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	<title>#Guerra da Ucrânia &#8211; Diário do Acionista</title>
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	<description>O Portal online do acionista brasileiro</description>
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	<title>#Guerra da Ucrânia &#8211; Diário do Acionista</title>
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		<title>Rússia faz um dos maiores ataques aéreos da Guerra da Ucrânia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Mar 2023 22:17:31 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[#Guerra da Ucrânia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Rússia de Vladimir Putin fez na madrugada desta quinta (9) .... </p>
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<p>A Rússia de Vladimir Putin fez na madrugada desta quinta (9) um dos maiores ataques aéreos desde que invadiu a Ucrânia, em 24 de fevereiro do ano passado. Ao menos 81 mísseis, 6 deles modelos hipersônicos de última geração, e drones foram lançados sobre 13 das 24 regiões do país.</p>



<p>&#8220;Foi uma noite muito difícil&#8221;, disse em redes sociais o presidente Volodimir Zelenski. Ao menos 11 pessoas morreram, 5 delas na cidade de Lviv, principal centro no extremo oeste do país e usualmente poupada de assaltos mais severos.</p>



<p>O Ministério da Defesa da Rússia disse em nota que o ataque foi &#8220;uma resposta aos atos terroristas organizados por Kiev em Briansk&#8221;, em referência ao nebuloso incidente em que um suposto grupo de russos pró-Ucrânia invadiu duas vilas nessa região russa na fronteira dos dois países no dia 2, trocando tiros com forças policiais.</p>



<p>Na prática, foi a retomada da campanha de Putin contra a infraestrutura energética ucraniana, já que os alvos eram majoritariamente estações de distribuição de eletricidade e centrais. Ela começou após o ataque de Kiev que danificou a ponte que liga a Rússia continental à Crimeia, anexada da Ucrânia em 2014, e seu mais recente grande ataque havia ocorrido há um mês.</p>



<p>Houve blecautes em todas as regiões, inclusive na área da maior usina nuclear da Europa, em Zaporíjia (sul do país). &#8220;Esta é a sexta vez, deixe-me dizer de novo, a sexta vez que ela perde toda sua energia externa e precisa operar em modo de emergência&#8221;, afirmou em reunião o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, o argentino Rafael Grossi. A eletricidade foi reconectada depois.</p>



<p>Segundo publicou no Telegram Vitali Klitchko, o prefeito de Kiev, 40% da capital está sem aquecimento -no momento do ataque, a temperatura rodeava os 0ºC, tendo subido ao longo do dia.</p>



<p>O ataque repetiu o padrão adotado a partir de 10 de outubro, quando houve o primeiro e maior ataque até aqui contra alvos energéticos, com 84 mísseis. Naquele dia, contudo, Kiev afirmou ter derrubado mais da metade dos projeteis; nesta sexta, foram 34 deles, na conta sempre otimista do governo.</p>



<p>Foram empregados os meios usuais: mísseis de cruzeiro Kalibr disparados de aviões e navios no mar Negro, modelos de cruzeiro Kh-59, mísseis antiaéreos de sistemas S-300 adaptados para ataque a solo e drones. Cereja do bolo mortífero, seis Kinjal, artefato hipersônico que nunca havia sido usado em tal quantidade.</p>



<p>É uma sinalização de Moscou, que há meses parece enfrentar escassez de seus modelos mais sofisticados, recorrendo a drones comprados do Irã e aos mísseis de S-300, com baixa precisão.</p>



<p>O ataque ocorre no momento em que Putin está à beira de cantar uma vitória simbólica importante, a maior desde o primeiro semestre do ano passado, conquistando Bakhmut. A cidade na região de Donetsk está sob ataque há sete meses, tendo sido reduzida a escombros, mas Kiev determinou prioridade em sua defesa ainda que analistas duvidem de sua real importância.</p>



<p>A ferocidade dos ataques no que se convencionou chamar de &#8220;moedor de carne&#8221; favorece a tática russa de empregar mercenários saídos de cadeias em ataques frontais, quase suicidas. Ambos os lados sangram de forma abundante, mas Moscou tem mais recursos nesse sentido.</p>



<p>Na segunda (6), Zelenski e sua cúpula militar decidiram manter a defesa a qualquer custo, alegando que é possível quebrar a frente russa com o desgaste, o que parece difícil na prática. Além disso, eles temem que a queda de Bakhmut seja instrumental para expandir a ocupação de Donetsk, hoje a menos controlada por Moscou das quatro regiões anexadas ilegalmente pelo Kremlin em setembro.</p>



<p>A Rússia diz o mesmo: o ministro da Defesa, Serguei Choigu, prometeu novos avanços assim que a cidade for conquistada. Avaliações do grupo mercenário Wagner e da Otan dizem que cerca da metade de Bakhmut já está em mãos russas, e a aliança militar ocidental prevê sua queda em dias.</p>



<p>Seja como for, a musculatura militar russa parece menos frágil do que repetem quase todos os dias serviços de inteligência e Forças Armadas do Ocidente. Kiev está em um momento difícil da invasão, embora mesmo entre analistas russos que apoiam Putin não haja expectativa de nenhum avanço definitivo nos próximos meses.</p>



<p>Já aqueles céticos apontam o caráter de vitória de Pirro, aquela que custa tanto ao vencedor que o derrota, do movimento atual. É o caso de Igor Girkin, ex-comandante militar dos separatistas pró-Rússia de Donetsk e frequente crítico de Choigu. Em seu canal no Telegram, ele disse que a queda da cidade nada significará, e que o desgaste aplicado aos russos impedirá novo uso das forças do Grupo Wagner.</p>



