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	<title>#Liz Truss &#8211; Diário do Acionista</title>
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	<description>O Portal online do acionista brasileiro</description>
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	<title>#Liz Truss &#8211; Diário do Acionista</title>
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		<title>De Boris Johnson a Rishi Sunak, quem são os mais cotados para suceder Liz Truss</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Oct 2022 20:15:17 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[#Liz Truss]]></category>
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<p>Mesmo antes de Liz Truss anunciar sua renúncia, nesta quinta (20), a corrida por seu assento já havia começado nos bastidores do seu Partido Conservador -uma disputa que agora movimenta também as casas de apostas especializadas.</p>



<p>De acordo com elas, o atual líder da disputa é Rishi Sunak, que comandou a pasta das Finanças na administração de Boris Johnson e havia sido derrotado por Truss nas últimas eleições indiretas.</p>



<p>É o segundo lugar do certame, porém, que mais chama a atenção -Boris em pessoa, que, alguns dizem, pode protagonizar um retorno triunfal ao cargo depois de ser defenestrado inclusive por antigos aliados há três meses.</p>



<p>Por último, vem Penny Mordaunt, ministra da Defesa no governo de Theresa May e popular entre os membros da legenda. Outras especulações incluem ainda Suella Braverman, chefe da pasta do Interior de Truss cuja saída do governo precipitou a queda da primeira-ministra.</p>



<p>A única política a confirmar sua candidatura foi Mordaunt.</p>



<p>Os aspirantes à liderança do Partido Conservador devem enviar seus respectivos nomes para o Comitê 1922, grupo que organiza a disputa interna, até a próxima segunda-feira (24). Para serem aceitos, precisam receber o apoio de ao menos cem parlamentares da sigla -e cada um deles só pode endossar um líder.</p>



<p>Como a legenda possui 357 cadeiras, só três nomes têm chances de avançar para a votação. Nesse caso, o menos votado do trio é eliminado, e a dupla restante passa por outra disputa.</p>



<p>Nos dias seguintes, a decisão passa para os cerca de 200 mil filiados ao partido, que poderão votar pela internet até a sexta-feira seguinte (28). É então que o resultado será anunciado.</p>



<p>Existe, porém, a possibilidade de que só um candidato atinja o apoio de cem parlamentares. Este será, então, declarado novo líder dos conservadores e, consequentemente, novo primeiro-ministro na própria segunda.</p>



<p>Conheça abaixo os principais cotados para primeiro-ministro do Reino Unido.</p>



<p><br><strong>BORIS JOHNSON</strong></p>



<p>Ao que tudo indica, não foi à toa que o ex-premiê britânico encerrou seu discurso de despedida ao Parlamento com a frase &#8220;hasta la vista, baby&#8221; –retirada do blockbuster &#8220;O Exterminador do Futuro 2&#8221;. Mas Boris talvez tenha dificuldades para conseguir os cem votos necessários para a sua candidatura após três anos no poder marcados por escândalos.</p>



<p>Hoje, seu nome parece dividir o partido. Alguns afirmam que é improvável que ele alcance a meta de endossos, tendo afastado dezenas de aliados ao longo de seu mandato. Mas outros argumentam que o dirigente talvez seja a melhor aposta dos conservadores para acalmar a população e o mercado em um momento de crise energética e alta do custo de vida, consequências da Guerra da Ucrânia.</p>



<p>Foi o caso do atual ministro da Defesa, Ben Wallace. Especulava-se que o ex-soldado testaria suas chances no pleito, tendo emergido com a credibilidade intacta das turbulências recentes na sigla. Mas ele, que liderou a resposta do país à invasão russa na Ucrânia, afirmou que preferiria continuar à frente de sua pasta, dizendo-se preocupado com a opinião pública em relação ao acelerado ritmo de sucessão na liderança do país.</p>



<p>Outros ministros que declararam apoio a Boris foi o dos Negócios, Jacob Rees-Mogg, que lançou até uma hashtag no Twitter, &#8220;#Borisorbust&#8221; (Boris ou fracasso), para marcar sua posição. </p>



<p><br><strong>RISHI SUNAK</strong></p>



<p>O ex-analista financeiro pode dizer &#8220;eu avisei&#8221; para os riscos do ousado plano econômico de cortes de impostos e novos auxílios de sua rival no último pleito, Liz Truss -que causou um baque como poucos no mercado e, em última instância, levou à queda da primeira-ministra.</p>



<p>Nomeado ministro das Finanças no momento em que o coronavírus chegou à Europa, em fevereiro de 2020, ele foi elogiado pelo pacote de resgates que lançou para combater a crise pandêmica.</p>



