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	<title>#rússia &#8211; Diário do Acionista</title>
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	<description>O Portal online do acionista brasileiro</description>
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	<title>#rússia &#8211; Diário do Acionista</title>
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		<title>Biden pede libertação de jornalista acusado pela Rússia de espionagem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Mar 2023 23:06:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu nesta sexta-feira (31) .... </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu nesta sexta-feira (31) a libertação do repórter do Wall Street Journal (WSJ), Evan Gershkovich, preso sob a acusação de Moscou de espionar segredos militares para Washington.</p>



<p>&#8220;Deixe-o ir&#8221;, disse Biden a repórteres ao deixar a Casa Branca para uma viagem ao Mississippi, estado devastado por uma tempestade. Questionado se iria expulsar diplomatas russos após a detenção de Gershkovich, o presidente disse que esse não era o seu plano por enquanto. O jornal pede uma &#8220;escalada diplomática e política&#8221;, com a expulsão do embaixador russo nos EUA, assim como de todos os jornalistas russos no país norte-americano.</p>



<p>Mais tarde, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que dará acesso consular ao jornalista.<br>Serviço de segurança da Rússia, o FSB havia anunciado na quinta (30) a detenção de Gershkovich, um americano de origem russa de 31 anos. Ele foi preso em Iekaterinburgo, cidade na divisa entre as porções europeia e asiática do país. O órgão disse, sem fornecer provas, que ele estava &#8220;colhendo informações classificadas como segredo de Estado sobre uma fábrica militar&#8221;.</p>



<p>O WSJ negou as acusações e disse buscar a imediata libertação de seu &#8220;confiável e dedicado repórter&#8221;. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, chamou as acusações de espionagem de &#8220;ridículas&#8221; na quinta.</p>



<p>Uma corte moscovita determinou que ele fique preso pelo menos até o dia 29 de maio, quando haverá uma audiência sobre o caso. Seu advogado, Daniil Berman, disse não ter acesso ao tribunal -que alegou, por sua vez, já haver um representante da defesa indicado pelo Estado.</p>



<p>O secretário de Estado americano, Antony Blinken, criticou Moscou. &#8220;Nos mais duros termos possíveis, nós condenamos as contínuas tentativas do Kremlin de intimidar, reprimir e punir jornalistas e vozes da sociedade civil&#8221;, disse, complementando que está tentando resolver o caso.</p>



<p>Segundo a agência Reuters, o cientista político Iaroslav Chirchikov, de Iekaterinburgo, disse que foi entrevistado por Gerchkovitch há duas semanas acerca de atitudes locais ante o grupo mercenário Wagner, que luta pela Rússia na Ucrânia.</p>



<p>Pelo relato, ele iria visitar a cidade vizinha de Níjni-Tagil, onde há uma fábrica de tanques, mas para falar com moradores sobre o Wagner. &#8220;Ele não era um inimigo da Rússia&#8221;, afirmou.</p>



<p>Essa é a primeira detenção de um jornalista americano na Rússia desde 1986, e o mais grave caso do gênero desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, em fevereiro do ano passado. Desde então, há assédio a repórteres -que, em grande parte, deixaram o país e foram substituídos por profissionais russos, que já conviviam com uma crescente repressão interna à liberdade de imprensa.</p>



<p>Para o jornal, o momento da prisão parece calculado para &#8220;causar constrangimento aos EUA e intimidar a imprensa estrangeira que ainda trabalha na Rússia&#8221;. &#8220;O Kremlin tem intimidado o trabalho jornalístico na Rússia, então os correspondentes estrangeiros são as últimas fontes independentes de notícias&#8221;, afirma o jornal.</p>



<p>O governo de Vladimir Putin fez pouco do caso. &#8220;É um assunto do FSB&#8221;, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, ressaltando que tudo indicava que o jornalista havia sido &#8220;pego em flagrante&#8221;. Já Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, afirmou que a apuração de Gerchkovitch &#8220;não era relacionada a jornalismo&#8221; e que é usual o emprego de disfarce de repórter para espionagem.</p>



<p>Para o Kremlin, o repórter preso se torna um ativo valioso para eventual libertação de russos detidos no exterior. Pouco antes da guerra, por exemplo, a jogadora de basquete americana Brittney Griner foi presa sob acusação de posse de drogas em um aeroporto moscovita. Ela só foi solta em dezembro, trocada pelo notório traficante de armas Viktor Bout, que cumpria 25 anos de cadeia nos EUA.</p>



<p><strong>(Folhapress /Foto: Pedro Ladeira &#8211; Folhapress)</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/eua-alertam-para-risco-de-guerra-nuclear-com-china-e-russia/">EUA alertam para risco de guerra nuclear com China e Rússia</a><a href="javascript:void(0);"></a></p>
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		<title>EUA alertam para risco de guerra nuclear com China e Rússia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Mar 2023 19:10:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[#china]]></category>
		<category><![CDATA[#EUA]]></category>
		<category><![CDATA[#guerra nuclear]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Pela primeira vez na história, os Estados Unidos enfrentam o risco de uma guerra com duas potências nucleares ao mesmo tempo, a China e a Rússia. E lutar simultaneamente contra elas seria muito difícil, apesar das capacidade militares americanas.</p>



<p>A avaliação foi feita pelo chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, Mark Milley, o principal general do país. Ela é alarmista e alarmante em iguais medidas: o militar a fez para pedir a aprovação do maior orçamento de Defesa da história de seu país.</p>



<p>Milley e o secretário de Defesa, Lloyd Austin, foram ouvidos pelo Comitê dos Serviços Armados da Câmara dos Representantes acerca do pedido do governo Joe Biden por uma fatura de US$ 824 bilhões (R$ 4,3 trilhões hoje) para o ano fiscal de 2024 (1º de outubro a 30 de setembro do ano que vem).</p>



<p>Assim, alarmismo cai bem para sensibilizar os congressistas. Mas as declarações são alarmantes, ao mesmo tempo, porque há uma guerra em curso na Ucrânia patrocinada por Vladimir Putin, o maior aliado do chinês Xi Jinping, todos engalfinhados no âmbito na Guerra Fria 2.0.</p>



