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	<title>#argentina &#8211; Diário do Acionista</title>
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	<description>O Portal online do acionista brasileiro</description>
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	<title>#argentina &#8211; Diário do Acionista</title>
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		<title>Para moeda comum com Brasil avançar, Argentina precisará entrar com garantias reais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Jan 2023 20:02:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[#brasil]]></category>
		<category><![CDATA[#Moeda comum]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Argentina precisará entregar ativos reais como garantia nas transações realizadas .... </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Argentina precisará entregar ativos reais como garantia nas transações realizadas com a moeda comum com o Brasil para que o plano saia de fato do papel, segundo interlocutores do governo ouvidos pela reportagem.</p>



<p>A criação da chamada moeda comum faz parte de uma estratégia do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de fortalecimento das relações comerciais com a Argentina, num momento em que a China vem tomando espaço do Brasil na região.</p>



<p>O modelo em estudo pela equipe do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), prevê que os bancos emprestem aos argentinos os reais necessários para bancar as importações, eliminando o dólar como moeda intermediária dessas transações.</p>



<p>O plano de Haddad é usar o FGE (Fundo de Garantia à Exportação) para destravar linhas de crédito e financiar importadores argentinos que querem adquirir bens produzidos no Brasil, mas hoje não conseguem devido à escassez de dólares no país vizinho.</p>



<p>A necessidade de a Argentina entregar ativos reais seria, portanto, uma contrapartida às garantias brasileiras, que serão fornecidas por meio do FGE.</p>



<p>O ponto central seria criar um mecanismo de compensação do comércio entre os dois países. Não se trata, portanto, de lançar uma moeda propriamente dita, como o real ou o peso -que continuariam existindo de forma independente. Esse ponto é destacado por interlocutores do governo porque, desde que a ideia foi lançada, os ruídos em torno do tema ampliaram as críticas à medida.</p>



<p>O peso argentino tem dificuldades de aceitação nas transações comerciais internacionais, principalmente em meio à crise inflacionária que assola o país e corrói o poder de compra da moeda local.</p>



<p>As exportações para os argentinos subiram 29,3% em 2022, alcançando US$ 15,4 bilhões. O valor representa 4,6% das vendas externas brasileiras, o que coloca o país como quarto principal parceiro comercial do Brasil.</p>



<p>Pelo modelo em elaboração, o pagamento seria feito pelos bancos diretamente ao exportador brasileiro, para evitar que a moeda brasileira -mais forte que o peso- ingresse na Argentina e seja trocada por dólares, desviando-se do objetivo da política.</p>



<p>O importador assume então o compromisso de quitar a operação com o banco no futuro e em reais. Em caso de calote, as garantias seriam acionadas.</p>



<p>O FGE tem hoje R$ 43,4 bilhões em ativos, o que, na avaliação do governo, é mais que o suficiente para dar cobertura às transações -já contemplando uma margem para acomodar o risco de desvalorização adicional do peso. O Brasil também tem uma posição externa muito mais confortável, com mais de US$ 330 bilhões em reservas internacionais.</p>



<p>Mas haverá também um colateral da Argentina. Como o país vizinho não tem dólares, essa garantia será dada em ativos reais, como barris de petróleo ou outras commodities. Eles precisarão estar situados em locais onde a execução das garantias seja líquida e certa, possivelmente em outro país.</p>



<p>Em um perguntas e respostas sobre a moeda comum, o Ministério da Fazenda diz que esse sistema de compensação entre os dois países poderia, por exemplo, viabilizar a exportação de carros e tecidos brasileiros e a importação de gás e trigo argentinos.</p>



<p>&#8220;Para isso é preciso uma unidade de conta e um meio de troca. A moeda comum vai fazer o clearing [câmara de compensação], o saldo final desse comércio. Se isso for feito com o dólar, haverá sempre o condicionamento à política monetária norte-americana&#8221;, diz a pasta.</p>



<p>Recebida de forma negativa por agentes do mercado financeiro, a proposta não é vista como &#8220;necessariamente sendo uma loucura&#8221; por Tony Volpon, ex-diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central. O economista ressalta que a Argentina é um mercado potencialmente grande para o Brasil.</p>



