Agropecuária cresce 10,1% no terceiro trimestre de 2025 e impulsiona desempenho do PIB brasileiro

Agropecuária cresce 10,1% no terceiro trimestre de 2025 e impulsiona desempenho do PIB brasileiro

Por Bárbara Souza

O agronegócio está impactando a economia brasileira este ano, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quinta-feira (04). No terceiro trimestre de 2025, a Agropecuária registrou um crescimento robusto de 10,1% em relação ao mesmo período de 2024. O avanço expressivo contrasta com o comportamento mais moderado dos demais setores e reforça o peso do campo no desempenho recente do PIB nacional.

No trimestre avaliado, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,1% em relação ao segundo trimestre de 2025. A Agropecuária se destacou, com expansão de 0,4% no período. Embora o crescimento geral tenha sido discreto, o desempenho da produção rural revela uma dinâmica diferenciada, impulsionada tanto pela pecuária quanto por ganhos expressivos em culturas de grande importância econômica.

Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE), divulgado em novembro, algumas culturas com safra concentrada no terceiro trimestre registraram avanços significativos. O milho teve aumento de 23,5%, beneficiado por produtividade elevada e clima regular. A laranja cresceu 13,5%, enquanto o algodão avançou 10,6%, impulsionado por uma das melhores safras da década. Além disso, o trigo, essencial para o abastecimento interno, registrou alta de 4,5%.

Esses resultados demonstram a força do setor agrícola, mesmo em um período marcado por pressões climáticas e revisão global da oferta de alimentos. Portanto, o desempenho da Agropecuária contribui de forma significativa para a estabilidade econômica do país, destacando sua relevância estratégica em 2025.

Nem todos os cultivos, porém, seguiram a mesma trajetória. A cana-de-açúcar, uma das bases do agronegócio brasileiro, registrou queda de 1,0% no trimestre, reflexo de impactos climáticos regionais e da fase mais tardia da colheita em alguns estados. Apesar do recuo, o setor sucroenergético permanece relevante no quadro anual, sustentado pela demanda por etanol e açúcar no mercado internacional.

Quando observados períodos mais longos, o protagonismo da Agropecuária se torna ainda mais evidente. No acumulado dos quatro trimestres encerrados em setembro, o PIB brasileiro cresceu 2,7%, impulsionado por um salto de 9,6% no Valor Adicionado da Agropecuária. Já no acumulado do ano até o terceiro trimestre, o PIB nacional avançou 2,4%, com novo destaque para o campo, que cresce 11,6%.

O conjunto desses indicadores reforça a ideia de que, em um cenário global marcado por incertezas, a Agropecuária segue sendo uma âncora de estabilidade e expansão para a economia brasileira, combinando produtividade crescente, diversidade de culturas e forte capacidade de resposta às demandas internas e externas.

Foto: Agência Brasil 

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