<p>Enquanto isso se desenrola, Kiev espera os novos armamentos prometidos pelo Ocidente, a começar por tanques Leopard-2 de países da Otan. Já a questão do recebimento de caças ainda engatinha, embora haja discussões mais avançadas para que Eslováquia e Polônia entreguem modelos soviéticos MiG-29 de que dispõem para Kiev, o que dispensaria treinamento já que os ucranianos operam o aparelho.</p>



<p><strong>(Igor Gielow &#8211; Folhapress /Foto: <a href="https://www.pexels.com/pt-br/foto/apos-a-explosao-em-kiev-11477794/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Pexels</a>)</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/china-faz-duro-ataque-aos-eua-e-defende-alianca-com-a-russia/">China faz duro ataque aos EUA e defende aliança com a Rússia</a><a href="javascript:void(0);"></a></p>
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		<title>Ocidente pressiona China a não cruzar linha vermelha ao enviar armas à Rússia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Mar 2023 22:33:49 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[#china]]></category>
		<category><![CDATA[#Guerra da Ucrânia]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Ainda que a China negue a intenção de fornecer armas à Rússia, a possibilidade, levantada há algumas semanas pelos EUA, intensificou a pressão do Ocidente contra o regime de Xi Jinping.</p>



<p>Na semana em que Joe Biden se encontra com o premiê da Alemanha, Olaf Scholz, na Casa Branca, em Washington, o assunto permeou declarações dos dois países em sentido similar: de que o envio de armas para Moscou usar na Guerra da Ucrânia significaria cruzar uma linha vermelha nada favorável a Pequim.</p>



<p>Após reunião dos líderes no Salão Oval nesta sexta-feira (3), a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, voltou a dizer que, ainda que Pequim não tenha enviado armas, os EUA acreditam que essa ainda é uma possibilidade cogitada pelo regime comunista. &#8220;Cada passo que a China dá em direção à Rússia torna mais difícil o relacionamento de Pequim com a Europa e outras regiões do mundo&#8221;, afirmou.</p>



<p>Mais cedo, ela já havia dito que Washington crê não ser do interesse de Pequim fazer algo do tipo –&#8221;e eles deveriam ver essa questão da mesma maneira&#8221;.</p>



<p>Nesta quinta-feira (2), quando discursava ao Parlamento alemão, o Bundestag, Scholz pediu que a China descarte quaisquer possíveis intenções de enviar armamento. &#8220;Minha mensagem para Pequim é clara: use sua influência em Moscou para exigir a retirada das tropas russas da Ucrânia&#8221;, disse o premiê.</p>



<p>Antes, o responsável pela diplomacia da União Europeia (UE), o espanhol Josep Borrell, disse que, em conversa com o mais alto diplomata chinês, Wang Yi, manifestou que o fornecimento de armas seria para o bloco uma &#8220;linha vermelha&#8221; no relacionamento com a China –maior parceira comercial da UE.</p>



<p>A postura de Pequim na Guerra da Ucrânia já era tema de desgaste com o bloco ocidental: afirmando almejar uma posição neutra, o regime de Xi não condena a invasão russa em fóruns internacionais e não se dispõe a impor sanções, como manda a tradição de sua diplomacia, mas faz pedidos reiterados de moderação e paz a Kiev e Moscou.</p>



<p>Semelhante é a postura da Índia de Narendra Modi, que, sendo uma grande dependente de itens militares enviados pela Rússia, também tem se calado diante de tentativas de rechaçar a agressão russa.</p>



<p>A situação escalou, porém, após o secretário de Estado americano, Antony Blinken, sugerir que o gigante asiático considera fornecer armas para o país de Vladimir Putin. &#8220;Há vários tipos de assistência letal que eles estão ao menos contemplando providenciar, incluindo armas&#8221;, afirmou em 18 de fevereiro.</p>



<p>A China negou a acusação e chegou a afirmar dias depois, em um fórum da ONU, que enviar armas não traria a paz para o Leste Europeu, mas sim adicionaria &#8220;mais combustível ao fogo&#8221;.</p>



<p>O próprio Biden afirmou depois não achar que essa é uma possibilidade colocada na mesa. O líder americano disse ter soado o alarme para Pequim sobre possíveis consequências, mas logo afirmou que não viu isso ser feito até o momento. &#8220;Não prevejo uma grande iniciativa por parte da China para fornecer armamento à Rússia.&#8221;</p>



<p>Ainda nesta sexta-feira, o secretário de Justiça dos EUA, Merrick Garland, fez uma viagem à Ucrânia, não anunciada anteriormente, segundo a Casa Branca, por razões de segurança. No país, foi à cidade de Lviv, próxima à fronteira com a Polônia, e encontrou com o procurador-geral Andrii Kostin e um grupo de promotores internacionais para debater possíveis crimes de guerra cometidos por Moscou.</p>



<p>À CNN americana um funcionário do Departamento de Justiça disse que a ida de Garland tem como objetivo reafirmar a determinação dos EUA de responsabilizar a Rússia por crimes cometidos na guerra. A viagem ocorre cerca de duas semanas após Biden fazer uma visita surpresa a Kiev.</p>



<p><strong>(Folhapress /Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/russia-avalia-proposta-de-paz-de-lula-para-guerra-da-ucrania/">Rússia avalia proposta de paz de Lula para Guerra da Ucrânia</a><a href="javascript:void(0);"></a></p>
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		<title>Lula conversa com Zelensky sobre guerra na Ucrânia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Mar 2023 22:11:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou nesta quinta-feira (2), .... </p>
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<p><br>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou nesta quinta-feira (2), por meio de uma uma videochamada, com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. O país do Leste Europeu sofre há pouco mais de um ano com uma invasão militar russa, numa guerra que contabiliza milhares de mortos e milhões de refugiados. A informação sobre a conversa foi divulgada por Lula em uma postagem nas redes sociais.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1513883&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1513883&amp;o=node"></p>



