Alckmin faz reunião de emergência com Rui, Gleisi e técnicos sobre ação no Rio contra o CV
Por Gabriel de Sousa e Gabriel Hirabahasi – Estadão Conteúdo
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) promoveu, no início da noite desta terça-feira (28), uma reunião de emergência para avaliar os impactos da operação policial no Rio de Janeiro. A ação deixou 64 mortos e resultou na prisão de 81 suspeitos de ligação com o Comando Vermelho (CV). O episódio entrou para a história como a operação mais letal da polícia fluminense.
De acordo com apuração do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, participaram do encontro o presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Além disso, técnicos dos ministérios da Justiça e da Defesa também estiveram presentes nas discussões.
O encontro ocorreu no Palácio do Planalto. Enquanto isso, o presidente Lula retornava ao Brasil após cumprir agenda de uma semana no Sudeste Asiático. A expectativa é de que ele desembarque em Brasília por volta das 20h30 desta terça-feira.
Nesse contexto, o principal objetivo do governo é definir a resposta oficial do Palácio do Planalto aos desdobramentos da operação. Além disso, a equipe busca alinhar uma estratégia diante das críticas da oposição, especialmente as declarações do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).
Além disso, o Planalto avalia como a resposta do governo vai tratar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece regras federais para a segurança pública. Ao mesmo tempo, a equipe discute um projeto de lei que endurece as penas para organizações criminosas. Conhecida como projeto antifacções, a proposta seguiu do Ministério da Justiça para a Casa Civil.
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, citou a iniciativa em entrevista coletiva nesta terça-feira. Atualmente, ele cumpre agendas no Ceará e, por isso, não participa da reunião de emergência no Palácio do Planalto.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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