<p>&#8220;Facilitar e abrir esse mercado para exportação brasileira sem tomar riscos desmedidos de crédito, se forem prazos razoáveis com tamanhos razoáveis, até vale a pena. Mas temos de lembrar que muitas vezes essas coisas não dão certo, e calotes são frequentes&#8221;, afirma.</p>



<p>Ele pondera que o governo brasileiro tomará risco de crédito com um país que historicamente tem tido problemas para honrar suas dívidas. A Argentina precisou negociar um acordo com o FMI (Fundo Monetário Internacional) em 2022 para evitar um calote em suas dívidas.</p>



<p>Para Volpon, a moeda comum pode ser uma forma de o Brasil retomar uma relação mais amigável com um parceiro importante, mas ele vê a proposta como uma &#8220;artimanha&#8221;. &#8220;Você pode transacionar em suas moedas, mas o que você quer no final do dia é dólar&#8221;, diz.</p>



<p>No acordo celebrado pela delegação brasileira na Argentina, o Ministério da Fazenda prevê que um possível ponto de partida para a moeda comum pode ser o SML (Sistema de Pagamentos em Moeda Local), mecanismo criado em 2008 e administrado pelo Banco Central do Brasil em parceria com seus pares na Argentina, no Uruguai e no Paraguai.</p>



<p>O SML tem como foco facilitar transações entre países do Mercosul. Para servir à moeda comum com a Argentina, porém, ele por si só não é suficiente e precisaria ser aperfeiçoado. O documento cita a possibilidade de &#8220;ampliar o seu uso e escopo, com vistas a um comércio sem obstáculos e com a inclusão do comércio de serviços&#8221;.</p>



<p>As discussões para o desenvolvimento de um canal de facilitação de transações comerciais em moeda local entre Brasil e Argentina começaram em 2005 e levaram três anos até o projeto entrar em operação. A criação do sistema só foi possível depois de a Camex (Câmara de Comércio Exterior) publicar uma resolução, em 2007, autorizando exportadores brasileiros de bens e serviços a receber pagamentos em reais.</p>



<p>O SML permitiu, na prática, a realização de operações comerciais por meio das moedas locais dos países do Mercosul, sem ter o dólar como intermediário dessas operações -embora a compensação entre os bancos centrais seja feita na moeda americana.</p>



<p>A responsável pela implementação do sistema foi Maria Celina Arraes, ex-diretora de Assuntos Internacionais do BC. Ela conta que o sistema tinha como objetivo incentivar o pequeno exportador, com a redução do custo da operação, e dinamizar o comércio de pequenas e médias empresas no exterior, que não teriam condições nem tamanho para operações no mercado cambial.</p>



<p>Um objetivo secundário seria ampliar a integração regional de países latino-americanos, impulsionando o Mercosul. &#8220;A gente falava que era o início de uma possível internacionalização do real&#8221;, diz Arraes.</p>



<p>De acordo com Henrique Meirelles, presidente do BC na época, o sistema facilitou a operacionalização do fluxo comercial entre Brasil e Argentina, sobretudo devido à carência de dólares no país vizinho. &#8220;Isso se acertou bem porque existia um certo equilíbrio comercial&#8221;, destaca.</p>



<p>Meirelles ressalta que hoje há um desequilíbrio na balança entre os dois países, com maior volume de exportações brasileiras. &#8220;Isso pode gerar um acúmulo dessas reservas [futura moeda comum] no Banco Central do Brasil&#8221;, afirma. Para ele, o superávit brasileiro é um obstáculo para o sucesso do modelo.</p>



<p>Embora o SML tenha facilitado as transações entre as economias, sua participação nas trocas bilaterais permanece até hoje reduzida e concentrada nas exportações brasileiras.</p>



<p>O sistema em operação pelo BC apresenta uma série de limitações, como a demora no processo e restrições relacionadas à ausência de um contrato de câmbio.</p>



<p><strong>(Nathalia Garcia e Idiana Tomazelli &#8211; Folhapress / Foto: Ricardo Stuckert/PR)</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/mexico-e-peru-questionam-proposta-de-moeda-em-comum-de-brasil-e-argentina/">México e Peru questionam proposta de moeda em comum de Brasil e Argentina</a><a href="javascript:void(0);"></a></p>
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		<title>México e Peru questionam proposta de moeda em comum de Brasil e Argentina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jan 2023 20:35:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[#Mercosul]]></category>
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		<category><![CDATA[economia]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Autoridades do México e do Peru questionaram a proposta de moeda comum lançada pelos presidentes do Brasil e da Argentina.</p>