<p>&#8220;Tive uma reunião por vídeo agora com o presidente da Ucrânia, Zelensky. Reafirmei o desejo do Brasil de conversar com outros países e participar de qualquer iniciativa em torno da construção da paz e do diálogo. A guerra não pode interessar a ninguém&#8221;, escreveu o líder brasileiro.</p>



<figure class="wp-block-embed aligncenter is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">Tive uma reunião por vídeo agora com o presidente da Ucrânia, <a href="https://twitter.com/ZelenskyyUa?ref_src=twsrc%5Etfw" target="_blank" rel="noopener">@ZelenskyyUa</a>. Reafirmei o desejo do Brasil de conversar com outros países e participar de qualquer iniciativa em torno da construção da paz e do diálogo. A guerra não pode interessar a ninguém.</p>&mdash; Lula (@LulaOficial) <a href="https://twitter.com/LulaOficial/status/1631366876998557725?ref_src=twsrc%5Etfw" target="_blank" rel="noopener">March 2, 2023</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
</div></figure>



<p>Lula tem proposto a outros governantes estrangeiros  a criação de um grupo de países que se envolva em uma mediação para pôr fim à guerra na Ucrânia. O tema fez parte da conversa do presidente brasileiro com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em fevereiro, e deve estar na pauta do encontro bilateral que Lula terá este mês com o presidente da China, Xi Jinping, em Pequim.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Telefonema</h2>



<p>Nessa quarta-feira (1º), Lula também conversou por telefone com o presidente do México, Andrés Manuel Lopez Obrador. Eles falaram sobre a cooperação entre os dois países, e Lula informou ter recebido o convite para visitar o México, ainda sem data definida.</p>



<p><strong>(Pedro Rafael Vilela &#8211; Repórter da Agência Brasil /Foto: Lula Marques &#8211; Agência Brasil)</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/lula-reforca-sugestao-de-grupo-para-negociar-fim-da-guerra-na-ucrania/">Lula reforça sugestão de grupo para negociar fim da guerra na Ucrânia</a></p>
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		<title>Lula reforça sugestão de grupo para negociar fim da guerra na Ucrânia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Feb 2023 22:48:44 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[#Guerra da Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[#lula]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Na data em que a guerra entre a Rússia e a Ucrânia completa um ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se posicionou nas redes sociais. Por meio de sua conta no Twitter, o presidente voltou a defender a negociação para cessar o conflito, que já matou milhares de pessoas, destruiu cidades ucranianas, desalojou milhões de cidadãos do país invadido e tem causado preocupação mundial pelos efeitos sócio-econômicos.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1512646&amp;o=node"></p>



<figure class="wp-block-embed aligncenter is-type-rich is-provider-twitter wp-block-embed-twitter"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="twitter-tweet" data-width="550" data-dnt="true"><p lang="pt" dir="ltr">No momento em que a humanidade, com tantos desafios, precisa de paz, completa-se um ano da guerra entre a Rússia e a Ucrânia. É urgente que um grupo de países, não envolvidos no conflito, assuma a responsabilidade de encaminhar uma negociação para restabelecer a paz.</p>&mdash; Lula (@LulaOficial) <a href="https://twitter.com/LulaOficial/status/1629095884267876354?ref_src=twsrc%5Etfw" target="_blank" rel="noopener">February 24, 2023</a></blockquote><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script>
</div></figure>



<p>Desde o início do governo, Lula adotou a posição de condenação à guerra e defende a criação de um grupo, formado por países não envolvidos no confronto, para mediar uma saída pacífica para o conflito.</p>



<p>Na véspera de a guerra completar um ano, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Mikhail Galuzin, declarou à <a href="https://tass-com.translate.goog/russias-foreign-policy/1580875?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt-BR&amp;_x_tr_pto=sc" target="_blank" rel="noreferrer noopener">agência de notícias russa Tass</a> que o governo russo analisa as propostas brasileiras para pôr fim ao conflito. O vice-chanceler russo ainda ressaltou o fato de o Brasil não fornecer armas e munições à Ucrânia, o que teria colocado o país na posição de mediador em potencial da questão.</p>



<p>Nessa quinta-feira (23), o Brasil votou na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) a favor de pedido de retirada russa do solo ucraniano. O Brasil acompanhou outros 140 países pela aprovação desta nova resolução que pede o fim da guerra na Ucrânia. O texto foi rejeitado por outros 32 países e sete se abstiveram. O Brasil foi o único país dos Brics &#8211; bloco econômico formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul &#8211; a votar favoravelmente à resolução pelo fim do conflito.</p>



<p>Para entender o contexto em que se iniciou a invasão russa e analisar o atual momento da guerra, acesse <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2023-02/com-milhares-de-mortos-e-refugiados-guerra-na-ucrania-completa-um-ano" target="_blank" rel="noreferrer noopener">reportagem especial</a>.</p>



