Ainda é impossível mensurar todos os danos do tornado, diz ministro

Ainda é impossível mensurar todos os danos do tornado, diz ministro

Luiz Claudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, afirmou neste domingo (9) que ainda não é possível mensurar todos os danos provocados pelo tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu (PR), a cidade mais impactada, e pelo menos outros 11 municípios da região Centro-Sul do Paraná.

Neste domingo, equipes do governo federal visitaram áreas urbanas e rurais para avaliar a extensão do desastre. Segundo o ministro, o momento agora exige solidariedade e ação imediata, tanto para socorrer a população quanto para restabelecer os serviços públicos e privados e iniciar a reconstrução das áreas atingidas.

“É fundamental apoiar as famílias que precisam de assistência em saúde, alimentação e abrigo”, destacou Góes.

Dados da Defesa Civil indicam que cerca de 90% da área urbana de Rio Bonito do Iguaçu sofreu danos na infraestrutura. O tornado deixou seis mortos, sendo cinco no próprio município e uma vítima em Guarapuava, também localizada na região Centro-Sul do estado.

Urgências

Embora ainda não tenha a extensão total do desastre, o ministro defendeu a necessidade de alocação de recursos emergenciais de infraestrutura para retomada dos serviços essenciais.  

“A minha equipe, de ontem para hoje, já pôde medir, por exemplo, a necessidade de pelo menos R$ 15 milhões para construir uma nova escola e um ginásio”. 

Ele afirmou que as equipes do governo federal já atuam em campo para avaliar o número de casas destruídas. Além disso, os técnicos fazem o levantamento de outros patrimônios privados e públicos que precisarão de reconstrução.

Segundo Góes, a orientação do governo é que as prefeituras solicitem recursos emergenciais o quanto antes, sem a necessidade de aguardar o balanço completo dos danos. “Se houver informação de que uma escola foi destruída e já existir um orçamento da área a ser reconstruída, o recurso pode ser empenhado imediatamente”, explicou.

O ministro também defendeu a união entre as três esferas de governo — União, estados e municípios — como forma de acelerar o atendimento à população atingida. “Não temos qualquer problema em receber demandas. Estamos abertos a todas elas”, afirmou.

Por fim, Góes reforçou o compromisso do governo federal com a reconstrução das áreas afetadas. “Tudo o que for necessário para reconstruir a cidade de Rio Bonito do Iguaçu e os demais municípios atingidos, o presidente Lula determinou a mim e a outros ministros que façamos”, concluiu.

Foto:  Valter Campanato/Agência Brasil

Suporte 

Segundo o Ministério, a diretora de Tecnologia da Informação do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Lea Bressy Amorim, está na cidade para avaliar a possibilidade de antecipar pagamentos e liberar outros auxílios aos afetados. A medida busca acelerar o apoio financeiro às famílias atingidas pela situação de emergência.

Além disso, o governo federal adotou ações imediatas na área da saúde. Para isso, mobilizou uma equipe da Força Nacional do SUS, composta por médico sanitarista, enfermeiro, analista de recursos logísticos, analista de incidentes e reconstrução assistencial, além de especialista em saúde mental em desastres. O objetivo é reforçar o atendimento à população e mitigar os impactos sanitários da crise.

No setor de energia elétrica, a Companhia Paranaense de Energia (Copel), responsável pela distribuição no estado, informou que já restabeleceu 49% da rede de distribuição em Rio Bonito do Iguaçu. A empresa segue trabalhando para normalizar completamente o fornecimento.

Diante do cenário, o governador do Paraná, Ratinho Junior, decretou estado de calamidade no município. Com a medida, o governo local passa a ter mais agilidade para executar gastos emergenciais, sem as restrições habituais do orçamento. Além disso, o decreto facilita o acesso a recursos federais para o enfrentamento da situação.

Foto: Jonathan Campos/AEN

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