<p>&#8220;Tanto a China quanto a Rússia têm meios para ameaçar a segurança nacional dos EUA. Mas a história não é determinista, e a guerra com eles não é nem inevitável, nem iminente&#8221;, afirmou Milley, colocando os pés mais no chão.</p>



<p>Seja como for, em sua apresentação ele delineou todos os elementos de risco em curso. Disse, por exemplo, que Putin &#8220;continua a usar retórica e postura nucleares irresponsáveis&#8221; enquanto a Rússia fazia um dos maiores exercícios com mísseis intercontinentais da história recente, com 3.000 homens no centro do país.</p>



<p>Desde que a guerra começou, o presidente russo lembra de tempos em tempos que tem o que Milley descreveu como &#8220;o maior e mais moderno&#8221; arsenal atômico do mundo, equiparável ao americano: ambos os países detêm pouco mais de 90% das 13 mil ogivas espalhadas pelo mundo.</p>



<p>Dessas, por tratado agora suspenso pela Rússia, há cerca de 1.600 prontas para uso a qualquer momento por ambos os lados. A China vem em terceiro, segundo a Federação dos Cientistas Americanos com 410 estocadas, enquanto aliados ocidentais como França e Reino Unido têm, respectivamente, 290 e 225.</p>



<p>Milley falou sobre as crescentes capacidades chinesas. &#8220;A China tem milhares de mísseis de alcance local nos seus arsenais, que seriam de difícil contenção pelos EUA com seu inventário atual&#8221;, disse, defendendo investimento em armas hipersônicas e outras.</p>



<p>&#8220;O potencial para conflito armado está crescendo. A China permanece como nosso desafio de segurança geoestratégica de longo prazo número 1&#8221;, citando a expansão militar de Pequim no Indo-Pacífico e as medidas americanas contra isso, como patrulhas (pediu mais navios, claro) e o pacto militar Aukus, que fornecerá submarinos nucleares para a Austrália.</p>



<p>Milley lembrou também que a aliança selada antes da guerra em 2022, e reforçada com a visita de Xi Jinping a Putin na semana passada, pode ser reforçada se o Irã se tornar uma potência nuclear. O general disse que o regime dos aiatolás, alinhado tanto a Moscou quanto a Pequim, &#8220;pode produzir material físsil para uma bomba em duas semanas&#8221; e uma arma, em meses.</p>



<p>Falou também sobre a Coreia do Norte, citando a aceleração do programa de mísseis e armas nucleares da ditadura de Kim Jong-un, que na véspera havia apresentado o que seria uma nova ogiva atômica pequena o suficiente para equipar seus foguetes intercontinentais capazes de atingir os EUA.</p>



<p>&#8220;Não há nada mais caro do que lutar uma guerra. E preparar para a guerra é também muito caro, mas lutar uma é mais. Preparar para a guerra vai deter essa guerra&#8221;, disse, parafraseando o escritor romano Flávio Vegécio (&#8220;Se vis pacem, para bellum&#8221;, ou &#8220;se queres a paz, prepara-te para a guerra&#8221;).</p>



<p>Os EUA já são, de longe, os donos do maior gasto militar do mundo. Em 2022, segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, empregaram US$ 767 bilhões (R$ 3,9 trilhões) em defesa, ante US$ 242 bilhões (R$ 1,2 trilhão) da segunda colocada, a China, e US$ 88 bilhões (R$ 450 bilhões) da terceira, a Rússia. O mundo gastou, ao todo, US$ 1,97 trilhão (R$ 10,1 trilhões) no setor.</p>



<p>Nenhum país projeta tanto poder: dos seus 1,36 milhão de militares, 250 mil estão postados no exterior. Sua frota de 11 porta-aviões com propulsão nuclear é única, levando poder de fogo a qualquer ponto do planeta, para não falar no arsenal atômico.</p>



<p>&#8220;A prontidão operacional hoje é maior agora do que foi em muitos anos. Atualmente, 60% de nossa força ativa está no mais alto estado de prontidão e pode ser colocada em combate em menos de 30 dias. Dez por cento da nossa força pode ser empregada em menos de 96 horas&#8221;, afirmou.</p>



<p><strong>(Igor Gielow &#8211; Folhapress /Foto: Pedro Ladeira &#8211; Folhapress)</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/em-taiwan-governo-e-oposicao-viajam-atras-de-eua-e-china/">Em Taiwan, governo e oposição viajam atrás de EUA e China</a><a href="javascript:void(0);"></a></p>
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		<title>Rússia faz um dos maiores ataques aéreos da Guerra da Ucrânia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Mar 2023 22:17:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[#Guerra da Ucrânia]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Rússia de Vladimir Putin fez na madrugada desta quinta (9) um dos maiores ataques aéreos desde que invadiu a Ucrânia, em 24 de fevereiro do ano passado. Ao menos 81 mísseis, 6 deles modelos hipersônicos de última geração, e drones foram lançados sobre 13 das 24 regiões do país.</p>



<p>&#8220;Foi uma noite muito difícil&#8221;, disse em redes sociais o presidente Volodimir Zelenski. Ao menos 11 pessoas morreram, 5 delas na cidade de Lviv, principal centro no extremo oeste do país e usualmente poupada de assaltos mais severos.</p>



<p>O Ministério da Defesa da Rússia disse em nota que o ataque foi &#8220;uma resposta aos atos terroristas organizados por Kiev em Briansk&#8221;, em referência ao nebuloso incidente em que um suposto grupo de russos pró-Ucrânia invadiu duas vilas nessa região russa na fronteira dos dois países no dia 2, trocando tiros com forças policiais.</p>



<p>Na prática, foi a retomada da campanha de Putin contra a infraestrutura energética ucraniana, já que os alvos eram majoritariamente estações de distribuição de eletricidade e centrais. Ela começou após o ataque de Kiev que danificou a ponte que liga a Rússia continental à Crimeia, anexada da Ucrânia em 2014, e seu mais recente grande ataque havia ocorrido há um mês.</p>