<p><strong>(Daniella Almeida &#8211; Rrepórter da Agência Brasil /Foto: Pexels)</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/russia-avalia-proposta-de-paz-de-lula-para-guerra-da-ucrania/">Rússia avalia proposta de paz de Lula para Guerra da Ucrânia</a></p>
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		<title>ONU aprova resolução por retirada de tropas russas da Ucrânia com apoio do Brasil</title>
		<link>https://diariodoacionista.com.br/onu-aprova-resolucao-por-retirada-de-tropas-russas-da-ucrania-com-apoio-do-brasil/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Feb 2023 22:26:07 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Assembleia-Geral da ONU aprovou nesta quinta-feira (23) uma resolução que condena as &#8220;nefastas consequências humanitárias&#8221; da invasão da Ucrânia pela Rússia, exige a retirada das tropas do país e se compromete com a promoção da paz na região.</p>



<p>O Brasil, que em outras votações sobre o conflito havia optado pela neutralidade, votou a favor da resolução. O texto teve 141 votos a favor, 7 contra e 33 abstenções.</p>



<p>Os votos contrários foram do grupo que apoia Rússia no contexto da guerra, como Belarus, Síria e Coreia do Norte. O grupo que se absteve inclui China, Índia, Irã e África do Sul. A resolução não é vinculativa, mas tem peso político –especialmente no momento em que foi votada.</p>



<p>A reunião dos 193 estados-membro do órgão acontece um dia antes de a Guerra da Ucrânia completar um ano. As tensões cresceram nos últimos dias, após o presidente russo, Vladimir Putin, suspender a participação de seu país no último acordo de controle de armas nucleares.</p>



<p>Reafirmando que não vai reconhecer anexações territoriais derivadas do uso da força, o texto exige a imediata retirada das tropas russas. O documento ainda reitera mais de uma vez o compromisso com a paz geral, justa e duradoura da Ucrânia e a integridade territorial da nação.</p>



<p>Um dos trechos exige o cumprimento do direito humanitário internacional, que regula situações de conflito armado, em relação ao tratamento dado a prisioneiros e população civil.</p>



<p>Há estimativas de que já houve 65 mil casos de crimes de guerra e 40 mil civis mortos ou feridos até agora. O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski pede a criação de um tribunal especial da ONU para punir a Rússia –que, segundo ele, deveria ser privada de seu direito de veto no Conselho de Segurança.</p>



<p>Os dois lados do conflito e seus aliados pressionaram os Estados-membros da ONU na véspera da votação. &#8220;Veremos como as nações do mundo se posicionam sobre a questão da paz na Ucrânia&#8221;, disse a embaixadora dos EUA Linda Thomas-Greenfield à Assembleia Geral nesta quarta (22).</p>



<p>&#8220;Todos os membros devem rejeitar ameaças ou uso da força contra a integridade territorial e política de qualquer estado em suas relações internacionais&#8221;, afirmou o secretário-geral António Guterres.</p>



<p>Já a Rússia descreveu o texto como &#8220;desequilibrado e anti-russo&#8221;. &#8220;O Ocidente ignorou descaradamente nossas reclamações e continuou construindo infraestrutura militar da Otan cada vez mais perto de nossas fronteiras&#8221;, afirmou na quarta o embaixador da Rússia na ONU, Vassili Nebenzia.</p>



<p>A Ucrânia esperava aprofundar o isolamento diplomático ao qual a Rússia foi imposta desde a invasão, conseguindo pelo menos três quartos dos votos dos estados-membro.</p>



<p>Antes da votação desta quinta, o Brasil havia apoiado duas resoluções contra a Rússia no ano passado –uma que condenava a anexação de porções do território da Ucrânia e outra que condenava a invasão.</p>



<p>Um texto votado em novembro passado que reconhecia a Rússia como responsável pela reparação da Ucrânia, porém, não foi apoiado pelo Brasil. À época, a organização decidiu que o país deverá &#8220;arcar com as consequências legais de todos os seus atos ilícitos pela lei internacional&#8221;. A medida, como as demais da entidade, tem peso apenas simbólico.</p>



<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem defendido a criação de um grupo de países para negociar o fim da guerra. No final de janeiro, o Brasil negou um pedido do governo da Alemanha para que fornecer munição de tanques, para não abalar a sua posição de neutralidade.</p>



<p><strong>(Folhapress /Foto de Zé Carlos Barretta/Folhapress)</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/chanceler-ve-sugestao-do-brasil-como-onu-muito-importante-para-paz/">Chanceler vê sugestão do Brasil como ONU “muito importante” para paz</a><a href="javascript:void(0);"></a></p>
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		<title>Rússia ataca Ucrânia com míssil hipersônico após anúncio dos tanques</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Jan 2023 17:01:46 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[#Guerra da Ucrânia]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Rússia fez um ataque com 55 mísseis contra alvos na Ucrânia nesta quinta (26), um dia depois de Estados Unidos e Alemanha escalarem o envolvimento ocidental na guerra anunciando o envio de tanques para Kiev combater a invasão de Vladimir Putin.</p>



<p>Segundo o general Valeri Zalujni, comandante das Forças Armadas ucranianas, foram utilizados diversos mísseis, inclusive o modelo hipersônico Kinjal, lançado de interceptadores MiG-31K. Ele afirmou que 47 dos projeteis foram derrubados, o que parece otimista ante os estragos relatados em diversos pontos do país.</p>



<p>Odessa, o maior porto ucraniano, ficou sem energia e água corrente. Houve ao menos um morto em Kiev e em Vinnitsia, no oeste do país, foram registradas seis grandes explosões. Não está claro onde foi empregado o Kinjal, uma das &#8220;armas invencíveis&#8221; reveladas por Putin em 2018 e que já foi utilizado no conflito.</p>



<p>&#8220;O objetivo dos russos segue inalterado: pressão psicológica sobre os ucranianos e destruição de infraestrutura crítica. Mas nós não podemos ser quebrados&#8221;, escreveu o general no Twitter. Enquanto isso, forças de Putin têm feito avanços lentos no sul e no leste do país.</p>