<p>A ideia da criação da moeda não é substituir as divisas nacionais, como ocorreu no caso do euro, mas sim para transações comerciais entre os dois países -e outras nações da América Latina que aderirem no futuro, segundo Lula.</p>



<p>Em conferência, o presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador afirmou que seu governo &#8220;não concordaria por muitas razões&#8221;.</p>



<p>O ministro da Economia e Finanças do Peru, Álex Contreras, qualificou a proposta de &#8220;irrealista&#8221;<br>O chefe do Executivo mexicano disse que desconhece os detalhes da iniciativa proposta após um encontro entre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e da Argentina, Alberto Fernández.</p>



<p>[&#8220;Mas] Não estaríamos de acordo. Nós temos muitas razões para continuar mantendo o dólar como referência&#8221;, disse o chefe de Estado em uma coletiva de imprensa.</p>



<p>Ao ser questionado sobre o assunto, o chefe econômico do governo peruano disse que seriam necessárias ter moedas &#8220;fortes e estáveis&#8221; para atuar com liderança no mercado internacional, conforme informou a Forbes em espanhol. Para, Contreras é preciso ordenar as contas fiscais e reduzir a inflação.</p>



<p>&#8220;São necessárias condições econômicas que não estão disponíveis atualmente&#8221;, afirmou Contreras.<br>Ele pontuou ainda que, neste caso, o sol -moeda peruana- é estável e está protegida por um banco central &#8220;independente&#8221;.</p>



<p><strong>(Folhapress / Foto: José Cruz/Agência Brasil)</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/moeda-comum-entre-brasil-e-argentina-esta-sendo-trabalhada-diz-lula/">Moeda comum entre Brasil e Argentina está sendo trabalhada, diz Lula</a><a href="javascript:void(0);"></a></p>
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		<title>Itamaraty confirma novo embaixador do Brasil na Argentina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Jan 2023 19:36:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Ministério das Relações Exteriores informou hoje (24) que o embaixador Julio Glinternick Bitelli foi confirmado como o novo embaixador do Brasil na Argentina. Atualmente, ele é embaixador do Brasil no Marrocos.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1505805&amp;o=node"><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1505805&amp;o=node"></p>



<p>Bitelli já atuou na embaixada em Buenos Aires em duas ocasiões. Foi conselheiro entre 2003 e 2006, responsável pelo setor político, e ministro-conselheiro, de 2010 a 2013. Entre 2013 e 2015, chefiou a embaixada na Tunísia e, de 2016 a 2019, na Colômbia.</p>



<p>Já foi chefe de gabinete do ministro das <a href="https://www.gov.br/mre/pt-br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Relações Exteriores</a>, nos anos 2015 e 2016, ocasião em que o atual ministro Mauro Vieira, também comandou o Itamaraty.</p>



<p>Ao indicar um embaixador, o país solicita formalmente agrément, que é o consentimento do Estado estrangeiro que receberá o diplomata. No caso de Bitelli, o Itamaraty informou que a Argentina concedeu agrément. Agora, a designação será submetida à aprovação do Senado Federal, para que o embaixador assuma oficialmente como representante do Brasil no país.</p>



<p><strong>(Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil /Foto: Pedro França &#8211; Agência Senado)</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/embaixador-sergio-danese-e-designado-representante-do-brasil-na-onu/">Embaixador Sérgio Danese é designado representante do Brasil na ONU</a></p>
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		<title>Moeda comum entre Brasil e Argentina está sendo trabalhada, diz Lula</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jan 2023 22:28:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o projeto de moeda comum entre Brasil e Argentina está sendo trabalhado pelos dois países. A declaração foi dada após uma reunião entre Lula e o presidente argentino, Alberto Fernández, em Buenos Aires nesta segunda-feira (23).</p>



