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	<title>#juros &#8211; Diário do Acionista</title>
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	<description>O Portal online do acionista brasileiro</description>
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	<title>#juros &#8211; Diário do Acionista</title>
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		<title>Inflação, juro e trabalho escravo ganharam foco no debate econômico das redes sociais em março</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Mar 2023 23:56:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[#inflação]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O debate das redes sociais fechou o mês de março com atenção para a questão inflacionária no país, que ocupou quase 40% das manifestações sobre os temas econômicos no período, segundo o monitoramento da agência de análise de dados e mídia .Map. Entre todos os assuntos dos temas gerais mais debatidos, a inflação entrou no top 10.</p>



<p>O tom de comemoração pela queda no preço da carne, que vinha se firmando nas últimas semanas, chegou ao fim do mês com a tendência positiva exaltada pelos perfis de esquerda e lulistas.</p>



<p>Ainda segundo o monitoramento, as finanças tiveram presença em torno de 12% das postagens sobre economia. A insatisfação com os juros parece ter sido um consenso nos debates sobre o tema, mas aproximadamente 28% aprovam a atuação do Banco Central em manter o patamar mais alto. Segundo a .Map, o resultado de março mostra que o assunto migrou da imprensa para as redes sociais.</p>



<p>O mercado de trabalho foi outro tema que recebeu a atenção do internauta, com 8% das menções nas postagens de economia, estimulado pelas recentes denúncias de exploração de mão de obra nos casos de trabalho análogo à escravidão.</p>



<p><strong>(Joana Cunha &#8211; Folhapress /Foto: Pexels)</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/impacto-de-nova-regra-fiscal-sobre-juros-ainda-sera-avaliado-diz-bc/">Impacto de nova regra fiscal sobre juros ainda será avaliado, diz BC</a><a href="javascript:void(0);"></a></p>
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		<title>Queda no crédito para empresas se intensifica com juros altos e efeito Americanas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Mar 2023 15:24:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[#créditos]]></category>
		<category><![CDATA[#empresa]]></category>
		<category><![CDATA[#juros]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>As concessões de novos empréstimos e financiamentos para empresas recuaram com mais intensidade em fevereiro em meio ao cenário de juros elevados e ao efeito do caso Americanas, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (29).</p>



<p>Houve queda de 8,3%, para R$ 185,5 bilhões em fevereiro, nas concessões com os chamados recursos livres (em que as taxas são negociadas livremente entre bancos e tomadores), na comparação com janeiro. A série considera o valor ajustado, com a finalidade de minimizar os efeitos sazonais sobre os dados.</p>



<p>Em janeiro, o indicador já havia registrado retração de 5,6% frente ao mês anterior. Em 12 meses, os dados mostram um crescimento de 14% -uma desaceleração, já que no primeiro mês de 2023 o aumento no período interanual era de 16,8%.</p>



<p>O chefe do departamento de estatísticas do BC, Fernando Rocha, ressaltou em entrevista coletiva sobre os dados que a desaceleração do crédito, quando observadas as variações do saldo em 12 meses, vem de meados de 2022, na esteira de uma atividade econômica mais fraca.</p>



<p>&#8220;Em geral, quando se olha o crédito total, os pontos de máxima estão por volta de junho ou julho do ano passado, sempre na comparação de 12 meses. A partir do segundo semestre tem uma desaceleração do crédito, o que significa que ele continua crescendo, porém a taxas menores&#8221;, afirmou.</p>



<p>&#8220;E no segundo semestre do ano passado é um momento em que houve também uma desaceleração da própria atividade econômica como um todo no país, medida pelo PIB [Produto Interno Bruto], por exemplo&#8221;, acrescentou.</p>



<p>Ele destacou ainda que o ciclo de aperto da política monetária também vem contribuindo para a desaceleração do crédito. Em agosto do ano passado, a taxa básica de juros (Selic) foi fixada nos atuais 13,75% ao ano -maior patamar desde o fim de 2016.</p>



<p>Em fevereiro, os juros médios continuaram em níveis elevados. Exclusivamente para pessoas jurídicas, a taxa média ficou em 24,2% -redução de 1,1 ponto percentual ante janeiro -e a inadimplência no segmento de recursos livres atingiu 2,4% em fevereiro deste ano, aumento de 0,1 ponto percentual na comparação com o mês anterior.</p>



<p>Já para pessoas físicas, também nos recursos livres, os juros médios alcançaram 58,3%, o que representa elevação de 1,7 ponto percentual. A inadimplência, por sua vez, se manteve estável em 6,1%.</p>



<p>A economista da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), Izis Ferreira, destaca que os empresários sentem o esfriamento no crédito antes do que os consumidores e que a intenção de investimento das empresas vem caindo.</p>



<p>&#8220;Esse movimento tem a ver com a alta de juros, com a dificuldade que essas empresas estão encontrando para se financiar e com a dificuldade para operar. Quando o empresário vai negociar prazos com fornecedor, com credor, está mais difícil de conseguir prazos e, quando ele consegue, consegue a um custo muito maior&#8221;, afirmou.</p>



<p>Segundo a especialista, o cenário de crédito mais caro, escasso e restrito tem levado essas empresas de grande porte a uma condição de endividamento pior. &#8220;Está mais difícil renegociar dívidas, as dívidas aumentaram de valor. Quando você está falando de uma dívida pós-fixada, quanto maior forem os juros, pior.&#8221;</p>



<p>Ferreira diz que ainda há temor de uma crise de crédito no país, embora considere que o Brasil tenha condições de liquidez diferenciadas. &#8220;Não posso dizer que esse risco diminuiu ainda, muito pelo contrário, porque a gente não tem perspectiva de queda de juro e de melhora do nível de atividade em um cenário de inadimplência alta&#8221;, disse.</p>



