Brasil lidera ranking mundial de rotatividade com 51,3% ao ano, aponta levantamento 

Brasil lidera ranking mundial de rotatividade com 51,3% ao ano, aponta levantamento 

Por Bárbara Souza

O Brasil lidera um ranking pouco positivo no mercado de trabalho, pois tem a maior taxa de rotatividade do mundo, que chega a 51,3% ao ano. Esse dado aparece no Mapa do Cenário de Gestão de Pessoas 2024, estudo da Sólides que analisa os principais desafios e tendências do Recursos Humanos no país.

De acordo com o levantamento, a alta rotatividade de funcionários figura entre os maiores gargalos das empresas brasileiras. Consequentemente, o problema afeta diretamente a produtividade, eleva os custos de contratação e fragiliza a cultura organizacional. Além disso, o estudo aponta que o índice de turnover evidencia a dificuldade das empresas em reter talentos e alinhar expectativas entre empregadores e colaboradores.

Ademais, o mapeamento mostra que muitas organizações ainda concentram esforços em tarefas operacionais do RH. Enquanto isso, ações estratégicas, como desenvolvimento de lideranças e programas de engajamento, seguem em segundo plano. Por sua vez, essa falta de foco estratégico amplia o cenário de instabilidade.

Outro ponto crítico envolve o uso de indicadores de desempenho. Muitas empresas ainda não adotam métricas consistentes para acompanhar a performance dos colaboradores, o que prejudica a tomada de decisões. De acordo com o estudo, tratar o RH apenas como área de apoio, sem dados claros e estratégias definidas, dificulta a criação de ambientes de trabalho sustentáveis e atrativos.

Diante desse contexto, o levantamento reforça que a retenção de talentos exige práticas integradas. Elas vão desde processos de seleção mais assertivos até políticas de reconhecimento e desenvolvimento profissional. Nesse sentido, investir em tecnologia e em gestão baseada em dados surge como uma das principais recomendações.

Por fim, o cenário traçado evidencia que o Brasil ainda precisa avançar para equilibrar a relação entre empresas e profissionais. Com uma rotatividade tão elevada, o desafio passa, necessariamente, por repensar como as organizações valorizam, desenvolvem e mantêm suas equipes.

Foto: Pexels

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