Agro em destaque: as gigantes do campo na Lista Forbes Agro100 2025

Agro em destaque: as gigantes do campo na Lista Forbes Agro100 2025

Por Bárbara Souza 

A divulgação recente da Lista Forbes Agro100 2025, publicada pela edição brasileira da revista, evidencia a força econômica do agronegócio nacional. O levantamento reúne 100 empresas e cooperativas que se destacaram no setor ao longo de 2024, organizadas em sete categorias.

Entre as empresas listadas, aparecem 21 companhias de Agroenergia, 16 de Comércio e Tradings e outras 16 cooperativas. Além disso, o ranking reúne 14 empresas dos segmentos de Alimentos e Bebidas e 14 de Proteína Animal. Também integram a lista 11 organizações de Agroquímicos, Genética e Insumos. Por fim, o setor de Celulose, Madeira e Papel conta com oito representantes, o que reforça a diversidade e a abrangência das cadeias que compõem o agronegócio brasileiro.

Ao mesmo tempo, as empresas destacadas revelam diversidade produtiva e concentração de faturamento. Em 2024, os dez maiores CNPJs do ranking somaram R$ 1,120 trilhão em receita, acima dos R$ 1,076 trilhão registrados em 2023. Esse avanço corresponde a um crescimento de 4,16% no período. O volume expressivo, portanto, reforça o papel estratégico do agronegócio na economia nacional. Segundo a consultoria responsável pelo levantamento, esse grupo representa entre 22% e 23% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Ao analisar os diferentes segmentos, nota-se a predominância das áreas de Proteína Animal e de Alimentos e Bebidas entre os maiores faturamentos. Esse desempenho, em grande parte, decorre do elevado nível de verticalização e da ampla escala operacional desses setores. Em contrapartida, o segmento de Celulose, Madeira e Papel também ganhou relevância recente. Nesse recorte, a Suzano S.A. se destacou ao registrar receita de R$ 47,4 bilhões em 2024, resultado que garantiu à companhia a 10ª posição no ranking geral.

Além disso, a presença de cooperativas entre as cem empresas mais relevantes reforça o papel estratégico do cooperativismo no agronegócio. Esse modelo amplia a participação dos produtores rurais e dos demais elos da cadeia produtiva. Ao mesmo tempo, confirma o protagonismo frequentemente apontado por análises e veículos especializados do setor.

Por fim, a segmentação evidencia um agronegócio cada vez mais sofisticado. O cenário abrange desde as agroenergias, com produção de biocombustíveis e biomassa, até os insumos genéticos. Inclui ainda tradings e cooperativas que integram produção, logística e comercialização. Dessa forma, a diversidade das cadeias mostra que o agronegócio brasileiro contemporâneo vai além do plantio e da pecuária tradicionais, envolvendo grandes corporações com escala, capital e forte inserção internacional.

Por trás dos números, surgem sinais relevantes sobre o futuro do setor. A expansão modesta, de 3,3%, indica que, apesar de seu papel estruturante, o agronegócio enfrenta desafios importantes. Entre eles estão o câmbio, os gargalos logísticos, o custo dos insumos e as incertezas dos mercados externos. Além disso, um crescimento distante de taxas de dois dígitos sugere que o desempenho mais fraco das commodities ou restrições externas vêm limitando avanços mais expressivos.

Esse impacto é sentido em diferentes regiões do país, de Brasília a São Paulo, passando pelas capitais agrícolas do interior. Gerar trilhões em receita se traduz em empregos, obras de infraestrutura, investimentos e exportações. Ainda assim, a concentração das receitas nas dez maiores empresas revela que o protagonismo permanece restrito a grandes grupos. Ao mesmo tempo, a dispersão entre as outras 90 companhias aponta oportunidades, mas também evidencia o desafio de escala enfrentado por empresas médias.

Esse panorama, apresentado na edição 135 da Forbes Brasil, disponível tanto no aplicativo quanto na versão impressa, oferece um retrato atualizado do agronegócio brasileiro em 2024. O levantamento destaca forças, segmentações e dinâmicas do setor. Em um contexto de transformações, marcado por temas como sustentabilidade, energia renovável, cadeias integradas e acesso ao mercado global, a lista funciona como uma bússola. Ela ajuda a compreender onde o agro brasileiro está hoje e quais caminhos pode seguir nos próximos anos.

Foto: Pexels

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