<p>&#8220;Acho que com o tempo isso [moeda comum] vai acontecer, e é necessário que aconteça&#8221;, afirmou Lula.<br>O presidente brasileiro diz que o projeto de moeda comum será tratado junto a propostas de comércio exterior e de transações feitas pelas equipes econômicas da Argentina e do Brasil, após &#8220;muitos debates e reuniões&#8221;.</p>



<p>&#8220;Se dependesse de mim a gente teria comércio exterior sempre nas moedas dos outros países, para que a gente não precise ficar dependendo do dólar. Por que não tentar criar uma moeda comum entre os dois países, com países do Brics?&#8221;, disse Lula.</p>



<p>Os governos do Brasil e da Argentina assinarão, ainda, um acordo para financiar exportações brasileiras em operações com garantias do país vizinho com liquidez internacional, para tentar reacender o comércio entre os dois países, disse à Reuters uma fonte do governo brasileiro que participou das negociações.</p>



<p>O acordo prevê a abertura de crédito de bancos brasileiros para importadores argentinos e a criação de um fundo pelo governo brasileiro para garantir o pagamento dos empréstimos.</p>



<p>Nessa operação, segundo a fonte, o banco paga diretamente ao exportador brasileiro, com garantia do Tesouro nacional, enquanto o Brasil recebe da Argentina o mesmo valor, depositado em Nova York, de títulos com liquidez internacional.</p>



<p>&#8220;Pode ser títulos chineses, pode ser contratos de compra de gás, de trigo. Algo com liquidez internacional que garanta que, no caso de não pagamento pelo importador argentino, o Brasil possa acessar para compensar esse não pagamento&#8221;, disse a fonte.</p>



<p>Toda a operação, segundo a fonte, seria feita em reais.</p>



<p>O acordo prevê ainda a garantia de que as empresas brasileiras consigam retirar fundos da Argentina sem dificuldades. Sem divisas, o país tem controlado a saída de recursos de empresas estrangeiras, o que não deve acontecer mais com as brasileiras.</p>



<p>O acordo também prevê a organização de um grupo de trabalho para criação, em médio e longo prazos, de uma conta única de compensação na América do Sul nos mesmos moldes do negociado agora com a Argentina, mas mais sistematizado e com uma governança que autorize o acesso do país aos recursos se cumprir determinadas regras, como por exemplo inflação de um dígito e não estar em default.</p>



<p>Brasil tem orgulho de financiar projetos na América Latina, diz Lula Com relação à possibilidade de que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) volte a financiar obras em outros países da América Latina, Lula afirmou que isso seria &#8220;motivo de orgulho&#8221; e que o Brasil tem o dever de ajudar a seus vizinhos.</p>



<p>Ele disse, ainda, que se os empresários brasileiros mostrarem esforço, as condições para a criação de um gasoduto entre Brasil e Argentina poderão ser criadas.</p>



<p>&#8220;Eu tenho certeza que os empresários brasileiros têm interesse no gasoduto, nos fertilizantes que a Argentina tem, no conhecimento científico e tecnológico da Argentina. E se há interesse dos empresários e do governo, e nós temos um banco de desenvolvimento para isso, nós vamos criar as condições para fazer o financiamento que a gente possa fazer para ajudar no gasoduto argentino&#8221;, disse Lula.</p>



<p><strong>(Sylvia Colombo &#8211; Folhapress / Foto: Ricardo Stuckert/PR)</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/lula-celebra-com-fernandez-retomada-de-relacao-truncada-em-meio-a-criticas-a-bolsonaro/">Lula celebra com Fernández retomada de ‘relação truncada’ em meio a críticas a Bolsonaro</a><a href="javascript:void(0);"></a></p>
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		<title>Lula celebra com Fernández retomada de &#8216;relação truncada&#8217; em meio a críticas a Bolsonaro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jan 2023 19:02:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[#Alberto Fernández]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em sua primeira viagem ao exterior desde que assumiu a Presidência em seu terceiro governo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve com seu homólogo argentino, Alberto Fernández, em Buenos Aires, e reforçou o discurso de retomada de relações na América Latina, algo que pleiteia desde a campanha eleitoral.</p>



<p>Fernández afirmou nesta segunda-feira (23), na Casa Rosada, que seu encontro com Lula representa o início de um laço estratégico mais profundo que &#8220;durará por muitas décadas&#8221;. Ele, um dos principais aliados de Lula na vizinhança, elogiou o petista e criticou Jair Bolsonaro (PL) e Maurício Macri.</p>