<p>Para a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), a carteira total de crédito segue um movimento de acomodação, refletindo fatores como perda de tração da atividade, alta da inadimplência, condições financeiras mais restritivas, além do episódio envolvendo as Lojas Americanas.</p>



<p>&#8220;Já se esperava um recuo nos saldos e nas concessões, mas os números de fevereiro, especialmente no segmento livre de PJ [pessoas jurídicas], vieram piores do que a expectativa média do mercado&#8221;, afirmou.<br>A entidade diz que será importante observar o comportamento do crédito em março para verificar se os dados de fevereiro foram &#8220;um ponto especifico ou se indicam um recuo mais forte das concessões&#8221;.</p>



<p>Os números divulgados pelo BC mostram também que, em fevereiro, houve queda de 7,7% no estoque de crédito da modalidade de desconto de duplicatas e recebíveis para pessoas jurídicas -comportamento que se deu na direção contrária ao esperado para o mês, quando havia expectativa por estabilidade ou ligeiro aumento.</p>



<p>A modalidade está ligada ao crédito sacado, operação tradicional no varejo brasileiro por meio da qual se desconta ou se securitiza o fluxo futuro de vencimentos da empresa –e que esteve no centro da crise que levou a Americanas à recuperação judicial.</p>



<p>De acordo com o chefe do departamento de estatísticas do BC, não dá para cravar que a queda desses dados tenha ocorrido por efeito das Lojas Americanas. &#8220;Tem um impacto pontual, mas não dá para dizer que a queda neste mês foi devido a isso, pode ser um dos fatores&#8221;, disse.</p>



<p>Para Rocha, a crise da varejista Americanas teve efeito &#8220;pontual&#8221; no crédito em modalidades específicas e, em seu entendimento, não parece haver risco de contaminação.</p>



<p>O cenário de crédito no país esteve no centro da discussão do Copom (Comitê de Política Monetária) do BC, conforme mostrou ata divulgada na terça-feira (28).</p>



<p>No encontro da última semana, os participantes do colegiado do BC expressaram opiniões divergentes. Para alguns membros, &#8220;deve-se esperar ainda um aumento da inadimplência e uma desaceleração na concessão do crédito&#8221;. Já outros observaram que &#8220;o aperto nas concessões de crédito foi mais intenso do que o esperado, mas focalizado em alguns mercados específicos [sem detalhar quais]&#8221;.</p>



<p>Apesar das diferenças de opiniões, o BC ressaltou que possui instrumentos de liquidez para lidar com eventuais fricções no mercado de crédito.</p>



<p>(Nathalia Garcia &#8211; Folhapress /Foto: <a href="https://www.pexels.com/pt-br/foto/homem-de-negocios-de-colheita-dando-contrato-para-mulher-assinar-3760067/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pexels</a>)</p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/empresas-de-capital-aberto-vao-levar-estudo-ao-governo-para-questionar-multa-fiscal-de-150/">Empresas de capital aberto vão levar estudo ao governo para questionar multa fiscal de 150%</a><a href="javascript:void(0);"></a></p>
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		<title>Ata do Copom reforça possibilidade de subir taxa de juros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Mar 2023 20:10:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[#Copom]]></category>
		<category><![CDATA[#juros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reforçou .... </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reforçou a possibilidade de subir a taxa Selic, juros básicos da economia, caso o processo de desinflação não transcorra como esperado. A instituição diz que “segue vigilante”, avaliando se a estratégia de manutenção da taxa por período prolongado será capaz de assegurar a convergência da inflação.</p>



<p>“O Comitê reforça que irá perseverar até que se consolide não apenas o processo de desinflação, como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas, que mostrou deterioração adicional, especialmente em prazos mais longos”, diz a ata da última reunião do Copom, divulgada nesta terça-feira (28).</p>



<p>O encontro ocorreu na semana passada e, na ocasião, o colegiado manteve a Selic em 13,75% pela quinta vez consecutiva. A taxa está em 13,75% desde agosto do ano passado, mais alto nível desde janeiro de 2017, quando também estava neste patamar.</p>



<p>Anteriormente, o Copom tinha elevado a Selic por 12 vezes consecutivas, em um ciclo que começou em meio à alta dos preços de alimentos, energia e combustíveis. A taxa básica de juros é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle e, mais uma vez, o comitê disse que não hesitará em retomar o ciclo de aperto monetário.</p>



<p>Por outro lado, a Selic em alta leva à desaceleração da economia e redução dos investimentos e, por isso, a decisão do BC vem sendo criticada pelo governo federal.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Política fiscal</h2>



<p>A ata do Copom menciona incertezas em relação ao futuro arcabouço fiscal em elaboração pelo Ministério da Fazenda, mas elogia a recente reoneração parcial da gasolina e do etanol. “O comitê avalia que o compromisso com a execução do pacote fiscal demonstrado pelo Ministério da Fazenda, e já identificado nas estatísticas fiscais e na reoneração dos combustíveis, atenua os estímulos fiscais sobre a demanda, reduzindo o risco de alta sobre a inflação no curto prazo”, diz o documento.</p>



<p>O BC ressalta que não há relação mecânica entre a convergência de inflação e a apresentação do arcabouço fiscal, pois a primeira reage às expectativas de inflação, às projeções da dívida pública e aos preços de ativos. Ainda assim, segundo o Copom, a harmonia entre política monetária e fiscal reduz distorções do mercado, diminui a incerteza, facilita o processo de desinflação e fomenta o pleno emprego ao longo do tempo.</p>