<p>Houve blecautes em todas as regiões, inclusive na área da maior usina nuclear da Europa, em Zaporíjia (sul do país). &#8220;Esta é a sexta vez, deixe-me dizer de novo, a sexta vez que ela perde toda sua energia externa e precisa operar em modo de emergência&#8221;, afirmou em reunião o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, o argentino Rafael Grossi. A eletricidade foi reconectada depois.</p>



<p>Segundo publicou no Telegram Vitali Klitchko, o prefeito de Kiev, 40% da capital está sem aquecimento -no momento do ataque, a temperatura rodeava os 0ºC, tendo subido ao longo do dia.</p>



<p>O ataque repetiu o padrão adotado a partir de 10 de outubro, quando houve o primeiro e maior ataque até aqui contra alvos energéticos, com 84 mísseis. Naquele dia, contudo, Kiev afirmou ter derrubado mais da metade dos projeteis; nesta sexta, foram 34 deles, na conta sempre otimista do governo.</p>



<p>Foram empregados os meios usuais: mísseis de cruzeiro Kalibr disparados de aviões e navios no mar Negro, modelos de cruzeiro Kh-59, mísseis antiaéreos de sistemas S-300 adaptados para ataque a solo e drones. Cereja do bolo mortífero, seis Kinjal, artefato hipersônico que nunca havia sido usado em tal quantidade.</p>



<p>É uma sinalização de Moscou, que há meses parece enfrentar escassez de seus modelos mais sofisticados, recorrendo a drones comprados do Irã e aos mísseis de S-300, com baixa precisão.</p>



<p>O ataque ocorre no momento em que Putin está à beira de cantar uma vitória simbólica importante, a maior desde o primeiro semestre do ano passado, conquistando Bakhmut. A cidade na região de Donetsk está sob ataque há sete meses, tendo sido reduzida a escombros, mas Kiev determinou prioridade em sua defesa ainda que analistas duvidem de sua real importância.</p>



<p>A ferocidade dos ataques no que se convencionou chamar de &#8220;moedor de carne&#8221; favorece a tática russa de empregar mercenários saídos de cadeias em ataques frontais, quase suicidas. Ambos os lados sangram de forma abundante, mas Moscou tem mais recursos nesse sentido.</p>



<p>Na segunda (6), Zelenski e sua cúpula militar decidiram manter a defesa a qualquer custo, alegando que é possível quebrar a frente russa com o desgaste, o que parece difícil na prática. Além disso, eles temem que a queda de Bakhmut seja instrumental para expandir a ocupação de Donetsk, hoje a menos controlada por Moscou das quatro regiões anexadas ilegalmente pelo Kremlin em setembro.</p>



<p>A Rússia diz o mesmo: o ministro da Defesa, Serguei Choigu, prometeu novos avanços assim que a cidade for conquistada. Avaliações do grupo mercenário Wagner e da Otan dizem que cerca da metade de Bakhmut já está em mãos russas, e a aliança militar ocidental prevê sua queda em dias.</p>



<p>Seja como for, a musculatura militar russa parece menos frágil do que repetem quase todos os dias serviços de inteligência e Forças Armadas do Ocidente. Kiev está em um momento difícil da invasão, embora mesmo entre analistas russos que apoiam Putin não haja expectativa de nenhum avanço definitivo nos próximos meses.</p>



<p>Já aqueles céticos apontam o caráter de vitória de Pirro, aquela que custa tanto ao vencedor que o derrota, do movimento atual. É o caso de Igor Girkin, ex-comandante militar dos separatistas pró-Rússia de Donetsk e frequente crítico de Choigu. Em seu canal no Telegram, ele disse que a queda da cidade nada significará, e que o desgaste aplicado aos russos impedirá novo uso das forças do Grupo Wagner.</p>



<p>Enquanto isso se desenrola, Kiev espera os novos armamentos prometidos pelo Ocidente, a começar por tanques Leopard-2 de países da Otan. Já a questão do recebimento de caças ainda engatinha, embora haja discussões mais avançadas para que Eslováquia e Polônia entreguem modelos soviéticos MiG-29 de que dispõem para Kiev, o que dispensaria treinamento já que os ucranianos operam o aparelho.</p>



<p><strong>(Igor Gielow &#8211; Folhapress /Foto: <a href="https://www.pexels.com/pt-br/foto/apos-a-explosao-em-kiev-11477794/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pexels</a>)</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/china-faz-duro-ataque-aos-eua-e-defende-alianca-com-a-russia/">China faz duro ataque aos EUA e defende aliança com a Rússia</a><a href="javascript:void(0);"></a></p>
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		<item>
		<title>China faz duro ataque aos EUA e defende aliança com a Rússia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Mar 2023 00:44:40 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[#EUA]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em um raro e duro discurso no qual citou nominalmente os Estados Unidos como adversário existencial, o líder chinês Xi Jinping acusou Washington de liderar o Ocidente em uma campanha de &#8220;contenção e supressão&#8221; de seu país.</p>



<p>A fala, durante as chamadas Duas Sessões que reúnem o Legislativo da China, foi seguida por uma retórica ainda mais inflamada do chanceler Qin Gang, segundo o qual a aliança com a Rússia de Vladimir Putin precisa ser ainda mais reforçada para enfrentar os EUA.</p>



<p>&#8220;Países ocidentais, liderados pelos EUA, implementaram contenção e supressão completas da China, o que trouxe desafios severos sem precedentes ao desenvolvimento do país&#8221;, afirmou Xi em um painel na segunda (6), segundo a agência Xinhua.</p>



<p>No futuro, disse o líder, &#8220;os riscos e desafios que nós enfrentamos apenas irão aumentar e se tornar mais severos&#8221;. Foi um passo além da usual crítica ao unilateralismo americano e a defesa da multipolaridade dos discursos do líder.</p>



