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	<title>Oriente Média &#8211; Diário do Acionista</title>
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	<description>O Portal online do acionista brasileiro</description>
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		<title>Conflito no Oriente pode elevar exportações de combustível do Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 18:33:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Wellton Máximo &#8211; Repórter da Agência Brasil O agravamento das tensões .... </p>
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<p><strong>Wellton Máximo &#8211; Repórter da Agência Brasil</strong></p>



<p>O agravamento das tensões no Oriente Médio pode trazer efeitos mistos para o comércio exterior brasileiro, com possível aumento nas exportações de combustíveis e impacto temporário negativo nas vendas de alimentos. A avaliação é do diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Herlon Brandão.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1680835&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1680835&amp;o=node"></p>



<p>Em entrevista nesta quinta-feira (5) para comentar&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/balanca-comercial-tem-quarto-melhor-resultado-para-fevereiro" target="_blank" rel="noreferrer noopener">dados da balança comercial</a>, Brandão afirmou que&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/tags/conflito-no-oriente-medio" target="_blank" rel="noreferrer noopener">conflitos na região</a>&nbsp;costumam pressionar o preço do petróleo no mercado internacional, o que tende a beneficiar o Brasil, que é exportador líquido do produto.</p>



<p>“O Brasil é um exportador líquido de petróleo e, na medida em que o preço do petróleo suba, o saldo do comércio de combustíveis tende a aumentar”, disse o diretor do Mdic.</p>



<p>Por outro lado, Brandão destacou que países do Oriente Médio são importantes compradores de alimentos brasileiros, como carne de frango, milho, açúcar e produtos halal (produzidos conforme as normas islâmicas).</p>



<p>Segundo o diretor, um eventual impacto negativo nas vendas desses produtos deve ser temporário. “A demanda por alimentos nesses países não vai desaparecer. Os fluxos tendem a se normalizar”, afirmou.</p>



<p>De acordo com dados do Mdic, cerca de 32% das exportações brasileiras de milho têm como destino o Oriente Médio. A participação chega a 30% no caso da carne de aves, 17% para o açúcar e 7% para a carne bovina.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Estados Unidos</h2>



<p>Os números da balança comercial também mostram mudanças importantes no comércio do Brasil com os principais parceiros.</p>



<p>As exportações brasileiras para os Estados Unidos somaram US$ 2,523 bilhões em fevereiro, queda de 20,3% em relação ao mesmo mês do ano passado. As importações também recuaram, diminuindo 16,5% e totalizando US$ 2,788 bilhões. Com isso, o saldo comercial com o país foi negativo em US$ 265 milhões.</p>



<p>Esta foi a sétima queda consecutiva nas vendas ao mercado estadunidense, movimento associado à sobretaxa de 50% imposta pelo governo do presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros em meados de 2025. No fim de fevereiro, a Corte Suprema&nbsp;dos Estados Unidos&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2026-02/suprema-corte-dos-eua-derruba-tarifaco-imposto-por-trump" target="_blank" rel="noreferrer noopener">derrubou a sobretaxa</a>, mas as repercussões na balança comercial só devem aparecer nos próximos meses.</p>



<h2 class="wp-block-heading">China</h2>



<p>Em direção oposta, as exportações para a China registraram forte crescimento. Em fevereiro, as vendas brasileiras ao país asiático somaram US$ 7,220 bilhões, alta de 38,7% em comparação com os US$ 5,206 bilhões registrados no mesmo mês de 2025.</p>



<p>Já as importações vindas da China caíram 31,3% no período, totalizando US$ 5,494 bilhões. O resultado foi um superávit de US$ 1,73 bilhão na balança comercial com o país asiático.</p>



<p>Segundo Brandão, um dos fatores que influenciaram os números de importação foi a compra de uma plataforma de petróleo no valor de cerca de US$ 2,5 bilhões. O equipamento foi adquirido da Coreia do Sul, o que também impactou as estatísticas regionais de comércio.</p>



<h2 class="wp-block-heading">União Europeia e Argentina</h2>



<p>As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram 34,7% em fevereiro, alcançando US$ 4,232 bilhões. As importações do bloco recuaram 10,8%, para US$ 3,301 bilhões, resultando em superávit de US$ 931 milhões.</p>



<p>No comércio com a Argentina, houve retração tanto nas vendas quanto nas compras. As exportações caíram 26,5%, somando US$ 1,057 bilhão, enquanto as importações recuaram 19,2%, para US$ 850 milhões. Ainda assim, o Brasil registrou superávit de US$ 207 milhões na relação comercial com o país vizinho.</p>



<p>China, Estados Unidos, União Europeia e Argentina estão entre os principais parceiros comerciais do Brasil e influenciam diretamente o desempenho da balança comercial do país.</p>



<p><strong>Foto: Petrobras/Divulgação</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/conflito-no-oriente-medio-pode-alterar-mercado-de-oleo-e-gas/" data-type="post" data-id="54897">Conflito no Oriente Médio pode alterar mercado de óleo e gás</a></p>
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