<p>Em Moscou, o porta-voz do Kremlin voltou a criticar o Ocidente e sua promessa de entrega de armas pesadas. &#8220;Tudo que a aliança [ocidental] está fazendo é visto como envolvimento direto no conflito. Nós vemos isso crescer&#8221;, afirmou Dmitri Peskov em sua conversa diária com repórteres. &#8220;Esses países viraram participantes do conflito&#8221;, afirmou o poderoso Nikolai Patruchev, secretário do Conselho de Segurança da Rússia.</p>



<p>Após semanas de discussão, a quarta (26) trouxe uma novidade tática para a guerra: a Alemanha disse que irá enviar 14 tanques Leopard-2A6 e permitir a reexportação do modelo, que fabrica, por outros países para Kiev. Com isso, a Polônia recebeu luz verde para também enviar 14 Leopard-2, da versão mais antiga A4.</p>



<p>De forma algo surpreendente, dada a resistência anterior, os EUA prometeram fornecer 31 tanques M1 Abrams, sem especificar se é o modelo A1, mais antigo, ou o mais recente A2 –provavelmente o blindado mais poderoso do mundo.</p>



<p>O Reino Unido, por sua vez, já havia dito que enviaria 14 tanques Challenger-2 para ajudar o esforço de guerra do presidente Volodimir Zelenski. Esses primeiros 59 tanques não mudam em nada o balanço militar da guerra, mas sinalizam uma mudança de postura que poderá levar a tanto.</p>



<p>A Ucrânia queria 300 tanques, e especialistas falam em pelo menos 100 para que incursões contra linhas defendidas pelos russos em Kherson (sul) e Donetsk (leste) tenham alguma chance de sucesso. Outros países operadores de Leopard-2, como Espanha, Finlândia e Noruega, já se manifestaram em favor do envio. Mas mesmo isso não é uma garantia.</p>



<p>&#8220;É improvável que um grupo blindado de 30 a 50 tanques Abrams afete a situação. Se forem 200 ou 300, usados corretamente, podem ser significativos&#8221;, afirmou à Folha o diretor do Centro de Análises de Estratégias e Tecnologias, um dos principais think tanks militares russos, Ruslan Pukhov.</p>



<p>Ele crê que o Ocidente irá limitar seus envios para manter a Rússia pressionada, perdendo recursos, mas não visando &#8220;uma vitória decisiva da Ucrânia, o que é improvável de todo modo&#8221;. Pukhov diz que Moscou terá problemas se enfrentar versões mais novas do Abrams e mesmod do Leopard-2 por utilizar munição soviética mais antiga.</p>



<p>Segundo Pukhov, também há escassez de mísseis antitanques modernos, similares aos americanos Javelin que a Ucrânia operou com habilidade no começo da guerra. A Rússia tem o Kornet, mas em pouca quantidade, e depende de armas menos eficazes soviéticas.</p>



<p>Para Rob Lee, americano do King&#8217;s College (Londres) que tornou-se referência na análise da guerra, os tanques ocidentais &#8220;são boa notícia, mas não uma bala de prata&#8221;.</p>



<p>&#8220;O objetivo da Ucrânia é retomar todos seus territórios ocupados pela Rússia. Romper linhas defensivas bem preparadas e explorar esses sucessos é difícil sem uma vantagem significativa de armas combinadas, e a Ucrânia dificilmente terá superioridade aérea&#8221;, escreveu no Twitter.</p>



<p>Ele concorda que os modelos ocidentais têm vantagens na disputa direta com os russos, mas há o fator numérico. Moscou perdeu o equivalente a metade de sua frota ativa de 3.000 tanques, mas colocou muitas reservas em campo -e elas somavam 10 mil blindados antes da invasão, em fevereiro do ano passado.</p>



<p>Lee aponta outras questões. &#8220;Incorporar três tipos diferentes de tanques será uma dor de cabeça logística, mas também dará aos ucranianos mais opções para repor perdas&#8221;, afirmou. &#8220;Os novos tanques vão aumentar as chances de sucesso de Kiev, mas não garanti-las&#8221;.</p>



<p>Ele vê mais importância tática nos blindados mais leves prometidos, como o Bradley e o Stryker americanos e o Marder alemão. Eles seriam melhores que os tanques ucranianos hoje em ação -Kiev perdeu metade de seus quase mil blindados do tipo até aqui, tendo recebido um reforço de 230 da Polônia após o conflito.</p>



<p>Além das dúvidas acerca das quantidades de tanques, há a velocidade de sua entrega. O treinamento para operar Leopard-2 e Challenger-2 vai de três a seis semanas, e talvez ainda mais para o Abrams -que têm o problema adicional de usar um motor a turbina, que consome horrores, obrigando uma logística mais azeitada de fornecimento de combustível especial.</p>



<p>Nesta quinta, o ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, afirmou durante um exercício militar que a primeira leva dos seus Leopard-2 estará pronta &#8220;no fim de março, começo de abril&#8221;. Restará assim ver o que fará Putin até lá.</p>



<p><strong>(Igor Gielow &#8211; Folhapress /Foto: Pexels)</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/alemanha-confirma-envio-de-tanques-a-ucrania-apos-pressao-de-aliados/">Alemanha confirma envio de tanques à Ucrânia após pressão de aliados</a><a href="javascript:void(0);"></a></p>
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		<title>Alemanha confirma envio de tanques à Ucrânia após pressão de aliados</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2023 19:29:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[#Guerra da Ucrânia]]></category>
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<p>O governo da Alemanha confirmou nesta quarta (25) o envio de um primeiro esquadrão de 14 tanques Leopard-2 e a liberação do fornecimento do modelo por outros países para apoiar o esforço de guerra da Ucrânia contra a Rússia, que a invadiu há 11 meses. Berlim tem 376 blindados do tipo.</p>