<p>“O comitê destaca que a materialização de um cenário com um arcabouço fiscal sólido e crível pode levar a um processo desinflacionário mais benigno através de seu efeito no canal de expectativas, ao reduzir as expectativas de inflação, a incerteza na economia e o prêmio de risco associado aos ativos domésticos”, diz o documento. “Nesse aspecto, o comitê reforça a importância de que a concessão de crédito, público e privado, se mantenha com taxas competitivas e sensíveis à taxa básica de juros”, completa.</p>



<p>Para o órgão, o cenário básico para a inflação envolve fatores de risco em ambas as direções. Entre os riscos de alta, além da elevada incerteza sobre o futuro do arcabouço fiscal do país e seus impactos sobre a dívida pública, está uma maior persistência das pressões inflacionárias globais e uma desancoragem maior, ou mais duradoura, das expectativas de inflação para prazos mais longos.</p>



<p>Entre os riscos de baixa, o Copom destaca uma queda adicional dos preços das commodities (produtos primários) internacionais em moeda local, uma desaceleração da atividade econômica global mais acentuada do que a projetada e uma desaceleração na concessão doméstica de crédito maior do que seria compatível com o atual estágio do ciclo de política monetária.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cenário econômico</h2>



<p>O Copom informou que o ambiente internacional se deteriorou desde a última reunião do órgão, em fevereiro, com bancos nos Estados Unidos e na Europa em problemas e com a inflação persistente na maioria dos países. “A política monetária nas economias centrais segue avançando em trajetória contracionista. O ambiente externo segue marcado pela perspectiva de crescimento global abaixo do potencial”, diz a ata.</p>



<p>Na economia doméstica, a desaceleração econômica continua, como esperado, e a expectativa de inflação se mantém acima do teto da meta. Também se observa um aperto adicional nas condições para concessão de crédito em algumas modalidades.</p>



<p>“Após um período de forte recuperação nos dois últimos anos, iniciou-se um processo de desaceleração do crescimento no setor de bens duráveis, que havia sido particularmente impulsionado na pandemia, e que é mais sensível à política de juros. A desaceleração se espalhou para o setor de bens não duráveis e, posteriormente, para o setor de serviços, ainda que de forma mais branda. O Copom segue avaliando que a desaceleração econômica em curso é necessária para garantir a convergência da inflação para suas metas, particularmente após período prolongado de inflação acima das metas”, diz a ata.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Projeções</h2>



<p>Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação é de 3,25% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 1,75% e o superior de 4,75%.</p>



<p>As projeções de inflação do Copom são de 5,8% para 2023 e 3,6% para 2024. As projeções para a inflação de preços administrados são de 10,2% para 2023 e 5,3% para 2024. No horizonte de seis trimestres à frente, referente ao terceiro trimestre de 2024, a projeção de inflação acumulada em 12 meses situa-se em 3,8%.</p>



<p>O Copom ainda adotou uma hipótese de bandeira tarifária “amarela” em dezembro de 2023 e 2024, além de taxa de câmbio partindo de R$ 5,25 e preço do petróleo seguindo a curva de alta pelos próximos seis meses e aumentando 2% ao ano posteriormente.</p>



<p>A projeção do BC para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista – 3%, mas ainda dentro do intervalos de tolerância de 1,5 ponto percentual.</p>



<p>O comitê avalia que a dinâmica da desinflação segue em dois estágios distintos, o primeiro, já encerrado, com velocidade de desinflação maior e o segundo, com menor velocidade. “Tal processo demanda serenidade e paciência na condução da política monetária para garantir a convergência da inflação para suas metas”, argumentou o BC.</p>



<p>Segundo o Copom, adicionalmente, o comportamento das expectativas é um aspecto fundamental do processo inflacionário, pois afeta a definição de preços e salários presentes e futuros. “À medida que se projeta inflação mais alta à frente, empresas e trabalhadores passam a incorporar tal inflação futura em seus reajustes de preços e salários. Assim, há maior elevação de preços no período corrente, e o processo inflacionário é alimentado por essas expectativas.”</p>



<p><strong>(Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil /Foto: Marcello Casal Jr &#8211; Agência Brasil)</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/copom-mantem-juros-basicos-da-economia-em-1375-ao-ano-2/">Copom mantém juros básicos da economia em 13,75% ao ano</a></p>
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		<title>Copom mantém juros básicos da economia em 13,75% ao ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Mar 2023 23:31:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[#juros]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar da desaceleração da economia e das pressões de parte do .... </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Apesar da desaceleração da economia e das pressões de parte do governo, o <a href="https://www.bcb.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Banco Central </a>(BC) não mexeu nos juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic, juros básicos da economia, em 13,75% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1518044&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1518044&amp;o=node"></p>



<p>Em comunicado, o Copom informou que o ambiente internacional se deteriorou desde a última reunião do órgão, com bancos nos Estados Unidos e na Europa em problemas e com a inflação na maioria dos países não cedendo. Na economia doméstica, a desaceleração continua, com a inflação acima do teto da meta. O texto menciona incertezas em relação ao futuro arcabouço fiscal em elaboração pelo governo, mas elogia a recente reoneração parcial da gasolina e do etanol.</p>



<p>“Por um lado, a recente reoneração dos combustíveis reduziu a incerteza dos resultados fiscais de curto prazo. Por outro lado, a conjuntura, marcada por alta volatilidade nos mercados financeiros e expectativas de inflação desancoradas em relação às metas em horizontes mais longos, demanda maior atenção na condução da política monetária”, destacou o comunicado. “Nesse cenário, o Copom reafirma que conduzirá a política monetária necessária para o cumprimento das metas.”</p>



<p>A taxa continua no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano. Essa foi a quinta vez seguida em que o BC não mexeu na taxa, que permanece nesse nível desde agosto do ano passado. Anteriormente, o Copom tinha elevado a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis.</p>



