<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>#Bia Santos &#8211; Diário do Acionista</title>
	<atom:link href="https://diariodoacionista.com.br/tag/bia-santos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://diariodoacionista.com.br</link>
	<description>O Portal online do acionista brasileiro</description>
	<lastBuildDate>Thu, 03 Nov 2022 15:02:16 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.10</generator>

<image>
	<url>https://diariodoacionista.com.br/wp-content/uploads/2021/04/icone-diario-do-acionista-150x150.png</url>
	<title>#Bia Santos &#8211; Diário do Acionista</title>
	<link>https://diariodoacionista.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Negros são minoria ao investir em produtos financeiros</title>
		<link>https://diariodoacionista.com.br/negros-sao-minoria-ao-investir-em-produtos-financeiros/</link>
					<comments>https://diariodoacionista.com.br/negros-sao-minoria-ao-investir-em-produtos-financeiros/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Nov 2022 15:02:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[#Bia Santos]]></category>
		<category><![CDATA[#investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[#mercado financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[#produtos]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://diariodoacionista.com.br/?p=26683</guid>

					<description><![CDATA[<p>Bia Santos, CEO da Barkus. De acordo com a Associação Brasileira .... </p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://diariodoacionista.com.br/negros-sao-minoria-ao-investir-em-produtos-financeiros/">Negros são minoria ao investir em produtos financeiros</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://diariodoacionista.com.br">Diário do Acionista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Bia Santos, CEO da Barkus.</strong></p>



<p>De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), apenas 29% dos brasileiros pretos e pardos investem seu dinheiro em produtos financeiros. A informação faz parte de um estudo divulgado pela Anbima este ano, o Raio X do Investidor Brasileiro 2022, no qual são apresentados os perfis e – escancarados &#8211; os reflexos da desigualdade racial no mundo das finanças no país.</p>



<p>Segundo a pesquisa, que está na sua 5ª edição, a maioria dos entrevistados (61%) das classes A/B/C não possui dinheiro aplicado. Mas além do recorte social, este é um dos primeiros estudos em que se compara dados entre brancos e negros no Brasil, mostrando que apenas 29% dos entrevistados autodeclarados pretos e pardos disseram fazer algum tipo de investimento no mercado financeiro, enquanto pessoas brancas representam 37% dos investidores. O relatório também mostra que homens (34%) investem mais do que as mulheres (27%) brasileiras. Além disso, o relatório mostra ainda que 63% das pessoas pretas e pardas que responderam a pesquisa não guardam dinheiro de forma alguma: a grande maioria das pessoas negras não reservam valor algum para investir. E as razões podem ir além da falta de dinheiro.</p>



<p>Para mudar esta realidade, o trabalho que é preciso fazer – seja nas esferas governamentais ou nas privadas – é de análise e proposição. Como conselheira da cidade do Rio de Janeiro na área de Equidade e Inclusão e fundadora de uma startup de inclusão e educação financeira, posso afirmar que entendo que esta desigualdade tem origens históricas e sociais que vão muito além de mera barreira econômica. O paciente zero desta doença remonta ao tempo da escravidão no Brasil. Como se sabe, nessa época, a população negra era mantida à margem do sistema financeiro, pois não tinha acesso ao conhecimento e, claro, viviam entre uma série de empecilhos que não permitiam que ganhassem seu próprio sustento.</p>



<p>Isso porque diversas políticas e práticas de mercado racistas foram implementadas ao longo da história e acabaram influenciando na forma como negros e pobres lidam com suas próprias finanças, inclusive nos dias de hoje, mesmo após uma série de avanços – alguns reais, alguns ‘para inglês ver’.</p>



<p>A publicação da Lei 2.040/1871, por exemplo, autorizava a Caixa Econômica a recolher os depósitos dos escravos em forma de pecúlio, ou seja, uma poupança para compra da própria liberdade e de outros cativos, criada por meio de doações, heranças ou renda proveniente do trabalho. O problema é que havia enorme resistência por parte de senhores de escravos, que impediam seus escravizados de abrir uma conta poupança e ainda cobravam preços altíssimos para a alforria. Em consequência, os escravizados eram obrigados a recorrer a empréstimos com terceiros, prática que deixou a população negra ainda mais endividada e longe de alcançar a própria liberdade.</p>



<p>Outra questão importante é a inclusão de pessoas negras no mercado de trabalho, uma dificuldade que acontece desde a época da escravidão e perdura nos dias atuais, gerando impactos que passam de geração em geração e fazem com que nossa população sofra ainda mais os efeitos da pobreza, que teve o quadro agravado pela pandemia de COVID 19.</p>



<p>Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) de 2021, cerca de 8,8 milhões de pessoas perderam seus empregos nos primeiros seis meses de 2020 no Brasil. Dessas, mais de 70% eram negras. As mulheres negras são as mais afetadas, enfrentando inúmeras dificuldades para entrar – ou retornar ao mercado de trabalho e driblando obstáculos como administrar um salário mais baixo que as mulheres brancas.</p>



<p>Em conclusão, é urgente a criação de políticas públicas de reparação histórica, que coloquem a população negra no centro da discussão. Somente com a inclusão do olhar segmentado, trazendo luz à questões como enfoque racial, é que será possível pensar ações focadas na população negra, que promovam sua valorização e inclusão, sobretudo com educação financeira, disponibilidade de informação para a compra de ativos financeiros, oferta de serviços personalizados, dentre outras tantas possibilidades que existem e podem ser aplicadas. É preciso olhar para trás e entender esse emaranhado para soltarmos os nós. Um a um. Quando o problema é complexo, a solução não pode&nbsp;ser&nbsp;simples.</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://diariodoacionista.com.br/negros-sao-minoria-ao-investir-em-produtos-financeiros/">Negros são minoria ao investir em produtos financeiros</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://diariodoacionista.com.br">Diário do Acionista</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://diariodoacionista.com.br/negros-sao-minoria-ao-investir-em-produtos-financeiros/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