<p>Mas seu nome continua impopular entre alguns dos parlamentares por seu papel na rebelião contra Boris. Sua saída da pasta financeira foi uma das primeiras de uma série de demissões que forçaram o então primeiro-ministro a deixar o cargo.</p>



<p><br><strong>PENNY MORDAUNT</strong></p>



<p>Atual líder do governo no Legislativo, ela se notabilizou como secretária de Defesa na gestão de Theresa May, em 2019 e chegou a competir contra Liz Truss e Sunak pela liderança do partido nas últimas eleições indiretas.</p>



<p>Seu nome tem a vantagem de não ter sido manchado por escândalos de administrações anteriores. Mas ela também é novata e, até agora, não conseguiu superar Boris e Sunak nas casas de apostas.</p>



<p><br><strong>SUELLA BRAVERMAN</strong></p>



<p>Representante da ala mais à direita do partido, defendendo pautas anti-imigração, por exemplo, ela se demitiu da chefia da pasta do Interior um dia antes da queda de Truss.</p>



<p>Mesmo assim, sua participação no governo da ex-primeira-ministra pode ter queimado suas credenciais junto à sigla, e suas chances no pleito parecem limitadas segundo especialistas.</p>



<p><strong>(Folhapress /Foto: Pexels)</strong></p>
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		<title>Libra sobe mais de 1% após renúncia de Liz Truss</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Oct 2022 21:15:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[#libra]]></category>
		<category><![CDATA[#Liz Truss]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em um dia de queda global do dólar proporcionada pela maior disposição de investidores a aplicar nos mercados de ações e em outros ativos considerados mais arriscado, a moeda do Reino Unido se destacava após a renúncia nesta quinta-feira (20) da primeira-ministra britânica, Liz Truss.</p>



<p>Por volta das 11h30 (em Brasília), a libra esterlina avançava 1,23% contra o dólar, cotada a US$ 1,1332. Durante as seis semanas em que Truss comandou o país, a moeda chegou a atingir mínimas históricas contra o dólar devido à crise de confiança provocada no mercado por um pacote econômico do governo.</p>



<p>Na comparação contra o real, porém, a libra apresentava ligeira desvalorização de 0,21%, valendo R$ 5,9056. O real também figurava entre as moedas com o melhor retorno frente ao dólar nesta quinta.</p>



<p>O dólar caía 0,60% na comparação com uma cesta de moedas fortes. No mercado de câmbio doméstico, a moeda americana caía 1,06%, cotada a R$ 5,2190.</p>



<p>A moeda brasileira, além de apresentar um retorno de juros reais (com o desconto da inflação) superior ao das principais divisas, também era beneficiada pelo ânimo de investidores com a temporada de balanços trimestrais nos Estados Unidos.</p>



<p>No mercado de ações, a Bolsa de Valores brasileira subia 0,71%, de acordo com o índice de referência Ibovespa, que alcançava os 117.105 pontos.</p>



<p>A alta da Bolsa doméstica refletia o exterior, onde os principais mercados apresentavam ganhos moderados. Em Nova York, o indicador parâmetro S&amp;P 500 subia 0,90%. A Bolsa de Londres avançava 0,17%.</p>



<p>Na quarta-feira (19), o índice Ibovespa subiu 0,46%, aos 116.274 pontos, apoiado principalmente nas ações das petrolíferas Petrobras, PetroRio e 3R Petroleum, que avançaram 3,71%, 3,72% e 5,96%.</p>



<p>Essas altas tinham respaldo na valorização do petróleo. Analistas atribuíram a valorização da mercadoria a um discurso desta quarta do presidente americano Joe Biden, que foi considerado ameno quanto às novas medidas do país para conter os preços da energia.</p>



<p>Biden anunciou a liberação de barris da reserva estratégica do país, mas não aplicou medidas temidas pelo setor, como a contenção das exportações.</p>



<p>A tendência de elevação da matéria-prima ganhou impulso após a Opep (cartel de países produtores) ter anunciado há alguns dias que reduziria a produção.</p>



<p>No mercado de câmbio doméstico, o dólar comercial à vista avançou 0,41%, a R$ 5,2750 na venda. A moeda americana também apresentou força contra as principais divisas globais.</p>



<p>Já no mercado americano de ações, o índice S&amp;P 500, parâmetro da Bolsa de Nova York, cedeu 0,67%. Dow Jones e Nasdaq, que são os outros principais indicadores nova-iorquinos, recuaram 0,33% e 0,85%.</p>