<p>De março a junho de 2021, o Copom elevou a taxa em 0,75 ponto percentual em cada encontro. No início de agosto do mesmo ano, o BC passou a aumentar a Selic em 1 ponto a cada reunião. Com a alta da inflação e o agravamento das tensões no mercado financeiro, a Selic foi elevada em 1,5 ponto de outubro de 2021 até fevereiro de 2022. No ano passado, o Copom promoveu dois aumentos de 1 ponto, em março e maio, e dois aumentos de 0,5 ponto, em junho e agosto.</p>



<p>Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica, iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Inflação</h2>



<p>A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em fevereiro, o indicador fechou em 5,6% no acumulado de 12 meses . Desde o fim do ano passado, a inflação vem subindo por causa dos alimentos, da reversão parcial das desonerações sobre os combustíveis e de aumentos típicos de início de ano, como gastos com educação e saúde.</p>



<p>O índice fechou o ano passado acima do teto da meta de inflação. Para 2023, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 4,75% nem ficar abaixo de 1,75% neste ano.</p>



<p>No <em>Relatório de Inflação</em> divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária estimava que o IPCA fecharia 2023 em 5% no cenário base. A projeção, no entanto, pode ser revista na nova versão do relatório, que será divulgada no fim de março.</p>



<p>As previsões do mercado estão menos otimistas. De acordo com o boletim <em>Focus</em>, pesquisa semanal com instituições financeiras e divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 5,75%. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 5,89%.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Crédito mais caro</h2>



<p>A elevação da taxa Selic ajuda a controlar a inflação. Isso porque juros maiores encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas mais altas dificultam a recuperação da economia. No último <em>Relatório de Inflação</em>, o Banco Central projetava crescimento de 1% para a economia em 2023.</p>



<p>O mercado projeta crescimento menor. Segundo a última edição do boletim <em>Focus</em>, os analistas econômicos preveem expansão de 0,88% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) neste ano.</p>



<p>A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.</p>



<p>Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/ZQ0bxYTZPpeZFXLc88ba8qZoJqA=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/atoms/image/infografia_selic.png?itok=1WyCT-R3" alt="infografia_selic" title="ArteDJOR"/><figcaption>infografia_selic &#8211; <strong>ArteDJOR</strong><br></figcaption></figure></div>



<p><strong>(Wellton Máximo &#8211; Repórter da Agência Brasil /Foto: Marcello Casal Jr &#8211; Agência Brasil)</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/lula-diz-que-vai-continuar-batendo-para-que-bc-reduza-taxa-de-juros/">Lula diz que vai ‘continuar batendo’ para que BC reduza taxa de juros</a></p>
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		<title>Lula diz que vai &#8216;continuar batendo&#8217; para que BC reduza taxa de juros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Mar 2023 19:59:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[#Banco Central]]></category>
		<category><![CDATA[#juros]]></category>
		<category><![CDATA[#lula]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a pressionar .... </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a pressionar o Banco Central e atacar a Selic (taxa básica de juros) no Brasil, afirmando que é uma &#8220;irresponsabilidade&#8221; mantê-la no patamar de 13,75%. Lula disse que vai continuar &#8220;batendo&#8221; e &#8220;tentando brigar&#8221; para que ela possa ser reduzida.</p>



<p>Lula também voltou a atacar o presidente do BC, Roberto Campos Neto, embora não o tenha citado nominalmente. O chefe do Executivo afirmou que não pode demiti-lo, pois depende do Senado para encerrar o seu mandato. No entanto, acrescentou que ele não se importa com os termos previstos na legislação que prevê a autonomia do BC.</p>



<p>Lula concedeu entrevista na manhã desta terça-feira (21) ao portal Brasil 247. O mandatário foi questionado sobre a possibilidade de o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC manter a taxa básica em 13,75% em sua próxima reunião, cuja decisão do colegiado será anunciada nesta quarta-feira (22).</p>



<p>Há um consenso no mercado financeiro que a Selic será mantida no atual patamar pela quinta reunião consecutiva, a segunda sob o governo Lula. Para uma parcela dos analistas, não há espaço para corte de juros antes do segundo semestre.</p>



<p>O Copom se reúne a cada 45 dias para recalibrar a taxa básica. O último encontro do colegiado do BC havia sido nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro.</p>



<p>&#8220;Não posso demiti-lo porque depende do Senado, mas deixa eu te contar uma coisa. Eu acho um absurdo a taxa de juros estar a 13,75% no momento em que a gente tem os juros mais alto do mundo, no momento em que não existe uma crise de demanda. Existe excesso de demanda. Nós temos 33 milhões de pessoas passando fome, desemprego crescendo, a massa salarial caindo&#8221;, afirmou o presidente.</p>



<p>&#8220;Então não há nenhuma razão, nenhuma explicação, nenhuma lógica. Só quem concorda com juros altos é o sistema financeiro, que sobrevive e vive disso e ganha muito dinheiro com especulações&#8221;, acrescentou.</p>



<p>Assim como fez em outras ocasiões, Lula passou a criticar diretamente Roberto Campos Neto, que foi indicado ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Sem citar seu nome, afirmou que ele não tem compromisso com o crescimento da economia, que também estaria no escopo de atribuições do BC.</p>



<p>&#8220;Eu sinceramente acho que o presidente do Banco Central não tem compromisso com a lei que foi aprovada de autonomia. A legislação diz que é preciso cuidar da responsabilidade da autonomia monetária, mas é preciso cuidar da inflação também, do crescimento de emprego, coisa que ele não se importa&#8221;, completou.</p>



<p>Lula ainda disse que vai continuar &#8220;batendo&#8221; para que a Selic seja reduzida. &#8220;Eu vou continuar batendo, vou continuar tentando brigar para que a gente possa reduzir a taxa de juros para que a economia possa voltar a ter investimento&#8221;, completou.</p>