<p>Já Qin, falando nesta terça (7), afirmou em entrevista coletiva que a aliança entre Xi e Putin, sacramentada em Pequim 20 dias antes do início da Guerra da Ucrânia, em fevereiro do ano passado, &#8220;deu um exemplo global de relações exteriores&#8221;.</p>



<p>Foi sua primeira aparição como chanceler nas Duas Sessões, tendo substituído a Wang Yi, que virou o mais importante diplomata do país, chefiando o poderoso Escritório da Comissão de Negócios Estrangeiros do Politburo, o coração político da ditadura chinesa.</p>



<p>&#8220;Na realidade, a dita competição do lado dos EUA é uma contenção e supressão completa, um jogo de soma zero no qual você vive e morre&#8221;, afirmou, repetindo os termos do chefe e remetendo ao conceito da Teoria dos Jogos no qual a vitória de um adversário implica a derrota do outro.</p>



<p>Ele defendeu a relação com o Kremlin, que aumentou inclusive no flanco militar. &#8220;Com a China e Rússia trabalhando juntas, o mundo terá uma força motriz. O quão mais instável fica o mundo, mais imperativo é para a China e a Rússia avançarem suas relações de forma constante&#8221;, disse. &#8220;A parceria estratégica certamente vai crescer de força em força.&#8221;</p>



<p>A elevação do tom reflete o estágio atual do conflito geopolítico central do século 21, a Guerra Fria 2.0 iniciada pelos EUA em 2017 para tentar conter a assertividade chinesa sob Xi, que assumiu seu primeiro mandato em 2012 e agora ruma para um inédito terceiro termo na liderança.</p>



<p>Apesar de Xi ter iniciado uma certa abertura com o presidente americano, Joe Biden, durante encontro de ambos no fim do ano passado, uma série de fatores levou o relacionamento quase à estaca zero.</p>



<p>O principal foi o recrudescimento da guerra dos chips, com os EUA impondo restrições comerciais que dificultam o fornecimento de semicondutores avançados, que podem ter uso militar ou em aplicações como a inteligência artificial, a Pequim.</p>



<p>Mais que isso, Washington selou acordo para que atores importantes desse mercado vital, Japão e Holanda, a seguirem seu caminho, deixando também de fornecer insumos tecnológicos para a fabricação dos chips na China. &#8220;Ante uma feroz competição internacional, nós temos de abrir novos caminhos de desenvolvimento, novas capacidades. Tudo isso depende de tecnologia, fundamentalmente&#8221;, afirmou Xi.</p>



<p>Além disso, há a perene questão da decisão chinesa de absorver Taiwan, ilha protegida por Washington, e houve a chamada crise dos óvnis, quando os EUA usaram seu mais avançado caça para abater um balão chinês que acusou ser espião sobre seu território. Ato contínuo, cancelaram a ida do secretário de Estado Antony Blinken a Pequim, que qualificou o artefato como meteorológico.</p>



<p>Ao mesmo tempo, autoridades americanas passaram a alertar Xi a não fornecer armamentos para a Rússia, no mesmo estilo que o Ocidente faz com Kiev na guerra. Até aqui, nem a Ucrânia acredita que haja esse tipo de fornecimento ou intenção. A China novamente negou e apresentou uma proposta mais genérica de solução para a guerra, que foi rejeitada pelo Ocidente.</p>



<p>O objetivo central americano, o de marcar Pequim como aliada de Putin após um ano de ambiguidade retórica, contudo parece ter sido alcançado, a julgar a temperatura dos discursos chineses. Qin exemplificou isso ao defender a diplomacia &#8220;lobo guerreiro&#8221;, apelido dado a embaixadores mais agressivos a partir do título de um filme popular na China.</p>



<p>&#8220;Quando chacais e lobos estão bloqueando o caminho, e lobos famintos estão nos atacando, diplomatas chineses precisam então dançar com os lobos e proteger e defender nosso lar e país&#8221;, afirmou. Xi deverá visitar Moscou ainda neste semestre, e recebeu na semana passada o aliado russo Aleksandr Lukachenko, ditador de Belarus.</p>



<p>É um ponto de atrito sensível entre três potências nucleares. A China tem o terceiro maior arsenal do mundo, atrás da dupla protagonista da Guerra Fria do século 20, encerrada com a derrota da antecessora legal da Rússia, a União Soviética, em 1991.</p>



<p><strong>(Igor Gielow &#8211; Folhapress /Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/ocidente-pressiona-china-a-nao-cruzar-linha-vermelha-ao-enviar-armas-a-russia/">Ocidente pressiona China a não cruzar linha vermelha ao enviar armas à Rússia</a><a href="javascript:void(0);"></a></p>
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		<title>Ocidente pressiona China a não cruzar linha vermelha ao enviar armas à Rússia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Mar 2023 22:33:49 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[#Guerra da Ucrânia]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Ainda que a China negue a intenção de fornecer armas à Rússia, a possibilidade, levantada há algumas semanas pelos EUA, intensificou a pressão do Ocidente contra o regime de Xi Jinping.</p>



<p>Na semana em que Joe Biden se encontra com o premiê da Alemanha, Olaf Scholz, na Casa Branca, em Washington, o assunto permeou declarações dos dois países em sentido similar: de que o envio de armas para Moscou usar na Guerra da Ucrânia significaria cruzar uma linha vermelha nada favorável a Pequim.</p>



<p>Após reunião dos líderes no Salão Oval nesta sexta-feira (3), a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, voltou a dizer que, ainda que Pequim não tenha enviado armas, os EUA acreditam que essa ainda é uma possibilidade cogitada pelo regime comunista. &#8220;Cada passo que a China dá em direção à Rússia torna mais difícil o relacionamento de Pequim com a Europa e outras regiões do mundo&#8221;, afirmou.</p>



<p>Mais cedo, ela já havia dito que Washington crê não ser do interesse de Pequim fazer algo do tipo –&#8221;e eles deveriam ver essa questão da mesma maneira&#8221;.</p>