<p>&#8220;Vi como [Lula] liderou políticas públicas que tiraram da pobreza milhões de pessoas&#8221;, disse Fernández, acrescentando que &#8220;não vai deixar que nenhum fascista no Brasil se aposse da soberania popular&#8221;, referindo-se ao ataque golpista às sedes dos três Poderes, em Brasília.</p>



<p>&#8220;Nossos povos só querem bem-estar e justiça&#8221;, prosseguiu o argentino. &#8220;O Brasil teve de atravessar Bolsonaro, e a Argentina teve de atravessar Macri; agora é o momento de entrar numa nova etapa.&#8221;</p>



<p>Já Lula, em sua declaração, disse que este seria um dia de celebração entre o Brasil e a Argentina. Afirmou que não esquecerá o gesto de Fernández de ter ir visitá-lo na prisão, em Curitiba. Também lembrou sua relação, como presidente, com líderes argentinos anteriores, desde Eduardo Duhalde.</p>



<p>O petista afirmou que, no período de seus dois outros mandatos, a América Latina chegou perto do &#8220;sonho dos libertadores&#8221; como nunca antes. E que a reaproximação entre os dois países é uma &#8220;retomada de relação que jamais deveria ter sido truncada&#8221;.</p>



<p>O presidente afirmou que o Brasil não tem porque ter rusgas com outros países da região. &#8220;Pela primeira vez na minha vida torci para a Argentina&#8221;, disse ele, referindo-se à final da Copa do Mundo do Qatar, disputada pela seleção de Lionel Messi contra a França. &#8220;Mas agora chega, é a vez do Brasil.&#8221;</p>



<p>Sobre a possível criação de uma moeda comum, confirmou que os países trabalham no projeto e disse que, se dependesse dele, seria bom que &#8220;não fosse necessário sempre ter o dólar como referência&#8221;. Já com relação à possibilidade de que o BNDES volte a financiar obras em outros países da América Latina, afirmou que isso seria &#8220;motivo de orgulho&#8221; e que o Brasil tem o dever de ajudar os vizinhos. Também disse que, se empresários brasileiros mostrarem esforço, voltará &#8220;a criar condições de financiamento de um gasoduto&#8221;.</p>



<p>Além da visita ao presidente argentino, a assessoria de Lula também havia dito que o petista teria uma bilateral com o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. O encontro entre os dois, no entanto, foi cancelado poucas horas depois por decisão de Caracas. A reunião seria a primeira entre os líderes dos países desde que eles reataram os laços diplomáticos, rompidos em 2020 pelo governo Bolsonaro.</p>



<p>Questionado sobre o cancelamento da bilateral entre Brasil e Venezuela, Fernández afirmou que &#8220;todos os países estão convidados&#8221; para a Cúpula da Celac e que os líderes de Cuba e Venezuela são bem-vindos. Segundo o argentino, não há nenhuma notícia de que Maduro não vá à Cúpula da Celac.</p>



<p>Lula fez críticas à oposição da Venezuela, e disse que &#8220;se fez uma coisa abominável com a democracia&#8221; ao reconhecer Juan Guaidó como presidente interino do país. O petista também defendeu o fim do embargo econômico contra Cuba. &#8220;Eles querem ter o modelo deles, e nós temos que ajudar naquilo que pudermos&#8221;.</p>



<p>Uma das primeiras medidas do Itamaraty no governo Lula 3 foi anunciar o retorno do Brasil à Celac, colegiado que Bolsonaro havia abandonado em 2020.</p>



<p>Lula chegou à Casa Rosada, sede da Presidência da Argentina, às 11h desta segunda para o encontro com Fernández. Ambos estavam acompanhados das primeiras-damas. Antes, o petista participou de uma cerimônia de entrega de flores em homenagem ao general José de San Martín, herói da independência local.</p>



<p>Ainda na noite desta terça, o brasileiro e o argentino assistirão juntos a um concerto no Centro Cultural Kirchner. As relações entre os dois principais parceiros do Mercosul estava adormecida devido à posição de isolamento do ex-presidente Bolsonaro.</p>