<p>Em 14 de março, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou um convite para que Campos Neto dê explicações sobre a taxa básica de juros. A audiência está prevista para 4 de abril.</p>



<p>O convite veio em reação às críticas diretas de Lula e de integrantes do governo federal ao nível atual da Selic, diante de um cenário de desaceleração da economia, aumento da inadimplência e sinais de maiores dificuldades financeiras enfrentadas por empresas.</p>



<p>O foco inicial dos ataques do petista era a autonomia do BC, a qual chamou de &#8220;bobagem&#8221;. A retórica depois evoluiu para ataques diretos a Campos Neto -a quem o presidente se referiu como &#8220;esse cidadão&#8221;. Até que Lula foi aconselhado por aliados a dar uma trégua nas críticas após o presidente do BC fazer acenos na tentativa de diminuir a tensão entre a autoridade monetária e o governo.</p>



<p><br><strong>PRIVATIZAR A ELETROBRAS &#8216;FOI UM CRIME&#8217;, DIZ LULA</strong></p>



<p>O presidente Lula também voltou a criticar a privatização da Eletrobras e afirmou esperar que um dia o governo volte a ser proprietário da companhia de energia. Lula afirmou que a passagem do controle para a iniciativa privada foi um &#8220;crime de lesa pátria&#8221;.</p>



<p>&#8220;O que foi feito na Eletrobras foi um crime de lesa-pátria. Privatizar uma empresa daquele porte. Você utilizou o dinheiro para quê?&#8221;, questionou o presidente.</p>



<p>Em fevereiro, o mandatário já havia afirmado que a AGU (Advocacia-Geral da União) iria questionar o contrato de privatização da Eletrobras.</p>



<p>Lula também disse que a Petrobras vai suspender todas as vendas de ativos, posição que o governo já vinha adotando desde a atuação do gabinete de transição, após as eleições.</p>



<p>&#8220;A Petrobras, a gente já avisou para o presidente dela, o companheiro Jean Paul [Prates], que é preciso suspender todas as vendas de ativos. Não tem condições de continuar vendendo. Obviamente, que as pessoas já tinham feito contrato com algumas coisas. Tudo isso tem uma briga jurídica que a gente quer resolver e vamos resolver na política e não na jurídica&#8221;, afirmou Lula.</p>



<p>&#8220;Vamos voltar a fazer que a Petrobras seja uma grande empresa de investimento. A Petrobras não foi feita para exportar óleo cru, a Petrobras não é apenas empresa de petróleo, é empresa de energia, tem que estar preocupada com gás, diesel, biodiesel&#8221;, completou.<br><br><strong>ENTENDA: AUTONOMIA DO BANCO CENTRAL</strong></p>



<p>1 &#8211; O que é autonomia do Banco Central?<br>A regra desvinculou o BC do Ministério da Economia e o tornou uma autarquia de natureza especial. A principal mudança foi a criação de mandatos fixos de quatro anos, com possibilidade de uma recondução, o que distancia o órgão da influência política.</p>



<p>2 &#8211; Quando a lei de autonomia do BC foi aprovada e por quê?<br>Com o objetivo de blindar a instituição de interferências de governo e criar mandatos fixos, o projeto de lei foi aprovado em 2021 e em seguida sancionado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL).</p>



<p>3 &#8211; Os membros da diretoria podem ser demitidos?<br>Podem deixar o cargo quando apresentarem desempenho insuficiente para alcançar os objetivos do BC, com decisão do presidente da República e sendo necessário o aval do Senado em votação secreta. Também podem ser exonerados a pedido ou caso contraiam doença que incapacite o exercício do cargo. Além disso, podem ser demitidos se condenados, mediante decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado, pela prática de improbidade administrativa ou de crime cuja pena proíba, temporariamente, o acesso a cargos públicos.</p>



<p>4 &#8211; Como ficou definido o primeiro mandato fixo?<br>O presidente e dois diretores terão mandatos até 31 de dezembro de 2024, e os demais encerram os períodos de forma escalonada. Dois deles já encerraram o mandato em 31 de dezembro de 2021. Os próximos dois terminam em 28 de fevereiro de 2023; e outros dois, em 31 de dezembro de 2023.</p>



<p>(<strong>Renato Machado e Nathalia Garcia &#8211; Folhapress /Foto: Marcelo Camargo – Agência Brasil</strong>)</p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/america-do-sul-so-se-desenvolvera-de-forma-conjunta-diz-lula/">América do Sul só se desenvolverá de forma conjunta, diz Lula</a><a href="javascript:void(0);"></a></p>
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		<title>Presidente da Fiesp diz que taxas de juros no Brasil são pornográficas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Mar 2023 22:38:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[#juros]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo .... </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes da Silva, chamou de “pornográficas” as taxas de juros no Brasil. Em discurso nesta segunda-feira (20), no Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ele disse que os atuais valores são inconcebíveis e precisam ser reduzidos.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1517451&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1517451&amp;o=node"></p>



<p>“É inconcebível a atual taxa de juros no Brasil. Muitos querem associá-la a um problema fiscal. A tese é que há um abismo fiscal. Abismo fiscal num país que tem 73% do PIB de dívida bruta. Tirando as reservas [cambiais] são mais ou menos 54% de dívida. Tirando o caixa do Tesouro&nbsp;Nacional, são menos de 45% do PIB de dívida líquida, num país com a riqueza do Brasil. Então esta não é uma boa explicação para as pornográficas taxas de juros que praticamos no Brasil”, disse.</p>



<p>Segundo ele, altas taxas de juros prejudicam os investimentos da indústria brasileira.</p>