<p>Dados divulgados nesta quarta sobre a alta da inflação na Europa e a fraqueza do setor imobiliário dos Estados Unidos reforçaram a perspectiva de recessão provocada pelo crédito mais caro.</p>



<p>Incertezas sobre a economia tendem a derrubar Bolsas e a valorizar o dólar porque levam mais investidores a aplicarem em ativos de renda fixa dos Estados Unidos.</p>



<p>Os títulos de referência do Tesouro americano alcançaram um rendimento médio de 4,12% nesta quarta e, com isso, renovaram o seu maior patamar em 14 anos. Os juros de referência negociados pelo mercado no Brasil para os próximos anos também subiram nesta sessão.</p>



<p>O pessimismo quanto à alta dos juros limitou o ânimo dos investidores americanos com os resultados apresentados na véspera por grandes bancos e pela Netflix, cujas ações dispararam 13% e registraram o melhor desempenho entre os papéis do S&amp;P 500.</p>



<p>A gigante de streaming reverteu perdas de clientes e registrou 2,4 milhões de novos assinantes em todo o mundo no terceiro trimestre, mais que o dobro que o esperado por analistas.</p>



<p>Ainda sobre a economia americana, dados divulgados nesta quarta apontaram que construção de moradias nos Estados Unidos caiu mais do que o esperado em setembro.</p>



<p>Números dos financiamentos habitacionais, tipo de crédito muito popular entre americanos, reforçaram que os juros elevados já provocam perdas nesse segmento.</p>



<p>Os pedidos de hipoteca caíram pelo quarto mês, para o nível mais baixo desde 1997, enquanto a taxa de hipoteca fixa de 30 anos atingiu 6,94%, o nível mais alto desde 2002, segundo a MBA (associação dos banqueiros imobiliários).</p>



<p>A política monetária agressiva do Fed (Federal Reserve, o banco central americano) enfraqueceu significativamente o mercado imobiliário, com a maioria dos indicadores caindo para níveis vistos pela última vez durante a primeira onda da pandemia da Covid-19, em 2020.</p>



<p>Em contraste, outros setores da economia, como o mercado de trabalho, mostraram resiliência apesar das tentativas do banco central dos EUA de esfriar a demanda.</p>



<p>Desde março, o Fed elevou sua taxa de juros de quase zero para uma faixa de 3% a 3,25% ao ano, e a expectativa agora é de que ela termine o ano na faixa de 4%, com a inflação ainda a mostrar sinais de abrandamento.</p>



<p>Dados desta quarta-feira mostraram que a inflação anual no Reino Unido atingiu 10,1% em setembro e voltou a uma máxima de 40 anos, repetindo recorde atingido em julho. Isso coloca mais pressão sobre o Banco da Inglaterra para aumentar a taxa de juros.</p>



<p>Já a inflação ao consumidor de setembro na zona do euro foi revisada de 10% para 9,9%, mas ainda está na máxima recorde, resultado que também destaca as expectativas do mercado de mais incrementos no custo do crédito na Europa.</p>



<p><strong>(Clayton Castelani &#8211; Folhapress /Foto: Pexels)</strong></p>
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		<title>Liz Truss renuncia ao cargo de primeira-ministra no Reino Unido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Oct 2022 13:04:20 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[#Liz Truss]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Liz Truss, primeira-ministra do Reino Unido, renunciou ao cargo na manhã desta quinta-feira (20) após uma grave crise de confiança atingir seu mandato. Ela está há 45 dias no cargo.</p>



<p>Segundo Truss, haverá um novo processo de escolha de um novo premiê. Ela anunciou sua decisão ao Rei Charles 3º, bem como ao líder do comitê que irá escolher o seu sucessor. Ela ficará no cargo até que o novo nome seja anunciado.</p>



<p>No pronunciamento, Truss foi breve: ela afirmou que não poderia mais seguir adiante com os planos traçados para ela na época de sua eleição, quando foi escolhida para substituir Boris Johnson. A premiê disse que este é um momento de grande &#8220;instabilidade econômica e internacional&#8221;.</p>



<p>Com isso, Truss se tornou a primeira-ministra com passagem mais rápida por Downing Street.</p>



<p>Truss venceu a disputa para substituir Boris Johnson com uma plataforma de grandes cortes de impostos para estimular o crescimento. Ela prometeu também gastos bilionários com subsídios às contas de energia, que subiram mais de 300% nos últimos dois anos. O país, como outros, enfrenta as consequências da guerra na Ucrânia e os efeitos da pandemia.</p>



<p>Mas a ausência de quaisquer detalhes de como os cortes seriam financiados levou os mercados ao colapso.</p>