<p>&#8220;A decisão segue nossa conhecida linha de apoiar a Ucrânia da melhor forma possível&#8221;, disse em nota o premiê Olaf Scholz. Revelada na véspera pela revista Der Spiegel, a medida também abre a porta para que outros países da Otan (aliança militar ocidental) doem Leopard-2 de seus estoques.</p>



<p>Isso ocorre porque Berlim detém a licença de reexportação do modelo, prevalente nos arsenais europeus: 12 países do continente operam cerca de 2.300 tanques. Na véspera pela Polônia de envio de também 14 tanques –o equivalente militar a um esquadrão.</p>



<p>Varsóvia opera 244 tanques do tipo, 97 dos quais do modelo mais antigo A4, que quer mandar a Kiev. O pedido exíguo testou a disposição alemã, já que o governo de Scholz adiava o movimento. Finlândia e, agora, Noruega também indicaram querer enviar alguns Leopard-2.</p>



<p>Além disso, o jornal americano The Washington Post publicou reportagem dizendo que o governo de Joe Biden mudou de ideia e considera a hipótese de fornecer os poderosos, caros e difíceis de operar tanques M1A2 Abrams para Kiev. Resta saber se o vazamento visava pressionar os alemães ou é para valer, o que fará subir a já dura retórica russa de retaliação na guerra.</p>



<p>Também não está claro de onde virão os blindados alemães. Se forem de estoque, a fabricante Rheinmetall havia estimado que a preparação para a volta à ativa demoraria até o fim do ano. Além disso, estima-se que o treinamento de uma equipe completa para operar os tanques dura de três a seis semanas, por baixo.</p>



<p>Isso é necessário porque a Otan não se envolve com tropas na guerra, visando evitar uma escalada que elevaria à Terceira Guerra Mundial no limite. Mas Moscou já protestou contra o envio dos tanque, em si uma subida de degrau no apoio militar até aqui.</p>



<p>A decisão encerra semanas de pressão de seus aliados no apoio à resistência da Ucrânia contra a invasão russa, a Alemanha cedeu e vai permitir não só o envio de tanques de sua fabricação operados por outros países para Kiev, mas também mandar um número incerto de blindados de seu Exército.</p>



<p>Na sexta-feira passada (20), o chamado Grupo de Contato, que reúne os 30 países da Otan mais outros 20 aliados, discutiu o caso. A Ucrânia pede os tanques, arma ofensiva até aqui não fornecida pelo Ocidente, para montar ataques contra os russos nos próximos meses.</p>



<p>O presidente Volodimir Zelenski pediu pressa, já que Moscou tem colhido vitórias no leste e no sul do país, algo que não acontecia desde meados do ano passado, e sua campanha de degradação da infraestrutura energética do país tem cobrado um preço da população civil. Nesta terça-feira (24), ele promoveu um grande expurgo de autoridades no país, o que sugere tensões internas.</p>



<p>O motivo central para a até aqui inapetência germânica de se envolver mais no conflito, arriscando um embate direto entre Otan e Moscou. Há fatores domésticos também, já que o pacifismo que guiou o país após os desastres do militarismo nos dois conflitos mundiais no século 20 é muito forte, e a ideia de tanques alemães em uso contra russos evoca memórias sombrias.</p>



<p>O Reino Unido já havia dito que vai mandar 14 modelos Challenger-2. Especialistas dizem que no mínimo cem tanques fariam alguma diferença, e Kiev quer três vezes mais.</p>



<p>Kiev tinha quase mil tanques antes da guerra e já perdeu quase metade disso, segundo dados do site holandês Oryx. No primeiro semestre de 2020, recebeu 230 T-72 soviéticos antigos da Polônia, modelo que já operava.</p>



<p>Tudo isso explica a pressa ucraniana. De todo modo, o Ocidente aprovou um suculento pacote militar na reunião de sexta, com blindados de infantaria, artilharia e tanques leves. Só os EUA darão mais US$ 2,5 bilhões (R$ 13 bilhões) a Kiev, elevando a US$ 26,7 bilhões (R$ 139 bilhões) suas doações militares.</p>



<p><strong>(Igor Gielow &#8211; Folhapress /Foto: Pexels)</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/russia-ameaca-guerra-nuclear-contra-escalada-militar-do-ocidente-na-ucrania/">Rússia ameaça guerra nuclear contra escalada militar do Ocidente na Ucrânia</a><a href="javascript:void(0);"></a></p>
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		<title>Rússia ameaça guerra nuclear contra escalada militar do Ocidente na Ucrânia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jan 2023 14:39:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[#Guerra da Ucrânia]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Guerra da Ucrânia entra em sua 48ª semana com um novo ponto de inflexão no conflito entre a Rússia, que invadiu o país vizinho em fevereiro passado, e o Ocidente, que tem sustentado militarmente os esforços de Kiev em resistir à agressão.</p>



<p>Nesta quinta (19), véspera da reunião em que aliados ucranianos prometem um pacote robusto de novas armas que pode incluir tanques de guerra até agora não enviados para o conflito, a Rússia reagiu à movimentação ameaçando o emprego de sua bomba atômica retórica: armas nucleares de verdade.</p>



<p>Representante da linha dura do Kremlin, Dmitri Medvedev, que presidiu o país em nome de Vladimir Putin de 2008 a 2012, foi ao Telegram comentar o encontro desta sexta (20) do grupo de 50 países liderados pelas forças da Otan (aliança militar ocidental) na base americana de Ramstein, na Alemanha.</p>