<p>No mesmo evento, o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, também criticou o valor da taxa básica de juros, a Selic, que está em 13,75% desde agosto do ano passado.</p>



<p>“Não há nada que justifique ter 8% de taxa de juros real, acima da inflação, quando não há demanda explodindo e, de outro lado, no mundo inteiro, há praticamente juros negativos. Nós acreditamos no bom senso e que a gente vá, com a nova ancoragem fiscal, superar essa dificuldade”, disse.</p>



<p>O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, se reúne a partir desta terça-feira (21), para definir a nova taxa Selic.</p>



<p><strong>(Vitor Abdala &#8211; Repórter da Agência Brasil /Foto: FIESP)</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/em-janeiro-juros-medios-cobrados-pelos-bancos-chegam-a-435-ao-ano/">Em janeiro, juros médios cobrados pelos bancos chegam a 43,5% ao ano</a></p>
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		<title>Em janeiro, juros médios cobrados pelos bancos chegam a 43,5% ao ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Feb 2023 00:31:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[#bancos]]></category>
		<category><![CDATA[#juros]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A taxa média de juros das concessões de crédito livre teve .... </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><br>A taxa média de juros das concessões de crédito livre teve alta de 8,2 pontos percentuais nos últimos 12 meses e chegou a 43,5% ao ano, em janeiro. No mês, o aumento foi de 1,8 ponto percentual, segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito, divulgadas hoje (27) pelo Banco Central (BC).<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1512990&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1512990&amp;o=node"></p>



<p>Nas novas contratações para empresas, a taxa média do crédito atingiu 25,3% ao ano, alta de 2,2 pontos percentuais no mês e 4 pontos percentuais em 12 meses. Nas contratações com as famílias, a taxa média de juros alcançou 56,6% ao ano, aumento de 1,2 ponto percentual no mês e 10,3 pontos percentuais em 12 meses.</p>



<p>No crédito livre, os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado, que tem regras definidas pelo governo, é destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito.</p>



<p>No caso do crédito direcionado, a taxa para pessoas físicas ficou em 11,4% ao ano em janeiro, estável em relação ao mês anterior e com alta de 2,1 pontos percentuais em 12 meses. Para as empresas, a taxa subiu 1,5 ponto percentual no mês e 2,5 pontos percentuais em 12 meses, indo para 13,5% ao ano. Assim, a taxa média no crédito direcionado chegou a 11,9% ao ano, alta de 0,3 ponto percentual no mês e de 2,2 pontos percentuais em 12 meses.</p>



<p>A alta dos juros bancários médios ocorre em um momento em que a taxa básica de juros da economia, a Selic, está em seu maior nível desde janeiro de 2017, em 13,75% ao ano, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Em março do ano passado, o BC iniciou um ciclo de aperto monetário, em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis.</p>



<p>A Selic é o principal instrumento usado pelo BC para alcançar a meta de inflação. Em janeiro, puxado principalmente pelo aumento de preços de alimentos e combustíveis, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2023-02/inflacao-oficial-fica-em-053-em-janeiro-diz-ibge" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a inflação oficial do país, ficou em 0,53%</a>, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o IPCA acumula alta 5,77% em 12 meses.</p>



<p>O BC avalia que a alta na Selic tem sido repassada para as taxas finais de diferentes modalidades de crédito, mas o Copom não descarta a possibilidade de novos aumentos caso a inflação não caia como o esperado. A elevação da taxa básica ajuda a controlar a inflação porque causa reflexos nos preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, contendo a demanda aquecida.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cartão de crédito</h2>



<p>Para pessoas físicas, o destaque do mês foi para o cartão de crédito, cujas taxas tiveram alta de 2 pontos percentuais no mês e 27,3 pontos percentuais em 12 meses, alcançando 94,9% ao ano.</p>



<p>No crédito rotativo, que é aquele tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão e dura 30 dias, houve alta de 3,8 pontos percentuais em de dezembro para janeiro e aumento de 65,2 pontos percentuais em 12 meses, indo para 411,5% ao ano. Após os 30 dias, as instituições financeiras parcelam a dívida. Nesse caso do cartão parcelado, os juros subiram 2,5 pontos percentuais no mês e 9,6 pontos percentuais em 12 meses, para 182,1% ao ano.</p>



<p>A taxa do crédito consignado teve variação de 0,2 ponto percentual no mês e 3,6 pontos percentuais em 12 meses (26,7%). No caso do crédito pessoal não consignado, os juros subiram 2,4 pontos percentuais no mês de janeiro e 4,5 pontos percentuais em 12 meses (84,3% ao ano).</p>



<p>Já no cheque especial, houve variação negativa de 0,1 ponto percentual no mês, com aumento de 6,3 pontos percentuais em 12 meses, indo para 132% ao ano.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Alta das contratações</h2>



<p>Com a manutenção dos juros em alta, em janeiro, o estoque de todos os empréstimos concedidos pelos bancos do Sistema Financeiro Nacional (SFN) ficou em R$ 5,317 trilhões, com uma variação negativa de 0,3% em relação a dezembro. O resultado refletiu, a redução de 2,4% no saldo das operações de crédito pactuadas com pessoas jurídicas (R$ 2,094 trilhões) e o aumento de 1,1% no de pessoas físicas (R$ 3,223 trilhões).</p>



<p>Na comparação interanual, o crédito total cresceu 13,6% em janeiro, evidenciando desaceleração ante os 14% de 2022. Na mesma base de comparação, o saldo com as empresas desacelerou para 7,9%, ante 9% em janeiro de 2022. Em sentido contrário, o volume de crédito às famílias cresceu 17,8% nos doze meses até janeiro, comparativamente a 17,7% em dezembro do ano anterior.</p>