<p>Nesta quinta-feira (2), quando discursava ao Parlamento alemão, o Bundestag, Scholz pediu que a China descarte quaisquer possíveis intenções de enviar armamento. &#8220;Minha mensagem para Pequim é clara: use sua influência em Moscou para exigir a retirada das tropas russas da Ucrânia&#8221;, disse o premiê.</p>



<p>Antes, o responsável pela diplomacia da União Europeia (UE), o espanhol Josep Borrell, disse que, em conversa com o mais alto diplomata chinês, Wang Yi, manifestou que o fornecimento de armas seria para o bloco uma &#8220;linha vermelha&#8221; no relacionamento com a China –maior parceira comercial da UE.</p>



<p>A postura de Pequim na Guerra da Ucrânia já era tema de desgaste com o bloco ocidental: afirmando almejar uma posição neutra, o regime de Xi não condena a invasão russa em fóruns internacionais e não se dispõe a impor sanções, como manda a tradição de sua diplomacia, mas faz pedidos reiterados de moderação e paz a Kiev e Moscou.</p>



<p>Semelhante é a postura da Índia de Narendra Modi, que, sendo uma grande dependente de itens militares enviados pela Rússia, também tem se calado diante de tentativas de rechaçar a agressão russa.</p>



<p>A situação escalou, porém, após o secretário de Estado americano, Antony Blinken, sugerir que o gigante asiático considera fornecer armas para o país de Vladimir Putin. &#8220;Há vários tipos de assistência letal que eles estão ao menos contemplando providenciar, incluindo armas&#8221;, afirmou em 18 de fevereiro.</p>



<p>A China negou a acusação e chegou a afirmar dias depois, em um fórum da ONU, que enviar armas não traria a paz para o Leste Europeu, mas sim adicionaria &#8220;mais combustível ao fogo&#8221;.</p>



<p>O próprio Biden afirmou depois não achar que essa é uma possibilidade colocada na mesa. O líder americano disse ter soado o alarme para Pequim sobre possíveis consequências, mas logo afirmou que não viu isso ser feito até o momento. &#8220;Não prevejo uma grande iniciativa por parte da China para fornecer armamento à Rússia.&#8221;</p>



<p>Ainda nesta sexta-feira, o secretário de Justiça dos EUA, Merrick Garland, fez uma viagem à Ucrânia, não anunciada anteriormente, segundo a Casa Branca, por razões de segurança. No país, foi à cidade de Lviv, próxima à fronteira com a Polônia, e encontrou com o procurador-geral Andrii Kostin e um grupo de promotores internacionais para debater possíveis crimes de guerra cometidos por Moscou.</p>



<p>À CNN americana um funcionário do Departamento de Justiça disse que a ida de Garland tem como objetivo reafirmar a determinação dos EUA de responsabilizar a Rússia por crimes cometidos na guerra. A viagem ocorre cerca de duas semanas após Biden fazer uma visita surpresa a Kiev.</p>



<p><strong>(Folhapress /Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/russia-avalia-proposta-de-paz-de-lula-para-guerra-da-ucrania/">Rússia avalia proposta de paz de Lula para Guerra da Ucrânia</a><a href="javascript:void(0);"></a></p>
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		<title>Rússia ataca Ucrânia com míssil hipersônico após anúncio dos tanques</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jan 2023 17:01:46 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[#Guerra da Ucrânia]]></category>
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		<category><![CDATA[#rússia]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Rússia fez um ataque com 55 mísseis contra alvos na Ucrânia nesta quinta (26), um dia depois de Estados Unidos e Alemanha escalarem o envolvimento ocidental na guerra anunciando o envio de tanques para Kiev combater a invasão de Vladimir Putin.</p>



<p>Segundo o general Valeri Zalujni, comandante das Forças Armadas ucranianas, foram utilizados diversos mísseis, inclusive o modelo hipersônico Kinjal, lançado de interceptadores MiG-31K. Ele afirmou que 47 dos projeteis foram derrubados, o que parece otimista ante os estragos relatados em diversos pontos do país.</p>



<p>Odessa, o maior porto ucraniano, ficou sem energia e água corrente. Houve ao menos um morto em Kiev e em Vinnitsia, no oeste do país, foram registradas seis grandes explosões. Não está claro onde foi empregado o Kinjal, uma das &#8220;armas invencíveis&#8221; reveladas por Putin em 2018 e que já foi utilizado no conflito.</p>



<p>&#8220;O objetivo dos russos segue inalterado: pressão psicológica sobre os ucranianos e destruição de infraestrutura crítica. Mas nós não podemos ser quebrados&#8221;, escreveu o general no Twitter. Enquanto isso, forças de Putin têm feito avanços lentos no sul e no leste do país.</p>



<p>Em Moscou, o porta-voz do Kremlin voltou a criticar o Ocidente e sua promessa de entrega de armas pesadas. &#8220;Tudo que a aliança [ocidental] está fazendo é visto como envolvimento direto no conflito. Nós vemos isso crescer&#8221;, afirmou Dmitri Peskov em sua conversa diária com repórteres. &#8220;Esses países viraram participantes do conflito&#8221;, afirmou o poderoso Nikolai Patruchev, secretário do Conselho de Segurança da Rússia.</p>



<p>Após semanas de discussão, a quarta (26) trouxe uma novidade tática para a guerra: a Alemanha disse que irá enviar 14 tanques Leopard-2A6 e permitir a reexportação do modelo, que fabrica, por outros países para Kiev. Com isso, a Polônia recebeu luz verde para também enviar 14 Leopard-2, da versão mais antiga A4.</p>



<p>De forma algo surpreendente, dada a resistência anterior, os EUA prometeram fornecer 31 tanques M1 Abrams, sem especificar se é o modelo A1, mais antigo, ou o mais recente A2 –provavelmente o blindado mais poderoso do mundo.</p>



<p>O Reino Unido, por sua vez, já havia dito que enviaria 14 tanques Challenger-2 para ajudar o esforço de guerra do presidente Volodimir Zelenski. Esses primeiros 59 tanques não mudam em nada o balanço militar da guerra, mas sinalizam uma mudança de postura que poderá levar a tanto.</p>