<p>&#8220;Baladeiros políticos subdesenvolvidos repetem como mantra: &#8216;para obter a paz, a Rússia precisa perder&#8217;. Nunca lhes ocorre trazer a seguinte conclusão elementar disso: a derrota de uma potência nuclear numa guerra convencional pode levar a uma guerra nuclear. Potências nucleares não perdem conflitos em que seu destino está em jogo&#8221;, escreveu.</p>



<p>O comunicado é interessante. Se por um lado Medvedev repete o que já disse outras vezes, apelando a uma linha que já não comove tanto os políticos ocidentais, por outro transparece uma franqueza inusitada: a admissão de que os russos podem ser derrotados.</p>



<p>Já no ambiente oficial do Kremlin, o porta-voz Dmitri Peskov foi numa linha semelhante ao comentar reportagem do jornal americano The New York Times, segundo a qual o governo de Joe Biden tem discutido apoiar uma eventual ofensiva ucraniana contra a Crimeia -península que foi anexada em 2014 pela Rússia e é a joia da coroa expansionista de Putin, sede de sua Frota do Mar Negro.</p>



<p>A reportagem é um balão de ensaio, como se diz no jargão político: para tal ataque, primeiro Kiev precisaria retomar a província de Kherson, algo que não parece tão simples. Mas Peskov mordeu a isca e indicou a reação russa.</p>



<p>&#8220;Isso significaria elevar o conflito a um novo nível que não acabará bem para a segurança europeia&#8221;, disse o porta-voz. Ele também falou sobre o comentário de Medvedev, e endossou o aliado: &#8220;Está de acordo com a doutrina nuclear russa&#8221;, disse, em referência a um dos preceitos para o emprego das armas inomináveis: risco existencial para o Estado.</p>



<p>Por outro lado, um anúncio significativo por parte da Suécia sugere que o Ocidente está disposto a testar novamente as linhas vermelhas constantemente redesenhadas pelo Kremlin. Também nesta quinta, o governo sueco, que negocia sua entrada na Otan, anunciou que vai colocar no megapacote militar de sexta um número indeterminado de sistemas de artilharia Archer, do qual tem 48 unidades.</p>



<p>É um dos melhores obuseiros autopropulsados do mundo, e dependendo da munição utilizada, pode atingir alvos a 50 km de distância. Até aqui, a Ucrânia dependia nessa categoria acima de 150 mm de calibre dos mais antiquados Msta-S soviéticos, dos quais dispunha de 40 antes do início da guerra.</p>



<p>Estocolmo também promete enviar 50 carros de combate leves. Com isso, se soma à ajuda que será liderada por até US$ 2 bilhões dos Estados Unidos -que já anunciaram incluir 50 blindados Bradley, a coisa mais próxima de um tanque de guerra por eles prometida a Kiev, e sistemas antiaéreos Patriot.</p>



<p>Aqui começam os problemas dos ocidentais e seus aliados, todos sob o guarda-chuva americano da Otan. O governo de Volodimir Zelenski quer 300 tanques para segurar a ofensiva russa no leste do país, que nesta quinta parece ter chegado ainda mais perto da vital cidade de Bakhmut, em Donetsk (Donbass).</p>



<p>Especialistas falam que 100 tanques novos já ajudariam a equilibrar o jogo. Até aqui, a Otan evitava falar no envio de tanques por temer a reação russa. Isso mudou, e o Reino Unido fez o primeiro anúncio sobre armas do tipo nesta semana, prometendo 14 Challenger-2 para o pacote europeu (que inclui aliados como Austrália) de sexta.</p>



<p>Tudo isso elevou a pressão sobre a Alemanha, que produz o tanque moderno mais utilizado na Europa, o Leopard-2. Não só para enviar alguns dos seus 376 blindados, mas principalmente para autorizar os outros operadores a enviar seu produto para uma terceira parte.</p>



<p>Berlim resiste, apesar de a questão ter ajudado a derrubar a sua ministra da Defesa, Christine Lambrecht, na segunda (16). O premiê Olaf Scholz foi cobrado no Fórum Econômico Mundial em Davos (Suíça) por colegas europeus sobre o tema, e voltou a dizer que é preciso cautela.</p>



<p>Na quarta (18), autoridades alemão falaram anonimamente que Berlim só liberaria os Leopard se Washington enviasse seus poderoso tanques M-1A2 Abrams para o conflito. A reação americana foi imediata.</p>



<p>&#8220;Acho que não estamos lá ainda. O Abrams é um equipamento complexo, caro, difícil de treinar seu uso&#8221;, afirmou Colin Kahl, assessor do Pentágono. O tanque usa um motor com turbina, como o T-80 russo, o que eleva o desempenho, mas o torna um beberrão de combustível -algo que a Ucrânia não tem sobrando.</p>



<p>Enquanto o debate ocorre, os ucranianos elevam a cobrança com os russos atacando a leste. &#8220;Nós não temos tempo. A questão dos tanques precisa ser resolvida o mais rapidamente possível, nós estamos pagando pela demora com a vida do nosso povo&#8221;, afirmou no Telegram o assessor presidencial Andrii Iermak.</p>



