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	<title>#Museu Nacional &#8211; Diário do Acionista</title>
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		<title>Quinta da Boa Vista, no Rio, é revitalizada para o Bicentenário</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Sep 2022 01:25:19 +0000</pubDate>
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<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1481025&amp;o=node" alt=""/></figure>



<p>O Parque da Quinta da Boa Vista, localizado no Bairro Imperial de São Cristóvão, zona norte do Rio, foi revitalizado em comemoração aos 200 anos da Independência do Brasil. A Quinta, que abrigou o palácio real, foi residência do imperador Dom Pedro I que, em 7 de setembro de 1822, rompeu com Portugal e declarou a independência do Brasil.</p>



<p>&#8220;[Foram] quatro meses de trabalho intenso, com o compromisso de entregar exatamente antes do bicentenário, para que amanhã, dia 7, no feriado, com dia lindo de sol, as pessoas possam vir aproveitar a&nbsp;Quinta&nbsp;novinha em folha&#8221;, disse a secretária municipal de conservação, Anna Laura Valente Secco.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/qpubogRZuXdnGDnizSkOA0APa04=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/trbr2867.jpg?itok=BqPRwdxK" alt="Mosaico comemorativo feito em pedras portuguesas, aos pés da estátua de D. Pedro II. A Quinta da Boa Vista, no bairro de São Cristóvão, zona norte da cidade,  é revitalizada para o Bicentenário da Independência." title="Tânia Rêgo/Agência Brasil"/></figure>



<h6 class="wp-block-heading">Mosaico comemorativo feito em pedras portuguesas, aos pés da estátua de D. Pedro II. A Quinta da Boa Vista, no bairro de São Cristóvão, zona norte da cidade, é revitalizada para o Bicentenário da Independência. &#8211;&nbsp;<strong>Tânia Rêgo/Agência Brasil</strong></h6>



<p>Um mosaico comemorativo, feito em pedras portuguesas, foi instalado aos pés da estátua de&nbsp;Dom&nbsp;Pedro II. As estátuas em homenagem a&nbsp;Dom&nbsp;Pedro I e a Imperatriz Leopoldina, bem como outros elementos históricos, como os quatro portões da&nbsp;Quinta, o Templo de Apolo e o Pagode Chinês, passaram por revitalização. Foram realizadas melhorias nos gramados, nas calçadas, na pavimentação interna, iluminação, nos banheiros e nas quadras poliesportivas. De acordo com a Secretaria de Municipal de Conservação, as obras tiveram investimento de R$ 14,6 milhões.</p>



<p>Durante a revitalização do Portão da República, também chamado de Portão da Rótula, uma surpresa: foi descoberto, encoberto pela grama, o piso original, datado de 1810. Quando o portão, originalmente na entrada da Alameda das Sapucaias, foi separado, em 1992, do restante do parque, a área ao seu redor foi aterrada e o pavimento ficou escondido. O piso original, de gnaisse, agora será devolvido para o público.</p>



<p>Já o Museu Nacional, que foi destruído e perdeu grande parte do seu acervo em incêndio ocorrido em&nbsp;setembro 2018, teve sua&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2022-09/quatro-anos-apos-incendio-museu-nacional-apresenta-fachada-restaurada" target="_blank" rel="noreferrer noopener">fachada restaurada</a>&nbsp;e foi entregue na última&nbsp;sexta-feira (2), também em comemoração ao Bicentenário da Independência. A fachada principal do Paço de São Cristóvão e o Jardim Terraço, localizado à frente do museu e também restaurado, já estão abertos para visitação.</p>



<p>A Quinta da Boa Vista inclui o antigo palácio real, que hoje abriga o Museu Nacional, e cerca de 155 mil metros quadrados de terreno. Recebeu esse nome porque, na época em que a edificação foi construída, no topo de uma colina, era possível ver a Baía de Guanabara.</p>



<p><strong>(Marina Burck &#8211; </strong><strong><em>Estagiária sob supervisão de Mário Toledo</em></strong><strong> / Foto: Tânia Rêgo &#8211; Agência Brasil) </strong></p>
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		<title>Jardim com estátuas do Museu Nacional, no Rio, é aberto ao público após incêndio</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Sep 2022 21:11:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[#Museu Nacional]]></category>
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<p>Quatro anos após o incêndio que destruiu 85% do acervo do Museu Nacional, o público pode nesta sexta-feira (2) se aproximar do Palácio São Cristóvão, na zona norte do Rio de Janeiro, e observar réplicas das estátuas que ficavam em seu topo, além de minerais resgatados, como o meteorito de Bendegó.</p>