<p><strong>(Sylvia Colombo &#8211; Folhapress / Foto: Ricardo Stuckert/PR)</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/lula-diz-que-bolsonaro-tem-culpa-sobre-atos-de-vandalismo-em-brasilia/">Lula diz que Bolsonaro tem culpa sobre atos de vandalismo em Brasília</a><a href="javascript:void(0);"></a></p>
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		<title>Lula e Fernández se encontram e se abraçam após eleição</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Oct 2022 18:05:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[#Alberto Fernández]]></category>
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		<category><![CDATA[#brasil]]></category>
		<category><![CDATA[#eleição 2022]]></category>
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<p>Menos de 24 horas após a vitória nas urnas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve seu primeiro encontro como presidente eleito do Brasil com um chefe de Estado estrangeiro. Trata-se de Alberto Fernández, presidente da Argentina e amigo de Lula, que chegou nesta segunda-feira (31) a São Paulo.</p>



<p>&#8220;Todo meu amor, minha admiração e meu respeito, querido companheiro&#8221;, escreveu o argentino em uma publicação nas redes sociais.</p>



<p>O post é acompanhado de um vídeo do momento em que os dois se encontraram. Fernández e Lula se abraçam, e o argentino diz ao brasileiro: &#8220;Presidente! Que alegria vê-lo!&#8221;.</p>



<p>A vitória de Lula foi confirmada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pouco antes das 20h de domingo (30). Numericamente, o petista teve a maior votação da história, com mais de 60,3 milhões de votos recebidos –50,9% dos votos válidos. O recorde anterior era dele mesmo, em 2006, com 58,2 milhões de votos.</p>



<p>Fernández foi um dos primeiros chefes de Estado a cumprimentar Lula pelo resultado das eleições.&#8221;Parabéns, Lula! Sua vitória abre um novo tempo para a história da América Latina. Um tempo de esperança e de futuro que começa hoje mesmo. Por aqui, você tem um companheiro com quem trabalhar e sonhar alto com a vida dos nossos povos&#8221;, publicou o presidente argentino.</p>



<p>Adversário de Lula, Jair Bolsonaro (PL) é o primeiro presidente em exercício a perder a reeleição, tendo conquistado 49,1% dos votos válidos (58,2 milhões). Como ainda não se manifestou sobre o resultado, ele já é o candidato derrotado que mais demorou a reconhecer a vitória do adversário em uma corrida presidencial.</p>



<p><strong>(Folhapress /Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)</strong></p>
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		<title>Argentina prende 3ª suspeita de atentado contra Cristina Kirchner</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Sep 2022 17:59:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[#argentina]]></category>
		<category><![CDATA[#Cristina Kirchner]]></category>
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<p>A polícia argentina prendeu uma amiga de Brenda Uliarte, namorada do brasileiro que tentou atirar na vice-presidente Cristina Kirchner, na terceira detenção relacionada ao caso, afirmou a imprensa argentina nesta terça-feira (13).</p>



<p>Não foi divulgado o nome da suspeita, apenas o sobrenome dela: Díaz. Ela teria se comunicado com Uliarte horas depois que o namorado dela, Fernando Sabag Montiel, apertou o gatilho de uma pistola contra Cristina -a arma falhou e o tiro não foi disparado.</p>



<p>Díaz foi detida na noite desta segunda-feira (12) pela polícia de segurança aeroportuária, por ordem da juíza Maria Eugenia Capuchetti, responsável pelo caso.</p>



<p>Fontes judiciais disseram ao jornal Clarín que a análise do celular de Uliarte revelou mensagens &#8220;de conteúdo forte e importante&#8221; trocadas entre ela e a nova suspeita, horas depois do atentado contra a vice-presidente.</p>



<p>Brasileiro que vive na Argentina desde criança. Fernando Andrés Sabag Montiel, 35, foi preso no último dia 1º, logo após puxar o gatilho de uma pistola Bersa calibre 32 contra o rosto de Cristina quando ela chegava em casa, no bairro nobre da Recoleta, em Buenos Aires.</p>



<p>Ele usava touca e máscara e teria saído correndo depois de tentar atirar, mas foi seguido por cinco pessoas e preso.</p>



