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	<title>ELEIÇÃO 2026 &#8211; Diário do Acionista</title>
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		<title>&#8216;Dramática reviravolta&#8217; e &#8216;surpreendente&#8217;: imprensa internacional repercute vitória de Lula</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2026 13:55:36 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Por Lóren Souza &#8211; Estadão Conteúdo</strong></p>



<p>A imprensa internacional repercutiu no domingo (25), a reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os veículos de comunicação do exterior classificaram o resultado como &#8220;dramática reviravolta&#8221; e &#8220;surpreendente&#8221;. O petista venceu a disputa do segundo turno com 51,79% dos votos válidos contra 48,21% do senador Flávio Bolsonaro (PL).</p>



<p>O jornal argentino <em>La Nación</em> destacou o dia da eleição como &#8220;polêmico&#8221; devido à extensão do horário de votação e chamou a reeleição de Lula de &#8220;virada inédita&#8221;. O texto citou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de prorrogar o horário de votação até as 19 horas em todo o País. O pedido foi feito pelas duas campanhas.</p>



<p>O jornal aponta a queda na abstenção &#8211; de 21% no primeiro turno para 19,21% no segundo turno, que representa cerca de 3 milhões de eleitores no País.</p>



<p>A reportagem repercute ainda na relação diplomática entre Brasil e Argentina. &#8220;As ações do presidente argentino Javier Milei, que apoiou abertamente Flávio Bolsonaro após meses de tensão diplomática com Lula, também foram centrais para a campanha. Com a vitória do Partido dos Trabalhadores, a relação entre Buenos Aires e Brasília, os dois principais parceiros do Mercosul, enfrenta um futuro incerto, com um dos países vizinhos apostando abertamente na derrota do presidente reeleito&#8221;, escreve.</p>



<p>A agência de notícias <em>Reuters</em> chamou a vitória de Lula de &#8220;resultado surpreendente&#8221; por desafiar as últimas pesquisas de intenção de voto e a onda de vitórias da direita na América Latina. Além disso, a agência relembrou a trajetória política do presidente e destacou sua reeleição depois de ter ficado em segundo lugar no primeiro turno.</p>



<p>&#8220;A vitória de Lula priva Trump de um importante reforço para o crescente bloco de governos latino-americanos de direita que adotaram a agenda de Washington em matéria de segurança e migração&#8221;, citou a agência sobre o cenário internacional e o relacionamento com o governo norte-americano.</p>



<p>A agência destacou que, apesar da vitória, o governo pode encontrar dificuldades de governar em razão de um Congresso mais conservador. &#8220;Juntos, o Partido Liberal (PL) de Bolsonaro e os partidos aliados poderiam controlar mais de 280 cadeiras na Câmara dos Deputados e até 50 cadeiras no Senado, o suficiente para maiorias confortáveis em ambas as casas&#8221;, disse.</p>



<p>A notícia mencionou também a economia, apontando que, segundo as previsões do governo, ela crescerá apenas 2,3% no próximo ano, o que pode agravar as preocupações fiscais ligadas às elevadas taxas de juro e à dívida pública.</p>



<p>O <em>The Guardian</em>, do Reino Unido, afirmou que o presidente reeleito protagonizou uma &#8220;dramática reviravolta&#8221; ao derrotar Flávio Bolsonaro e conquistar &#8220;um quarto mandato histórico&#8221;.</p>



<p>O jornal também relembrou o resultado do primeiro turno, ocorrido em 4 de outubro, liderado por Flávio. Segundo o jornal, após a conclusão do primeiro turno, o futuro político de Lula foi colocado em dúvida. &#8220;Desde o retorno da democracia na década de 1980, nunca antes o segundo colocado no primeiro turno havia vencido o segundo turno&#8221;, disse.</p>



<p>A reportagem destacou também a participação popular na reeleição do presidente e citou manifestações na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, e na Avenida Paulista, em São Paulo.</p>



<p>&#8220;O político de esquerda de 81 anos parece ter compensado grande parte da diferença através daquilo que seus aliados identificaram como sua principal oportunidade: persuadir seus eleitores a comparecerem às urnas. Após uma taxa recorde de abstenção de 21,08% no primeiro turno, que afetou desproporcionalmente os eleitores de Lula por estes tenderem a morar mais longe dos locais de votação, a taxa caiu para 19,21%&#8221;, mencionou.</p>



<p>O jornal citou também o cenário para o presidente dos EUA, Donald Trump. &#8220;O presidente norte-americano esperava que Bolsonaro se tornasse o mais recente de uma série de líderes pró-Trump a assumir o poder na América Latina, incluindo Abelardo de la Espriella, na Colômbia, Daniel Noboa, no Equador, José Antonio Kast, no Chile, e Javier Milei, na Argentina&#8221;, escreveu.</p>



<p>O <em>Washington Post</em>, jornal americano, destacou a eleição de Lula para o quarto mandato e citou o governo de Jair Bolsonaro, ex-presidente da República e pai de Flávio Bolsonaro, como justificativa para a mobilização de eleitores nas últimas semanas.</p>



<p>&#8220;Mas a perspectiva de uma restauração de Bolsonaro galvanizou os eleitores. A Presidência de seu pai, de 2019 a 2023, foi marcada por turbulências institucionais e retrocessos ambientais. Jair Bolsonaro minimizou a pandemia do coronavírus, que matou mais de 700 mil pessoas no Brasil, atacou as instituições democráticas e implementou políticas que alienaram mulheres, negros e indígenas&#8221;, citou o texto.</p>



<p>O governo Trump foi citado como simpático à família Bolsonaro, e o resultado das urnas, como um revés para a construção de um bloco alinhado aos EUA na América Latina.</p>



<p>&#8220;Trump não declarou apoio a Flávio Bolsonaro, como fez com seu pai em 2022. Mas seu governo tomou diversas medidas solicitadas pela família Bolsonaro. Impôs tarifas sobre produtos brasileiros e sanções a autoridades importantes para pressionar o País a arquivar o processo contra Jair Bolsonaro e planejou enviar altos funcionários para questionar a integridade das eleições brasileiras&#8221;, citou o texto.</p>



<p>O papel das plataformas digitais nas eleições também foi mencionado pelo jornal. &#8220;A campanha de Lula acusou a Meta de direcionar suas plataformas em favor de Flávio Bolsonaro, alegando que os resultados de busca marginalizavam ativistas progressistas, vídeos críticos ao candidato de direita eram removidos sem explicação e publicações pró-Lula alcançavam menos pessoas.&#8221;</p>



<p><strong>Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/cni-encontro-lula-trump-representa-avanco-concreto-em-negociacoes/" data-type="post" data-id="51657">CNI: encontro Lula-Trump representa “avanço concreto” em negociações</a></p>
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