A empresa mais lucrativa da história: a Tether pode valer US$500 bilhões

A empresa mais lucrativa da história: a Tether pode valer US$500 bilhões

Artigo Fabio Arruda, sócio da Auddas

Quando fundei a Remessa Online em 2015, nosso objetivo era claro: reduzir custos e dar mais velocidade às transferências internacionais. Quem já precisou mandar ou receber dinheiro do exterior sabe como o processo bancário tradicional pode ser lento, caro e burocrático.

Dez anos depois, olho para a Tether e vejo como ela levou esse problema a uma escala global. Muita gente conhece o USDT, a stablecoin que eles criaram e que hoje movimenta mais de US$173 bilhões no mercado. Mas quase ninguém conhece a empresa por trás disso.

A proposta é direta: transformar dólares em um ativo digital estável que circula em qualquer lugar do mundo, a qualquer hora. Para traders, empresas e até famílias em países com moedas frágeis, significa liquidez em dólar instantânea, barata e disponível 24/7.

O impacto econômico é quase inacreditável. A Tether reportou mais de US$20 bilhões de lucro anualizado em 2025 — com cerca de 200 funcionários. Isso representa aproximadamente US$100 milhões de lucro por colaborador. Para comparar: o Google gera em torno de US$2 milhões de receita por pessoa, e o Goldman Sachs cerca de US$2,7 milhões. A diferença é tão grande que redefine o que entendemos por eficiência.

Agora a empresa discute uma rodada que pode avaliá-la em US$500 bilhões. Para efeito de comparação, é o mesmo patamar de gigantes como Meta ou Visa. Só que com uma estrutura operacional minúscula e um modelo de negócio baseado em juros sobre reservas.

Fabio Arruda, sócio da Auddas / Foto: Divulgação

Essa combinação de escala, eficiência e timing dos juros globais faz da Tether, provavelmente, a empresa mais lucrativa da história — e uma das mais discretas.

O insight aqui é mais amplo: as empresas mais transformadoras do nosso tempo não estão apenas replicando o que as Big Techs fizeram, mas operando em curvas de eficiência e velocidade nunca vistas antes. A Lei de Moore já não explica o ritmo de avanço. Em campos como IA e cripto, a aceleração é muito maior — e é daí que surgem companhias capazes de atingir números impensáveis em tão pouco tempo.

A Tether é um sinal claro desse novo ciclo: negócios de alto impacto, altíssima eficiência e escala global nascendo diante dos nossos olhos. O futuro não será apenas uma repetição das Big Techs, mas algo ainda mais surpreendente.

Foto: Pexels

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