<p>Brenda Uliarte, 23, foi acusada junto com o namorado de tentativa de homicídio, apesar de ter negado a participação. Sabag também afirmou, em depoimento à Justiça no dia 6, que ela não estaria envolvida.</p>



<p>Mas, segundo a acusação, o ataque foi planejado pelos dois. Uliarte estava próxima de Sabag durante o atentado e passou na porta da casa de Cristina, no bairro da Recoleta, dias antes da ação de seu namorado.</p>



<p>A imprensa argentina também publicou fotos do dia 8 de maio que mostram Uliarte com uma pistola na cintura. Investigadores apontam que a arma seria a mesma usada por Sabag no ataque a Cristina.</p>



<p>Segundo o jornal La Nación, na noite da segunda-feira, a polícia fez três batidas policiais para apreender telefones celulares e aparelhos eletrônicos.</p>



<p>A imprensa argentina afirma ainda que o celular de Uliarte virou peça chave da investigação e que revelou que o casal teria planejado anteriormente assassinar Cristina, em um plano que &#8220;não se concretizou&#8221;.</p>



<p><strong>(Folhapress /Foto⁚ José Cruz/Agência Brasil)</strong></p>
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		<title>Brasileiro tenta atirar em Cristina Kirchner na Argentina e é preso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Sep 2022 20:35:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[#argentina]]></category>
		<category><![CDATA[#atentado]]></category>
		<category><![CDATA[#Cristina Kirchner]]></category>
		<category><![CDATA[#mundo]]></category>
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<p>A polícia argentina prendeu na noite desta quinta-feira (1º) um homem que aparentemente tentou disparar uma arma contra a vice-presidente Cristina Kirchner quando ela chegava em casa, no bairro da Recoleta, em Buenos Aires.</p>



<p>A polícia o identificou como Fernando Andrés Sabag Montiel, um brasileiro de 35 anos com antecedentes criminais -em março de 2021 ele tinha sido detido portando uma faca de 35 centímetros, no bairro de La Paternal, onde supostamente morava.</p>



<p>Canais de TV captaram as imagens de quando a ex-presidente deixava seu carro, rodeada por uma multidão de apoiadores. Em determinado momento, ela abaixa a cabeça quando alguém com o que parece ser uma pistola se aproxima a menos de 1 metro dela. Imagens publicadas nas redes sociais mostram o momento de diversos ângulos, inclusive de frente para a política.</p>



<p>O ministro da Segurança da Argentina, Aníbal Fernández, disse que o homem estava armado com uma pistola 3.8 e que ele teria tentado puxar o gatilho, sem sucesso. Segundo noticiou a emissora C5N, a arma teria falhado.</p>



<p>Mais tarde, o presidente Alberto Fernández fez um pronunciamento no qual atribuiu o caso a discursos de ódio, dizendo que eles engendram violência. &#8220;Esse caso tem gravidade institucional. Atentou-se contra nossa vice-presidente e nossa paz social foi alterada. Afeta nossa democracia, nossa convivência sofre as consequências dos discursos de ódio&#8221;, afirmou.</p>



<p>O político chamou o ataque de fato mais grave desde a recuperação da democracia argentina. &#8220;A arma com cinco balas não disparou apesar de ter sido acionado o gatilho. Graças a isso Cristina continua com vida. Convoco a todos os argentinos a rejeitar qualquer forma de violência.&#8221; Fernández determinou feriado nacional nesta sexta-feira (2) para que o povo &#8220;possa se solidarizar&#8221; com a vice-presidente.</p>



<p>Partidas de futebol e sessões do Parlamento foram suspensas.</p>



<p>Momentos depois do ataque, a oposição divulgou um comunicado pedindo uma investigação urgente e condenando o que chamou de ato de violência. Senadores e deputados se reuniram no Parlamento para fazer uma foto unindo nomes peronistas e da oposição prestando solidariedade a Cristina -que, por seu cargo no governo, atua como presidente do Senado também.</p>



<p>Alguns opositores, porém, encontraram espaço para fazer ressalvas à reação de Fernández. &#8220;O presidente brinca com fogo. Em vez de investigar seriamente um caso grave, acusa a oposição e a imprensa e decreta um feriado para mobilizar militantes. Converte uma violência pessoal em jogada política.</p>