<p>A Ucrânia queria 300 tanques, e especialistas falam em pelo menos 100 para que incursões contra linhas defendidas pelos russos em Kherson (sul) e Donetsk (leste) tenham alguma chance de sucesso. Outros países operadores de Leopard-2, como Espanha, Finlândia e Noruega, já se manifestaram em favor do envio. Mas mesmo isso não é uma garantia.</p>



<p>&#8220;É improvável que um grupo blindado de 30 a 50 tanques Abrams afete a situação. Se forem 200 ou 300, usados corretamente, podem ser significativos&#8221;, afirmou à Folha o diretor do Centro de Análises de Estratégias e Tecnologias, um dos principais think tanks militares russos, Ruslan Pukhov.</p>



<p>Ele crê que o Ocidente irá limitar seus envios para manter a Rússia pressionada, perdendo recursos, mas não visando &#8220;uma vitória decisiva da Ucrânia, o que é improvável de todo modo&#8221;. Pukhov diz que Moscou terá problemas se enfrentar versões mais novas do Abrams e mesmod do Leopard-2 por utilizar munição soviética mais antiga.</p>



<p>Segundo Pukhov, também há escassez de mísseis antitanques modernos, similares aos americanos Javelin que a Ucrânia operou com habilidade no começo da guerra. A Rússia tem o Kornet, mas em pouca quantidade, e depende de armas menos eficazes soviéticas.</p>



<p>Para Rob Lee, americano do King&#8217;s College (Londres) que tornou-se referência na análise da guerra, os tanques ocidentais &#8220;são boa notícia, mas não uma bala de prata&#8221;.</p>



<p>&#8220;O objetivo da Ucrânia é retomar todos seus territórios ocupados pela Rússia. Romper linhas defensivas bem preparadas e explorar esses sucessos é difícil sem uma vantagem significativa de armas combinadas, e a Ucrânia dificilmente terá superioridade aérea&#8221;, escreveu no Twitter.</p>



<p>Ele concorda que os modelos ocidentais têm vantagens na disputa direta com os russos, mas há o fator numérico. Moscou perdeu o equivalente a metade de sua frota ativa de 3.000 tanques, mas colocou muitas reservas em campo -e elas somavam 10 mil blindados antes da invasão, em fevereiro do ano passado.</p>



<p>Lee aponta outras questões. &#8220;Incorporar três tipos diferentes de tanques será uma dor de cabeça logística, mas também dará aos ucranianos mais opções para repor perdas&#8221;, afirmou. &#8220;Os novos tanques vão aumentar as chances de sucesso de Kiev, mas não garanti-las&#8221;.</p>



<p>Ele vê mais importância tática nos blindados mais leves prometidos, como o Bradley e o Stryker americanos e o Marder alemão. Eles seriam melhores que os tanques ucranianos hoje em ação -Kiev perdeu metade de seus quase mil blindados do tipo até aqui, tendo recebido um reforço de 230 da Polônia após o conflito.</p>



<p>Além das dúvidas acerca das quantidades de tanques, há a velocidade de sua entrega. O treinamento para operar Leopard-2 e Challenger-2 vai de três a seis semanas, e talvez ainda mais para o Abrams -que têm o problema adicional de usar um motor a turbina, que consome horrores, obrigando uma logística mais azeitada de fornecimento de combustível especial.</p>



<p>Nesta quinta, o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, afirmou durante um exercício militar que a primeira leva dos seus Leopard-2 estará pronta &#8220;no fim de março, começo de abril&#8221;. Restará assim ver o que fará Putin até lá.</p>



<p><strong>(Igor Gielow &#8211; Folhapress /Foto: Pexels)</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/alemanha-confirma-envio-de-tanques-a-ucrania-apos-pressao-de-aliados/">Alemanha confirma envio de tanques à Ucrânia após pressão de aliados</a><a href="javascript:void(0);"></a></p>
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		<title>Rússia ameaça guerra nuclear contra escalada militar do Ocidente na Ucrânia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jan 2023 14:39:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[#Guerra da Ucrânia]]></category>
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		<category><![CDATA[#rússia]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Guerra da Ucrânia entra em sua 48ª semana com um novo ponto de inflexão no conflito entre a Rússia, que invadiu o país vizinho em fevereiro passado, e o Ocidente, que tem sustentado militarmente os esforços de Kiev em resistir à agressão.</p>



<p>Nesta quinta (19), véspera da reunião em que aliados ucranianos prometem um pacote robusto de novas armas que pode incluir tanques de guerra até agora não enviados para o conflito, a Rússia reagiu à movimentação ameaçando o emprego de sua bomba atômica retórica: armas nucleares de verdade.</p>



<p>Representante da linha dura do Kremlin, Dmitri Medvedev, que presidiu o país em nome de Vladimir Putin de 2008 a 2012, foi ao Telegram comentar o encontro desta sexta (20) do grupo de 50 países liderados pelas forças da Otan (aliança militar ocidental) na base americana de Ramstein, na Alemanha.</p>



<p>&#8220;Baladeiros políticos subdesenvolvidos repetem como mantra: &#8216;para obter a paz, a Rússia precisa perder&#8217;. Nunca lhes ocorre trazer a seguinte conclusão elementar disso: a derrota de uma potência nuclear numa guerra convencional pode levar a uma guerra nuclear. Potências nucleares não perdem conflitos em que seu destino está em jogo&#8221;, escreveu.</p>



<p>O comunicado é interessante. Se por um lado Medvedev repete o que já disse outras vezes, apelando a uma linha que já não comove tanto os políticos ocidentais, por outro transparece uma franqueza inusitada: a admissão de que os russos podem ser derrotados.</p>



<p>Já no ambiente oficial do Kremlin, o porta-voz Dmitri Peskov foi numa linha semelhante ao comentar reportagem do jornal americano The New York Times, segundo a qual o governo de Joe Biden tem discutido apoiar uma eventual ofensiva ucraniana contra a Crimeia -península que foi anexada em 2014 pela Rússia e é a joia da coroa expansionista de Putin, sede de sua Frota do Mar Negro.</p>