<p>As estátuas originais, de mármore carrara, que pesam cerca de 300 quilos, deverão ficar expostas no interior do museu, quando ocorrer sua reabertura ao público, em 2027. A reinauguração da fachada restaurada contou com a presença de autoridades, como o prefeito Eduardo Paes (PSD) e pesquisadores.</p>



<p>&#8220;São 31 estátuas que representam deuses gregos de distintas áreas, que fazem referência ao conhecimento. Com muito trabalho, parceria e coragem, devolver à sociedade este que é o primeiro museu e também a primeira instituição científica brasileira&#8221;, disse Denise Carvalho, reitora da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), à qual o museu é vinculado.</p>



<p>A expectativa é que o acervo conte com novas obras e restauração das sobreviventes, que terão próteses em alguns casos. Há exatos quatro anos, as seis horas de incêndio consumiram a maior parte dos 20 milhões de itens do acervo do museu.</p>



<p>&#8220;O amarelo ocre da fachada e o verde das portas são as mesmas cores do período imperial, ressaltando o compromisso do Projeto em preservar a identidade e a trajetória arquitetônica do palácio&#8221;, disse o diretor do museu, Alexander Kellner.</p>



<p>Iniciada em novembro de 2021, a obra de restauração das fachadas e coberturas do palácio está seguindo as recomendações do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e custou cerca de R$ 23 milhões.</p>



<p>O custo estimado para a reconstrução total do museu é de R$ 385 milhões, sendo captado, até agora, R$ 244 milhões.</p>



<p>&#8220;Esse jardim na frente do Museu Nacional e o trabalho de reconstrução do prédio estão avançando. </p>



<p>Então, poder entregar esse quintal dos cariocas, que tem um simbolismo histórico especial é uma honra muito grande&#8221;, afirmou o prefeito Paes.</p>



<p>O que foi resgatado Desde o incêndio, cerca de 5.000 lotes de 14 das 25 coleções que se encontravam no palácio foram recuperados. E muito foi perdido também.</p>



<p>As chamas destruíram o caixão de madeira e os restos da sacerdotisa egípcia Sha-Amun-em-Su, mumificada por volta de 750 a.C.</p>



<p>O interior do sarcófago estava lacrado desde então, sendo revelado somente pelas chamas do incêndio. O fogo, no entanto, não atingiu nove amuletos que estavam em seu interior e que nunca tinham sido vistos antes. Entre eles, o chamado escaravelho-coração.</p>



<p>&#8220;Os egípcios acreditavam que, ao morrer, ocorreria um julgamento com 42 perguntas. Entre elas, desde se você cometeu algum homicídio ou se falou mal de alguém. O escaravelho-coração era um amuleto, em forma de besouro, que deixaria o seu coração mais leve no momento do julgamento&#8221;, explicou o arqueólogo Pedro Luiz Von Seehausen.</p>



<p>O pesquisador trabalha na recuperação do acervo egípcio, que em grande parte foi destruído. &#8220;Já encontramos cerca de 300 peças. Ele continua sendo o maior da América Latina&#8221;, disse. Entre os itens encontrados, está a estatueta em bronze do sacerdote Menkheperrê (1.000 a.C), única no mundo a representá-lo como um faraó.</p>



<p>A equipe de resgate também encontrou dois blocos com vértebras articuladas e outros ossos associados do esqueleto de um dinossauro que estava soterrado por toneladas de escombros que desabaram com o incêndio. Por conta disso, ele foi apelidado de Tiranossauro Fênix.</p>



<p>Com aproximadamente 80 milhões de anos, o fóssil havia sido originalmente resgatado em uma das expedições realizadas entre 2003 e 2006, no município de Tesouro, no Mato Grosso. Segundo especialistas, o processo de fossilização ajudou contra os danos do soterramento.</p>



<p>O chamado crânio de Luzia também foi resgatado. Encontrado na década de 1970, em Minas Gerais, seria o fóssil mais antigo das Américas, responsável por revolucionar as teorias científicas sobre ocupação do continente. Os pesquisadores do Museu Nacional encontraram o crânio e parte do fêmur.</p>



<p>Também foram recuperados os afrescos de Pompeia, que já haviam sobrevivido à erupção do vulcão Vesúvio; parte da Coleção Werner, a mais antiga do museu; o Psaronius brasiliensis, primeiro fóssil de vegetal registrado no Brasil; além de pterossauros da Coleção de Paleovertebrados e meteoritos.</p>



<p>Entre as peças perdidas estão as raras múmias de nativos da Amazônia; coleções botânicas de dom Pedro 2º e grande parte do acervo de insetos do Departamento de Entomologia. O inventário ainda está sendo contabilizado e, em 2021, um livro sobre o resgate do acervo foi lançado.</p>



<p><strong>(Bruna Fantti &#8211; Folhapress / Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)</strong></p>
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