<p>Lamentável&#8221;, tuitou Patricia Bullrich, líder do partido PRO.</p>



<p>A militância ligada ao peronismo fez convocações para que apoiadores voltassem a se reunir em frente ao prédio da vice-presidente e marcaram um ato para a tarde desta sexta (2) em Buenos Aires. O peronismo enfrenta uma grave crise de popularidade, com o governo rachado entre o presidente e sua vice.</p>



<p>Políticos no Brasil e na América do Sul também se manifestaram. O ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tuitou que Cristina Kirchner foi &#8220;vítima de um fascista criminoso que não sabe respeitar divergências e a diversidade&#8221;. O ex-presidente argentino Mauricio Macri chamou o caso de gravíssimo incidente, que &#8220;exige um esclarecimento imediato e profundo por parte da Justiça e das forças de segurança&#8221;.</p>



<p>Segundo a imprensa argentina, o homem que tentou disparar contra Cristina usava touca e máscara e, por isso, teria chamado a atenção da multidão ao sair correndo depois do ataque. Boletim da polícia informou que cinco pessoas teriam seguido atrás dele, permitindo que os agentes o identificassem como autor do ataque. A pistola teria sido encontrada na calçada.</p>



<p>De acordo com o jornal Clarín, sua passagem pela polícia se deu quando ele foi interceptado por dirigir sem a placa traseira do carro -ele afirmou às autoridades que ela havia caído dias antes por causa de um acidente. Os agentes pediram então que ele saísse do veículo e, quando a porta do carro se abriu, uma faca de 35 centímetros de comprimento caiu no chão.</p>



<p>O brasileiro afirmou então que usava o objeto para se defender e terminou autuado pelo porte de arma. Segundo registros comerciais encontrados pelo mesmo jornal, ele atuaria como motorista de aplicativo e tinha um Chevrolet Prisma em seu nome.</p>



<p>Há mais de uma semana, a residência de Cristina na Recoleta se transformou em ponto de encontro de manifestantes pró e contra a ex-presidente. Os protestos começaram quando o promotor Diego Luciani pediu uma pena de prisão de 12 anos para a política, que é acusada de chefiar um esquema de associação ilícita e fraude ao Estado no período em que foi presidente (2007-2015).</p>



<p>Luciani também solicitou que Cristina seja inabilitada a concorrer a cargos públicos para o resto da vida e que sejam devolvidos aos cofres públicos 5,3 bilhões de pesos (R$ 200 milhões).</p>



<p>&#8220;Estão esperando que matem um peronista&#8221;, havia dito na tarde desta quinta o filho de Cristina, Máximo Kirchner, referindo-se ao fato de a polícia da cidade de Buenos Aires, governada pela oposição, ter abandonado a vigilância do local depois dos incidentes da noite do último sábado (27).</p>



<p>Um grupo de militantes do movimento La Cámpora estourou fogos de artifício e derrubou barreiras que haviam sido colocadas pelo governo para, segundo a versão oficial, impedir o trânsito de veículos e &#8220;respeitar os vizinhos, que não dormem há dias&#8221;. O argumento foi lido por apoiadores de Cristina como provocação.</p>



<p>Houve tumulto quando os manifestantes encontraram os agentes de segurança, que reprimiram o ato com jatos de água e gás lacrimogêneo. Duas pessoas foram presas e sete policiais ficaram feridos, segundo a agência Reuters.</p>



<p>Ao fim da confusão, Fernández escreveu no Twitter que a operação policial, &#8220;longe de contribuir para a tranquilidade, gerou um clima de insegurança e intimidação&#8221;. Já o ex-presidente Mauricio Macri culpou Cristina pelo tumulto.</p>



<p>Além de enfrentar problemas na Justiça, a vice-presidente passa por uma crise dentro do governo, travando uma disputa por espaço com Alberto Fernández, que sofre com a baixa popularidade. No mês passado, a gestão criou um &#8220;superministério&#8221; da Economia, atribuído a Sergio Massa, com a missão de tirar o país da crise financeira -que envolve uma inflação que pode chegar a 90% ao ano e a disparada do dólar no mercado paralelo.</p>



<p><strong>(Sylvia Colombo &#8211; Folhapress /Foto<em>:</em> José Cruz &#8211; Agência Brasil)</strong></p>
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