<p>A reportagem é um balão de ensaio, como se diz no jargão político: para tal ataque, primeiro Kiev precisaria retomar a província de Kherson, algo que não parece tão simples. Mas Peskov mordeu a isca e indicou a reação russa.</p>



<p>&#8220;Isso significaria elevar o conflito a um novo nível que não acabará bem para a segurança europeia&#8221;, disse o porta-voz. Ele também falou sobre o comentário de Medvedev, e endossou o aliado: &#8220;Está de acordo com a doutrina nuclear russa&#8221;, disse, em referência a um dos preceitos para o emprego das armas inomináveis: risco existencial para o Estado.</p>



<p>Por outro lado, um anúncio significativo por parte da Suécia sugere que o Ocidente está disposto a testar novamente as linhas vermelhas constantemente redesenhadas pelo Kremlin. Também nesta quinta, o governo sueco, que negocia sua entrada na Otan, anunciou que vai colocar no megapacote militar de sexta um número indeterminado de sistemas de artilharia Archer, do qual tem 48 unidades.</p>



<p>É um dos melhores obuseiros autopropulsados do mundo, e dependendo da munição utilizada, pode atingir alvos a 50 km de distância. Até aqui, a Ucrânia dependia nessa categoria acima de 150 mm de calibre dos mais antiquados Msta-S soviéticos, dos quais dispunha de 40 antes do início da guerra.</p>



<p>Estocolmo também promete enviar 50 carros de combate leves. Com isso, se soma à ajuda que será liderada por até US$ 2 bilhões dos Estados Unidos -que já anunciaram incluir 50 blindados Bradley, a coisa mais próxima de um tanque de guerra por eles prometida a Kiev, e sistemas antiaéreos Patriot.</p>



<p>Aqui começam os problemas dos ocidentais e seus aliados, todos sob o guarda-chuva americano da Otan. O governo de Volodimir Zelenski quer 300 tanques para segurar a ofensiva russa no leste do país, que nesta quinta parece ter chegado ainda mais perto da vital cidade de Bakhmut, em Donetsk (Donbass).</p>



<p>Especialistas falam que 100 tanques novos já ajudariam a equilibrar o jogo. Até aqui, a Otan evitava falar no envio de tanques por temer a reação russa. Isso mudou, e o Reino Unido fez o primeiro anúncio sobre armas do tipo nesta semana, prometendo 14 Challenger-2 para o pacote europeu (que inclui aliados como Austrália) de sexta.</p>



<p>Tudo isso elevou a pressão sobre a Alemanha, que produz o tanque moderno mais utilizado na Europa, o Leopard-2. Não só para enviar alguns dos seus 376 blindados, mas principalmente para autorizar os outros operadores a enviar seu produto para uma terceira parte.</p>



<p>Berlim resiste, apesar de a questão ter ajudado a derrubar a sua ministra da Defesa, Christine Lambrecht, na segunda (16). O premiê Olaf Scholz foi cobrado no Fórum Econômico Mundial em Davos (Suíça) por colegas europeus sobre o tema, e voltou a dizer que é preciso cautela.</p>



<p>Na quarta (18), autoridades alemão falaram anonimamente que Berlim só liberaria os Leopard se Washington enviasse seus poderoso tanques M-1A2 Abrams para o conflito. A reação americana foi imediata.</p>



<p>&#8220;Acho que não estamos lá ainda. O Abrams é um equipamento complexo, caro, difícil de treinar seu uso&#8221;, afirmou Colin Kahl, assessor do Pentágono. O tanque usa um motor com turbina, como o T-80 russo, o que eleva o desempenho, mas o torna um beberrão de combustível -algo que a Ucrânia não tem sobrando.</p>



<p>Enquanto o debate ocorre, os ucranianos elevam a cobrança com os russos atacando a leste. &#8220;Nós não temos tempo. A questão dos tanques precisa ser resolvida o mais rapidamente possível, nós estamos pagando pela demora com a vida do nosso povo&#8221;, afirmou no Telegram o assessor presidencial Andrii Iermak.</p>



<p><strong>(Igor Gielow &#8211; Folhapress /Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/russia-avanca-no-leste-da-ucrania-apos-meses-de-impasse/">Rússia avança no leste da Ucrânia após meses de impasse</a><a href="javascript:void(0);"></a></p>
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		<title>Putin ordena 1º cessar-fogo da guerra; Ucrânia rejeita e vê hipocrisia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Jan 2023 19:01:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[#Guerra da Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[#mundo]]></category>
		<category><![CDATA[#rússia]]></category>
		<category><![CDATA[#vladimir putin]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou o primeiro cessar-fogo desde que suas forças invadiram a Ucrânia, em 24 de fevereiro do ano passado, e sugeriu o mesmo a Kiev –que rejeitou a proposta, considerada hipócrita.</p>



<p>Segundo o Kremlin, os ataques ao longo das frentes de batalha serão suspensos por 36 horas, a partir do meio-dia (6h em Brasília) desta sexta (6), visando facilitar a comemoração do Natal ortodoxo, celebrado no sábado (7).</p>



<p>Putin diz ter seguido orientação do patriarca da Igreja Ortodoxa russa, Cirilo, seu aliado político que sofreu diversas críticas por apoiar a ação militar contra os ucranianos.</p>



<p>&#8220;A partir do fato de um grande número de cidadãos de fé ortodoxa moram nas áreas das hostilidades, pedimos ao lado ucraniano para declarar um cessar-fogo e permitir a eles participar dos serviços na véspera e no dia do Natal&#8221;, disse Putin, segundo o comunicado.</p>



<p>Tanto Rússia quanto Ucrânia são países majoritariamente cristãos ortodoxos, embora Kiev tenha deixado de aceitar a autoridade de Cirilo em 2019, no maior cisma do cristianismo desde a reforma protestante do século 16. O Natal é celebrado em janeiro porque as denominações ortodoxas mantiveram o calendário juliano, que deixou de ser usado no Ocidente a partir de 1582 em favor do gregoriano.</p>



