superar o PIB da Itália em breve, assumindo a 8ª posição entre as maiores economias do mundo. Esse cenário reforça a reorganização do ranking global e evidencia desafios para o crescimento econômico brasileiro nos próximos anos.

“Não é que as economias do Brasil, Canadá e Itália derraparam ou pioraram entre o início de 2025 e o momento atual. Muito pelo contrário, pois o Brasil inclusive teve valorização do real e melhora nas expectativas de crescimento do PIB e até diminui a distância entre Canadá e Itália, que praticamente não alteraram suas projeções desde o início do ano”, escreveram o economista-chefe Alex Agostini, e o economista Rodolpho Sartori, da Austin, em relatório. “O fato é que houve forte valorização da moeda da Rússia (o rublo) de mais de 39% neste ano de 2025.”

No terceiro trimestre de 2025, o Brasil registrou crescimento de 0,1% do PIB, em relação ao trimestre anterior, segundo dados das Contas Nacionais Trimestrais do IBGE. Com esse resultado, o país ficou na 34ª posição entre 51 países, mostrando desempenho modesto, mas estável.

Entre os países com avanço maior, destacam-se China (1,1%), Canadá (0,6%), África do Sul (0,5%) e França (0,5%), que lideraram o ranking de crescimento no período. Em contraste, o crescimento do Brasil foi igual ao de Reino Unido, Itália e Angola, todos com 0,1% de alta do PIB.

O desempenho brasileiro reflete a lentidão da economia em 2025, mas também indica estabilidade frente a outros mercados globais. Especialistas ressaltam que a posição no ranking reforça a necessidade de políticas de estímulo ao crescimento e investimentos estratégicos para melhorar o desempenho nos próximos trimestres.

Foto: Divulgação B3

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