<p>O crédito ampliado ao setor não financeiro, que é o crédito disponível para empresas, famílias e governos independentemente da fonte (bancário, mercado de título ou dívida externa) alcançou R$ 14,646 trilhões, reduzindo 1,3% no mês, devido principalmente à redução dos títulos de dívida pública, que tiveram queda de 3,3%. Na comparação interanual, o crédito ampliado cresceu 8,2%, prevalecendo com destaque para os aumentos da carteira de empréstimos do Sistema Financeiro, 13,9%, e dos títulos de dívida, 8,1%.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Endividamento</h2>



<p>De acordo com o BC, a inadimplência (considerados atrasos acima de 90 dias) tem se mantido estável há bastante tempo, com pequenas oscilações, e registrou 3,2% em janeiro. Nas operações de crédito livre para pessoas físicas, está em 6,1% e para pessoas jurídicas em 2,3%.</p>



<p>Neste mês, o BC não divulgou os dados de endividamento e comprometimento de renda em razão do adiamento de divulgação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O BC utiliza esses dados para como calcular os denominadores, por isso são apresentados com uma defasagem maior do mês de divulgação.</p>



<p>O último mês apresentado foi de novembro de 2022. Naquele mês, o endividamento das famílias, relação entre o saldo das dívidas e a renda acumulada em 12 meses, ficou em 49,5, nível que reflete o aumento das concessões de empréstimos. Houve queda de 0,2% no mês e alta de 0,3% em 12 meses. Com a exclusão do financiamento imobiliário, que pega um montante considerável da renda, ficou em 31,5% no mês de novembro.</p>



<p>Já o comprometimento da renda, relação entre o valor médio para pagamento das dívidas e a renda média apurada no período, ficou em 27,7% em novembro, com estabilidade no mês e aumento de 1,6% em 12 meses.</p>



<p><strong>(Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil /Foto: Marcello Casal Jr &#8211; Agência Brasil)</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/energia-e-bancos-sao-apostas-para-dividendos-em-2023/">Energia e bancos são apostas para dividendos em 2023</a></p>
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		<item>
		<title>Juros elevados retraíram economia no 4º trimestre de 2022</title>
		<link>https://diariodoacionista.com.br/juros-elevados-retrairam-economia-no-4o-trimestre-de-2022/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Feb 2023 20:55:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[#juros]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os patamares elevados de juros e de endividamento das famílias desaceleraram .... </p>
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<p><br>Os patamares elevados de juros e de endividamento das famílias desaceleraram a economia em 2022 e causaram uma retração de 0,2% no Produto Interno Bruto do quarto trimestre, avaliou hoje (15) a Fundação Getúlio Vargas, na pesquisa Monitor do PIB/FGV.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1510679&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1510679&amp;o=node"></p>



<p>A estimativa da FGV é que o resultado anual de 2022 apresentou crescimento de 2,9% na economia. A fundação considera a variação um bom resultado, apesar de marcado pela desaceleração ao longo do ano.</p>



<p>A coordenadora da pesquisa, Juliana Trece, destaca que o setor de serviços contribuiu com mais de 80% do desempenho da economia no ano passado, com destaque para setores como atividades de alojamento, alimentação, saúde privada, educação privada, serviços prestados às famílias e às empresas.</p>



<p>&#8220;Esta atividade, que foi uma das que haviam apresentado as maiores perdas devido à necessidade de distanciamento social no período da pandemia, impulsionou o PIB de 2022 graças a normalização das atividades sociais e aos estímulos fiscais dados a economia&#8221;, disse a economista.</p>



<p>O PIB dos meses de outubro, novembro e dezembro teve uma queda de 0,2% em relação a julho, agosto e setembro, concluindo o caminho de desaceleração da economia ao longo do ano. Mesmo assim, o resultado do 4º trimestre de 2022 ficou 1,9% acima do mesmo período de 2021.</p>



<p>Já no mês de dezembro, a pesquisa da FGV mostra que a economia cresceu 0,2% em relação a novembro; e 1,4%, sobre dezembro do ano passado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Consumo e investimentos</h2>



<p>O consumo das famílias brasileiras alcançou o maior valor desde o início da série histórica e teve uma alta de 4% em 2022, segundo a pesquisa. Apesar disso, o consumo deens duráveis, como veículos e eletrodomésticos de grande porte, teve queda. &#8220;Por serem compostos por bens de maior valor agregado, os altos níveis dos juros, de certa forma inibem o consumo desses tipos de bens&#8221;, avalia a FGV.</p>



<p>A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), parâmetro para investimentos, cresceu 1,1%, apesar da queda dos gastos com máquinas e equipamentos. Segundo a pesquisa, a construção contribuiu positivamente para esse indicador.</p>



<p>Em relação ao comércio exterior, houve crescimento tanto nas exportações (6%) quanto nas importações (0,9%), ao longo de 2022.</p>



<p>A produtividade na economia, que está em uma trajetória de queda desde 2014, chegou em 2022 a um dos menores valores da série histórica, abaixo do ano de 2008.</p>



<p><strong>(Vinícius Lisboa &#8211; Repórter da Agência Brasil /Foto: Valter Campanato &#8211; Agência Brasil)</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/presidente-da-caixa-critica-juros-a-1375/">Presidente da Caixa critica juros a 13,75%</a></p>
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		<title>Presidente da Caixa critica juros a 13,75%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Feb 2023 19:20:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[#caixa]]></category>
		<category><![CDATA[#juros]]></category>
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<p>A presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Rita Serrano, criticou a alta dos juros mantida pelo BC (Banco Central). Em entrevista ao jornal O Globo, publicada nesta terça-feira (14), a economista afirmou que a taxa Selic a 13,75% ao ano &#8220;traz um problema ainda maior para a Caixa&#8221;.</p>