<p>Na semana passada, o novo ministro das Finanças, Jeremy Hunt, reverteu todas as mudanças anunciadas pela primeira-ministra, aprofundando a crise no governo, mas sinalizando &#8220;paz&#8221; ao mercado financeiro. </p>



<p>Entre as principais decisões, está que a ajuda às famílias para pagar as contas de energia será limitada a seis meses, em vez dos dois anos prometidos por Truss e o ministro antigo.</p>



<p>Hunt detalhará, em 31 de outubro, como o Executivo pretende reduzir o endividamento a médio prazo, outra oportunidade para acalmar os mercados e tentar recuperar o rumo econômico.</p>



<p><strong>(Folhapress /Foto: Wenn/FramePhoto/Folhapress)</strong></p>
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		<title>Ministra renuncia no Reino Unido, com Truss lutando para seguir no cargo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Oct 2022 19:19:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[#Liz Truss]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A ministra do Interior do Reino Unido, Suella Braverman, apresentou nesta quarta-feira (19) sua renúncia à primeira-ministra do país, Liz Truss, que luta para seguir no cargo pouco mais de 40 dias após a posse.</p>



<p>Enquanto Truss falava mais cedo no Parlamento britânico, a oposição ria e gritava para que ela deixasse o gabinete.</p>



<p>&#8220;Eu já deixei bem claro que lamento e que cometi erros&#8221;, disse ela durante sessão de perguntas e respostas na Casa dos Comuns.</p>



<p>Essa será a segunda troca de ministros no breve governo de Truss. O primeiro foi o das Finanças, Kwasi Kwarteng, que foi demitido na semana passada após capitanear um plano econômico polêmico.</p>



<p>Truss venceu a disputa para substituir Boris Johnson com uma plataforma de grandes cortes de impostos para estimular o crescimento. Mas a ausência de quaisquer detalhes de como os cortes seriam financiados levou os mercados ao colapso.</p>



<p>A libra também caiu e o custo da dívida pública disparou, encarecendo os juros de empréstimos a famílias e empresas. O Banco da Inglaterra precisou intervir para evitar que a situação se transformasse em uma crise financeira, com um programa maciço de compra de dívida de longo prazo.</p>



<p>Na semana passada, o novo ministro das Finanças, Jeremy Hunt, reverteu todas as mudanças anunciadas pela primeira-ministra, aprofundando a crise no governo. Entre as principais decisões, a ajuda às famílias para pagar as contas de energia será limitada a seis meses, em vez dos dois anos prometidos por Truss e Kwarteng.</p>



<p><strong>(Folhapress /Foto: Wenn/FramePhoto/Folhapress)</strong></p>
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		<title>Liz Truss reconhece &#8216;tempestade&#8217;, mas defende gestão após 1º mês turbulento no Reino Unido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Oct 2022 22:03:32 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[#Liz Truss]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Assim que assumiu como primeira-ministra do Reino Unido, há exatamente um mês, Liz Truss prometeu no discurso de posse &#8220;colocar a nação no caminho do sucesso&#8221;. Em 30 dias no cargo, porém, a via foi mais de turbulência, que atingiu o mercado financeiro, os rumos das crises que os britânicos enfrentam e a popularidade de seu Partido Conservador -que tem o futuro no poder já sob ameaça.</p>



<p>O clima é tal que nesta quarta (5) a política usou o discurso que encerrou o congresso anual da legenda para fazer uma enfática defesa de seu plano, tentando consolidar uma autoridade cada vez mais questionada.</p>



<p>É verdade que ela herdou múltiplos problemas de Boris Johnson: inflação acima de 10% pela primeira vez em 40 anos, alta do custo de vida, o descrédito devido ao &#8220;partygate&#8221; -escândalo de políticos quebrando regras de isolamento na pandemia que, por fim, levaria à queda do antecessor. Houve também o imponderável da morte da rainha Elizabeth 2ª no segundo dia da gestão, com o luto nacional levando por terra o compromisso de agir rápido.</p>



<p>A questão é que, quando o novo secretário de Finanças, Kwasi Kwarteng, anunciou no último dia 23 um pacote de corte de impostos de 45 bilhões de libras -o maior em 50 anos- e aumento de empréstimos, a situação piorou.</p>



<p>O mercado reagiu mal. A moeda britânica caiu para o menor patamar em relação ao dólar desde 1985, e o Banco da Inglaterra se dispôs a comprar 65 bilhões de libras em títulos do governo para salvar fundos de pensão. Até o Fundo Monetário Internacional (FMI) fez uma rara crítica pública à sexta maior economia do mundo. E, nesta quarta, as taxas de juros passaram de 6%, em média -o mais alto índice desde a crise financeira de 2008-, impactando milhões de britânicos com financiamentos imobiliários.</p>



