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	<title>#Regras Fiscal &#8211; Diário do Acionista</title>
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		<title>Disputa no Congresso não deve impactar regra fiscal, avalia Haddad</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Apr 2023 00:01:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[#Haddad]]></category>
		<category><![CDATA[#Regras Fiscal]]></category>
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<p>A tramitação do novo arcabouço fiscal no Congresso Nacional não deverá ser impactada pela atual disputa entre a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. De acordo com ele, a disputa gira em torno do rito de aprovação das medidas provisórias, e a nova âncora fiscal será apresentada como projeto de&nbsp;lei complementar.</p>



<p>“O problema que está acontecendo ali diz respeito às medidas provisórias. Isso aqui [o arcabouço fiscal] nós estamos falando de lei complementar; a reforma da tributária, emenda constitucional. Tudo isso tá fora do jogo. Outra coisa, nós podemos mandar leis com pedido de urgência constitucional, que também não há polêmica entre Câmara e Senado”, disse em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira&nbsp;(31), na capital paulista.</p>



<p>O ministro acrescentou ainda que a “polêmica” no Congresso ocorre em relação às medidas provisórias datadas a partir de janeiro de 2023. “As medidas provisórias do governo anterior então equacionadas do ponto de vista de rito, e o que é lei complementar, projeto de lei, e emenda constitucional, também está resolvido.”</p>



<p>Haddad, que se reuniu hoje com lideranças da indústria e do ramo financeiro, afirmou que a recepção por parte dos setores, sobre o novo arcabouço, tem sido positiva. Ele voltou a dizer que a apresentação das novas regras fiscais é o começo da recuperação das contas públicas.</p>



<p>“Acho que é receptividade foi muito boa em relação ao que foi apresentado ontem. Há alguns detalhes que vão ter que ser equacionados no tempo, que vão ser apresentados. Porque o chamado arcabouço, a regra fiscal, é só o começo de um trabalho de recuperação das contas públicas para ampliar o nosso horizonte de planejamento e investimento”, disse.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Sem novos impostos</h2>



<p>O ministro da Fazenda reforçou que não haverá a criação de novos impostos ou aumento de alíquotas dos atuais tributos. De acordo com ele, o governo pretende elevar a receita fazendo com que setores que hoje desfrutam de isenções e benefícios fiscais passem a pagar imposto.</p>



<p>“Nós estamos falando daquilo que, em Brasília, se chama de jabuti, aquelas leis que foram aprovadas, muitas vezes, na calada da noite, que abriram espaço para abusos [fiscais] que, muitas vezes, foram ampliados por decisões administrativas ou judiciais, e que distorcem a competitividade da economia brasileira”, destacou.</p>



<p>“É o que a gente chama de patrimonialismo da economia brasileira, que é aquela economia do favor, do jeitinho, sempre entra alguém lá dando um jeitinho, para o seu próprio negócio, e a economia brasileira, de jeitinho em jeitinho, vai se deteriorando, como aconteceu nos últimos nos últimos anos”, acrescentou.</p>



<p>O ministro ressaltou que esse movimento não tem a ver com elevação da carga tributária, mas com reparação e recomposição da base fiscal, “para que nós possamos enfrentar as despesas relativas ao financiamento de programas sociais, da saúde e da educação, sem o abuso dos juros que se pratica hoje no Brasil”.</p>



<p>A&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2023-03/novo-marco-fiscal-limita-alta-do-gasto-70-da-variacao-da-receita" target="_blank" rel="noreferrer noopener">nova regra fiscal</a>, anunciada nesta quinta-feira (30) pelo governo, substituirá o&nbsp;teto de gastos&nbsp;que vigora desde 2016 e limita o crescimento das despesas ao ano anterior, corrigido pela inflação oficial (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo &#8211; IPCA). O novo arcabouço&nbsp;limitará o crescimento da despesa a 70% da variação da receita dos 12 meses anteriores. A ideia é&nbsp;combinar&nbsp;um limite de despesa mais flexível que o teto de gastos com uma meta de resultado primário (resultado das contas públicas sem os juros da dívida pública).</p>



<h2 class="wp-block-heading">Banco Central</h2>



<p>Na coletiva de hoje, o ministro Fernando Haddad voltou a criticar o patamar elevado da taxa básica de juros, fixada pelo Banco Central, mas disse que está agindo para aproximar a autoridade financeira ao governo. “Eu estou procurando, da minha parte, fazer o melhor papel possível para aproximar a autoridade do Banco Central do governo, para que ele [BC] se comporte como uma agência do Estado brasileiro, apartidária, que não se envolve em política, mas que ajuda a construir um cenário econômico melhor para os investidores”.</p>



<p>“Meu papel portanto é prestar as informações, é tomar as medidas que me parecem a mais adequadas do ponto de vista do governo para endereçar aquilo que interessa para a população brasileira, salvaguardar as despesas sociais, os investimentos sociais, que são muito importantes”, acrescentou.</p>



<p>Na semana passada, por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2023-03/copom-mantem-juros-basicos-da-economia-em-1375-ao-ano" target="_blank" rel="noreferrer noopener">manteve a taxa Selic</a>, juros básicos da economia, em 13,75% ao ano.</p>



<p><strong>(Bruno Bocchini &#8211; Repórter da Agência Brasil /Foto: Fernando Frazão &#8211; Agência Brasil)</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/impacto-de-nova-regra-fiscal-sobre-juros-ainda-sera-avaliado-diz-bc/">Impacto de nova regra fiscal sobre juros ainda será avaliado, diz BC</a></p>
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