<p>Segundo Serrano, os bancos concorrentes têm vantagem nesse cenário de juros altos por investirem no mercado financeiro.</p>



<p>Questionada se endossava as críticas do presidente Luís Inácio Lula da Silva à alta da Selic, Serrano disse que a taxa está &#8220;muito alta&#8221; e lembrou que uma das funções do BC é olhar para a geração de empregos.</p>



<p>Caixa enfrenta problemas em operações e tem restrições por conta do orçamento. &#8220;Encontramos um banco desestruturado, com sérios problemas em tecnologia, falta de investimentos&#8221;, disse.</p>



<p>Apesar disso, a presidente afirmou que a Caixa não tem problemas de liquidez, mas contará com limites de operações por conta do menor resultado e da maior necessidade de investimento em algumas áreas.<br>Taxa de juros visa bem-estar social, diz presidente do BC.</p>



<p>O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse ontem, durante o programa Roda Vida (TV Cultura), que a instituição foca no bem-estar social ao explicar por que a taxa de 13,75%.</p>



<p>PT apoiou convite a presidente do BC. Na semana passada, líderes petistas na Câmara decidiram apoiar um convite para que Campos Neto vá ao Congresso explicar a política de juros da instituição, em meio à escalada das críticas de Lula à atuação da autoridade monetária. O pedido foi apresentado pelo líder do PSOL na Câmara, Guilherme Boulos (SP).</p>



<p><strong>(Folhapress / Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/copom-mantem-juros-basicos-da-economia-em-1375-ao-ano/">Copom mantém juros básicos da economia em 13,75% ao ano</a><a href="javascript:void(0);"></a></p>
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		<title>Copom mantém juros básicos da economia em 13,75% ao ano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Feb 2023 22:08:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[#Copom]]></category>
		<category><![CDATA[#juros]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar da alta recente na inflação, o Banco Central (BC) não .... </p>
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<p>Apesar da alta recente na inflação, o Banco Central (BC) não mexeu nos juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic, juros básicos da economia, em 13,75% ao ano. A&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2023-01/mercado-financeiro-eleva-projecao-da-inflacao-de-548-para-574" target="_blank" rel="noreferrer noopener">decisão era esperada&nbsp;</a>pelos analistas financeiros.<br><br>A taxa continua no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano. Essa foi a quarta vez seguida em que o BC não mexe na taxa, que permanece nesse nível desde agosto. Anteriormente, o Copom tinha elevado a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis.<br><br>De março a junho de 2021, o Copom elevou a taxa em 0,75 ponto percentual em cada encontro. No início de agosto do mesmo ano, o BC passou a aumentar a Selic em 1 ponto a cada reunião. Com a alta da inflação e o agravamento das tensões no mercado financeiro, a Selic foi elevada em 1,5 ponto de outubro de 2021 até fevereiro de 2022. No ano passado, o Copom promoveu dois aumentos de 1 ponto, em março e maio, e dois aumentos de 0,5 ponto, em junho e agosto.<br><br>Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1507521&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1507521&amp;o=node"></p>



<h2 class="wp-block-heading">Inflação</h2>



<p>A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em 2022,<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/economia/audio/2023-01/ipca-fecha-2022-com-variacao-de-579" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&nbsp;o indicador fechou em 5,79%</a>. Desde o fim do ano passado, a inflação vem subindo por causa da alta do preço dos alimentos e da reversão parcial das desonerações sobre os combustíveis.<br><br>O índice fechou o ano passado acima do teto da meta de inflação. Para 2022, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 5% nem ficar abaixo de 2% no ano passado. Para 2023, a meta de inflação está em 3,25%, também com margem de 1,5 ponto percentual, o que garantiria um intervalo entre 1,75% e 4,75%.<br><br>No Relatório de Inflação divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central,&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2022-12/bc-eleva-estimativa-de-inflacao-de-46-para-5-em-2023" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a autoridade monetária estimava que o IPCA fecharia 2023 em 5% no cenário base</a>. A projeção, no entanto, pode ser revista na nova versão do relatório, que será divulgada no fim de março.<br><br>As previsões do mercado estão menos otimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC,<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2023-01/mercado-financeiro-eleva-projecao-da-inflacao-de-548-para-574" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&nbsp;a inflação oficial deverá fechar o ano em 5,74%</a>. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 5,31%.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Crédito mais caro</h2>



<p>A elevação da taxa Selic ajuda a controlar a inflação. Isso porque juros maiores encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas mais altas dificultam a recuperação da economia. No último Relatório de Inflação, o<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2022-12/bc-revisa-previsao-de-crescimento-do-pib-de-27-para-29-neste-ano" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&nbsp;Banco Central projetava crescimento de 1% para a economia em 2023</a>.<br><br>O mercado projeta crescimento menor. Segundo a última edição do boletim Focus,&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2023-01/mercado-financeiro-eleva-projecao-da-inflacao-de-548-para-574" target="_blank" rel="noreferrer noopener">os analistas econômicos preveem expansão de 0,8%</a>&nbsp;do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) neste ano.<br><br>A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.<br><br>Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://imagens.ebc.com.br/ZQ0bxYTZPpeZFXLc88ba8qZoJqA=/754x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/atoms/image/infografia_selic.png?itok=1WyCT-R3" alt="infografia_selic" width="663" height="1417" title="ArteDJOR"/><figcaption>infografia_selic &#8211; <strong>ArteDJOR</strong></figcaption></figure></div>



<p>(Wellton Máximo &#8211; Repórter da Agência Brasil /Foto:  Agência Brasil)</p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/copom-inicia-primeira-reuniao-do-ano-avaliando-manutencao-da-selic/">Copom inicia primeira reunião do ano avaliando manutenção da Selic</a></p>
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