<p>Acusada de aumentar a dívida do país e governar para os ricos, Truss diz que essa é a única maneira de a economia crescer. &#8220;Nesses tempos difíceis, devemos agir. Estou decidida a fazer o Reino Unido avançar para superar a tempestade&#8221;, afirmou, em fala de mais de 30 minutos, na qual foi aplaudida de pé pelos conservadores, mas brevemente interrompida por ativistas da ONG Greenpeace com a faixa &#8220;Quem votou por isso?&#8221;.</p>



<p>&#8220;Cortar impostos é a coisa certa a fazer, moral e economicamente. Por muito tempo o debate econômico foi sobre como repartir uma torta limitada. Em vez disso, temos que fazer a torta crescer para que todos possam receber um pedaço maior&#8221;, disse a primeira-ministra. &#8220;Sempre que há uma mudança, há uma desordem. Nem todos serão a favor, mas o mundo inteiro se beneficiará do resultado.&#8221;</p>



<p>Para Tony Travers, professor do Departamento de Governo da London School of Economics, a grande falha do governo foi ter feito um plano às pressas. &#8220;Políticos dirão que a culpa é de [Vladimir] Putin, que o mesmo acontece em outros países, é um fenômeno global. Mas ninguém no mercado financeiro acredita nisso&#8221;, disse.</p>



<p>&#8220;Anunciaram um corte radical de impostos e subsídio de energia sem preparar o sistema político ou o mercado e sem incluir no cenário instituições que dão credibilidade ao governo, como o Escritório de Responsabilidade Orçamentária.&#8221;</p>



<p>A desvalorização da moeda, por outro lado, não preocupa tanto o especialista. &#8220;Crises na libra fazem parte da vida pública britânica. Na história recente, houve uma por causa da Crise de Suez em 1956, outra épica na Quarta-Feira Negra em 1992. Esses &#8216;dramas&#8217; e seus impactos políticos não são algo novo; o Reino Unido se recupera e segue em frente.&#8221;</p>



<p>Sob pressão, porém, Kwaseng e Truss voltaram atrás nesta semana e desistiram de reduzir a alíquota de imposto de renda de quem ganha acima de 150 mil libras por ano. Apesar do início problemático, Travers não acredita que Truss esteja ameaçada -ainda.</p>



<p>&#8220;É muito difícil imaginar os conservadores se livrarem dela tão rapidamente. Eles já tiveram quatro líderes, e portanto quatro primeiros-ministros, desde 2010. Ter o quinto os faria parecer um partido político desesperado que busca transferir o próprio problema para o país. Ela está a salvo.&#8221;</p>



<p>Não dá para dizer o mesmo da legenda em si, entretanto. Uma pesquisa de opinião do instituto YouGov na semana passada mostrou Truss com menos popularidade que Boris em seus piores momentos e deu aos trabalhistas vantagem de 33 pontos percentuais sobre os rivais. No sistema britânico, eleitores votam nos deputados que compõem o Parlamento, e o líder da sigla que detém a maioria é o primeiro-ministro.</p>



<p>As próximas eleições gerais são em 2024, mas a oposição aproveita o momento. O líder trabalhista, Keir Starmer, disse que &#8220;o governo perdeu o controle da economia&#8221;, e mesmo um conservador, o ex-secretário de Transportes Grant Shapps, afirmou que Truss poderia enfrentar um voto de censura de seus correligionários se não começar a melhorar sua aprovação.</p>



<p>&#8220;Sob a liderança de Starmer, o partido se tornou mais moderado. Mas o mais benéfico para os trabalhistas é o fato de os conservadores terem feito mal para a própria imagem. Historicamente, eles são conhecidos por gerenciar bem a economia, ter estado no poder por 65% do tempo desde 1945. Ao mancharem essa reputação, mancham o motivo pelo qual foram bem-sucedidos por tanto tempo&#8221;, diz Travers.</p>



<p>&#8220;Os conservadores estão no poder há mais de 12 anos e ficaram períodos longos para um único partido em uma democracia. Também lutam contra uma inevitável perda de apoio que qualquer sigla tem com o tempo nesse sistema. Mas, como em uma previsão do tempo, o clima está pior agora do que em qualquer ponto dos últimos 12 anos e meio.&#8221;</p>



<p><strong>(Marina Izidro &#8211; Folhapress /Foto: A7 Press/Folhapress)</strong></p>
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