<p><strong>(Igor Gielow &#8211; Folhapress /Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/russia-avanca-no-leste-da-ucrania-apos-meses-de-impasse/">Rússia avança no leste da Ucrânia após meses de impasse</a><a href="javascript:void(0);"></a></p>
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		<title>Putin ordena 1º cessar-fogo da guerra; Ucrânia rejeita e vê hipocrisia</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Jan 2023 19:01:19 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[#Guerra da Ucrânia]]></category>
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<p>O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou o primeiro cessar-fogo desde que suas forças invadiram a Ucrânia, em 24 de fevereiro do ano passado, e sugeriu o mesmo a Kiev –que rejeitou a proposta, considerada hipócrita.</p>



<p>Segundo o Kremlin, os ataques ao longo das frentes de batalha serão suspensos por 36 horas, a partir do meio-dia (6h em Brasília) desta sexta (6), visando facilitar a comemoração do Natal ortodoxo, celebrado no sábado (7).</p>



<p>Putin diz ter seguido orientação do patriarca da Igreja Ortodoxa russa, Cirilo, seu aliado político que sofreu diversas críticas por apoiar a ação militar contra os ucranianos.</p>



<p>&#8220;A partir do fato de um grande número de cidadãos de fé ortodoxa moram nas áreas das hostilidades, pedimos ao lado ucraniano para declarar um cessar-fogo e permitir a eles participar dos serviços na véspera e no dia do Natal&#8221;, disse Putin, segundo o comunicado.</p>



<p>Tanto Rússia quanto Ucrânia são países majoritariamente cristãos ortodoxos, embora Kiev tenha deixado de aceitar a autoridade de Cirilo em 2019, no maior cisma do cristianismo desde a reforma protestante do século 16. O Natal é celebrado em janeiro porque as denominações ortodoxas mantiveram o calendário juliano, que deixou de ser usado no Ocidente a partir de 1582 em favor do gregoriano.</p>



<p>O assessor presidencial Mikhailo Podoliak afirmou no Twitter que a proposta de Cirilo era &#8220;uma armadilha cínica e elemento de propaganda&#8221;. Depois, ante o comunicado de Putin, escreveu: &#8220;A Federação Russa deve deixar os territórios ocupados, e só aí haverá uma trégua temporária. Guarde a hipocrisia para si&#8221;.</p>



<p>O movimento de Putin parece jogar para a plateia, no mesmo dia em que voltou a dizer que aceita negociar a paz com a Ucrânia se o governo de Volodimir Zelenski &#8220;levar em conta as novas realidades territoriais&#8221;, segundo relato do Kremlin de uma conversa do russo com o presidente turco, Recep Tayyip Eerdogan, que busca mediar conversas entre os beligerantes.</p>



<p>O termo implica que a Rússia se daria por satisfeita se Kiev aceitasse a cessão das quatro regiões que foram anexadas por Putin em 30 de setembro, apesar de os russos não as controlarem integralmente. Além disso, Moscou absorveu a Crimeia em 2014, esse um fato político consumado para a grande parte da comunidade internacional, ainda que não reconhecido.</p>



<p>Kiev não aceita a excisão de quase 20% de seu território e promete lutar até o expulsar a Rússia. Ambos os países já estiveram unidos no passado, sob o império dos Románov (1613-1917) e na União Soviética (1922-1991), e Putin já deixou claro que considera a Ucrânia parte da Rússia.</p>



<p>Esta é outra trava: os ucranianos acreditam que, cedendo território, nada impedirá Moscou de voltar a atacar no futuro. Há propostas alternativa na praça, como a do ex-secretário de Estado americano Henry Kissinger, de que Kiev aceite perder a Crimeia e as áreas controladas por separatistas no Donbass (leste) de 2014 até a véspera da invasão de 2022.</p>



<p>Enquanto isso, os combates seguem, principalmente na região de Donetsk, uma das áreas anexadas e em que o controle russo é de pouco mais de 50% do território. Zelenski queixou-se na quarta (4) de que o Ocidente deveria lhe enviar novos tanques para operar na região –só há disposição, a priori, para o fornecimento de blindados menos potentes.</p>



<p>Os russos seguiram com ataques de artilharia e, em Belarus, novas unidades de Moscou chegam a cada dia. Segundo o Ministério da Defesa da ditadura aliada ao Kremlin, haverá novos exercícios militares da força conjunta dos dois países, o que aumenta a suspeita de que uma nova ofensiva poderá envolver elementos belarussos em algum momento deste ano.</p>



<p>Até aqui, Minsk só permitiu o uso de seu território por forças russas, mas não se envolveu diretamente na guerra. O ditador Aleksandr Lukachenko, que esteve recentemente com Putin, nega que irá participar do conflito, mas de forma cada vez menos convincente.</p>



<p><strong>(Igor Gielow &#8211; Folhapress /Foto: Marcos Corrêa/PR)</strong></p>



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		<title>Rússia diz não ver abertura para negociação de paz com Ucrânia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Dec 2022 18:55:24 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[#Guerra da Ucrânia]]></category>
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<p>O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou nesta terça-feira (6) que a Rússia concorda com os Estados Unidos de que é necessária uma &#8220;paz justa e duradoura&#8221; com a Ucrânia, mas que não vê condições objetivas para negociações neste momento.</p>



<p>Ele respondia a um comentário feito na véspera pelo secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, que afirmou que a guerra precisava acabar nesses termos -paz justa e duradoura.</p>



<p>Na semana passada, os presidentes Joe Biden e Vladimir Putin trocaram sinalizações públicas de que seria possível discutir um fim para o conflito, que começou com a invasão do Kremlin em fevereiro.</p>



<p><strong>Igor Gielow &#8211; Folhapress /Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/putin-responde-a-biden-que-aceita-negociar-mas-recusa-deixar-a-ucrania/">Putin responde a Biden que aceita negociar, mas recusa deixar a Ucrânia</a></p>
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