Aprender, reaprender e avançar: o avanço do upskilling e do reskilling nas empresas

Aprender, reaprender e avançar: o avanço do upskilling e do reskilling nas empresas

Por Bárbara Souza

Em um mercado de trabalho marcado pela velocidade das transformações tecnológicas e das mudanças nas demandas profissionais, os termos Upskilling e Reskilling ganham cada vez mais protagonismo. De modo geral, upskilling refere-se ao aprimoramento de competências dos colaboradores já no seu campo de atuação, enquanto reskilling envolve a requalificação, preparando profissionais para ocuparem novas funções dentro ou fora da empresa.

O que está por trás dessa tendência é, em grande parte, a necessidade de adaptação rápida dos profissionais e do mercado, a cenários em mudança: automação, novas ferramentas digitais, inteligência artificial, processos de transformação digital. Como aponta a área de gestão de pessoas, essas estratégias não são meros treinamentos pontuais, mas investimentos estruturais na empregabilidade e na competitividade das empresas. 

Dados recentes mostram que a adoção dessas práticas cresce de forma expressiva sobretudo em setores de tecnologia: 87% das organizações consideram o upskilling fundamental para o seu futuro, e 68 % dos profissionais de TI afirmaram ter feito um curso online no último ano para se atualizar, indica um relatório deste ano, da ZipDo. Em paralelo, o mesmo relatório mostra que 45 % dos líderes de TI esperavam ampliar os investimentos em programas de requalificação já em 2024. 

Além dos aspectos técnicos, há um ganho claro no engajamento e retenção de talentos. Empresas que valorizam o desenvolvimento contínuo tendem a reduzir a rotatividade de pessoal, e os colaboradores percebem essas iniciativas como sinal de valorização e cuidado com o seu crescimento profissional. 

Do ponto de vista empresarial, investir no time interno sai mais barato e mais rápido do que fazer contratações externas. Segundo uma estimativa recente, o custo de contratar um novo funcionário pode superar os benefícios de simplesmente requalificar alguém que já conhece os processos da empresa, além disso, evita a longa curva de adaptação. 

Na prática, um programa de upskilling pode envolver desde treinamentos técnicos, como uso de novas ferramentas digitais, até o desenvolvimento de “soft skills”, como comunicação, trabalho em equipe e adaptabilidade — habilidades que ganham ainda mais importância em um contexto de automação e inteligência artificial. Já o reskilling costuma ser usado para realocar pessoas de áreas em obsolescência para funções emergentes ou em expansão. 

O uso de upskilling e reskilling no mercado também tem impacto na agilidade e na inovação da empresa. Organizações que investem no capital humano relatam ganhos em eficiência, capacidade de adaptação e maior competitividade, que são aspectos fundamentais em um mundo corporativo instável e em rápida transformação.

Para os profissionais, a mensagem é clara: não basta mais contar com a formação inicial. A empregabilidade vai depender cada vez mais da capacidade de aprender, reaprender e se reinventar ao longo da carreira. Aquelas pessoas e organizações que abraçarem o aprendizado contínuo estão melhor equipadas para enfrentar as incertezas e aproveitar as oportunidades de um mercado em constante evolução.

Em um cenário onde inovações e mudanças estruturais se tornam rotina, upskilling e reskilling deixam de ser opções e passam a ser estratégias essenciais, tanto para quem contrata quanto para quem busca se manter relevante.

Foto: Pexels 

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