<p>O assessor presidencial Mikhailo Podoliak afirmou no Twitter que a proposta de Cirilo era &#8220;uma armadilha cínica e elemento de propaganda&#8221;. Depois, ante o comunicado de Putin, escreveu: &#8220;A Federação Russa deve deixar os territórios ocupados, e só aí haverá uma trégua temporária. Guarde a hipocrisia para si&#8221;.</p>



<p>O movimento de Putin parece jogar para a plateia, no mesmo dia em que voltou a dizer que aceita negociar a paz com a Ucrânia se o governo de Volodimir Zelenski &#8220;levar em conta as novas realidades territoriais&#8221;, segundo relato do Kremlin de uma conversa do russo com o presidente turco, Recep Tayyip Eerdogan, que busca mediar conversas entre os beligerantes.</p>



<p>O termo implica que a Rússia se daria por satisfeita se Kiev aceitasse a cessão das quatro regiões que foram anexadas por Putin em 30 de setembro, apesar de os russos não as controlarem integralmente. Além disso, Moscou absorveu a Crimeia em 2014, esse um fato político consumado para a grande parte da comunidade internacional, ainda que não reconhecido.</p>



<p>Kiev não aceita a excisão de quase 20% de seu território e promete lutar até o expulsar a Rússia. Ambos os países já estiveram unidos no passado, sob o império dos Románov (1613-1917) e na União Soviética (1922-1991), e Putin já deixou claro que considera a Ucrânia parte da Rússia.</p>



<p>Esta é outra trava: os ucranianos acreditam que, cedendo território, nada impedirá Moscou de voltar a atacar no futuro. Há propostas alternativa na praça, como a do ex-secretário de Estado americano Henry Kissinger, de que Kiev aceite perder a Crimeia e as áreas controladas por separatistas no Donbass (leste) de 2014 até a véspera da invasão de 2022.</p>



<p>Enquanto isso, os combates seguem, principalmente na região de Donetsk, uma das áreas anexadas e em que o controle russo é de pouco mais de 50% do território. Zelenski queixou-se na quarta (4) de que o Ocidente deveria lhe enviar novos tanques para operar na região –só há disposição, a priori, para o fornecimento de blindados menos potentes.</p>



<p>Os russos seguiram com ataques de artilharia e, em Belarus, novas unidades de Moscou chegam a cada dia. Segundo o Ministério da Defesa da ditadura aliada ao Kremlin, haverá novos exercícios militares da força conjunta dos dois países, o que aumenta a suspeita de que uma nova ofensiva poderá envolver elementos belarussos em algum momento deste ano.</p>



<p>Até aqui, Minsk só permitiu o uso de seu território por forças russas, mas não se envolveu diretamente na guerra. O ditador Aleksandr Lukachenko, que esteve recentemente com Putin, nega que irá participar do conflito, mas de forma cada vez menos convincente.</p>



<p><strong>(Igor Gielow &#8211; Folhapress /Foto: Marcos Corrêa/PR)</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/putin-veta-exportacao-de-petroleo-a-paises-que-impuseram-teto-de-preco-a-produto-da-russia/">Putin veta exportação de petróleo a países que impuseram teto de preço a produto da Rússia</a></p>
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		<title>Putin veta exportação de petróleo a países que impuseram teto de preço a produto da Rússia</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2022 17:58:32 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[#exportação]]></category>
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<p>Um decreto assinado nesta terça-feira (27) pelo presidente Vladimir Putin confirmou a retaliação que havia sido prometida por Moscou a um teto de preço estabelecido para o petróleo russo no começo deste mês por críticos da Guerra da Ucrânia.</p>



<p>De acordo com o texto, o fornecimento do produto e seus derivados será banido por ao menos cinco meses a países que aderiram ao acordo, que determinou o valor máximo de US$ 60 por barril. O veto à exportação valerá a partir de 1º de fevereiro do ano que vem.</p>



<p>No último dia 5, os países do G7, mais a União Europeia e a Austrália decidiram impor o teto como mais uma forma de sanção às ações da Rússia no país vizinho, na guerra que se estende há quase 11 meses.</p>



<p>A medida foi mais simbólica, porque o barril vinha sendo comercializado a preços menores do que o limite estipulado. Ainda assim, representantes de Moscou já haviam antecipado que a Rússia, segundo maior exportador de petróleo do mundo, não faria exportações sujeitas ao teto de preço -mesmo que isso significasse cortes na produção.</p>



<p>O decreto divulgado nesta terça, de todo modo, inclui uma cláusula que permite a Putin anular ou rever a proibição em casos especiais, ainda não especificados.</p>



<p><strong>(Folhapress /Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/lula-conversa-com-o-presidente-russo-putin/">Presidente eleito Lula conversa com o presidente russo Putin</a></p>
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		<title>Rússia diz não ver abertura para negociação de paz com Ucrânia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Dec 2022 18:55:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[#Guerra da Ucrânia]]></category>
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		<category><![CDATA[#rússia]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou nesta terça-feira (6) que a Rússia concorda com os Estados Unidos de que é necessária uma &#8220;paz justa e duradoura&#8221; com a Ucrânia, mas que não vê condições objetivas para negociações neste momento.</p>



<p>Ele respondia a um comentário feito na véspera pelo secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, que afirmou que a guerra precisava acabar nesses termos -paz justa e duradoura.</p>



<p>Na semana passada, os presidentes Joe Biden e Vladimir Putin trocaram sinalizações públicas de que seria possível discutir um fim para o conflito, que começou com a invasão do Kremlin em fevereiro.</p>



<p><strong>Igor Gielow &#8211; Folhapress /Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/putin-responde-a-biden-que-aceita-negociar-mas-recusa-deixar-a-ucrania/">Putin responde a Biden que aceita negociar, mas recusa deixar a Ucrânia</a></p>
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