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	<title>Energia &#8211; Diário do Acionista</title>
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	<description>O Portal online do acionista brasileiro</description>
	<lastBuildDate>Fri, 18 Sep 2026 02:48:18 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Energia &#8211; Diário do Acionista</title>
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		<title>Energia nuclear pode mais que triplicar até 2060 com avanço da inteligência artificial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 02:48:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energia]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Redação A capacidade mundial de geração de energia nuclear pode .... </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Por Redação</em></p>



<p>A capacidade mundial de geração de energia nuclear pode mais que triplicar até 2060, impulsionada pelo crescimento da demanda por eletricidade, pela expansão dos centros de dados e pelo avanço da inteligência artificial (IA). A projeção ocorre em meio à retomada dos investimentos no setor e à busca de governos e empresas de tecnologia por fontes capazes de fornecer energia de forma contínua para sustentar uma infraestrutura digital que exige cada vez mais eletricidade.</p>



<p>Dados da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) mostram que o mundo conta atualmente com mais de 400 reatores nucleares em operação. Segundo informações atualizadas pelo órgão em setembro, são 417 reatores em funcionamento, com cerca de 380 gigawatts (GW) de capacidade, além de 78 unidades em construção, que somam aproximadamente 82 GW.</p>



<p>Em um cenário de maior expansão, projeções apresentadas pela agência indicam que a capacidade nuclear mundial pode chegar à faixa de 1.470 GW em 2060. O movimento acompanha uma mudança na demanda global por eletricidade, com a entrada de consumidores de grande porte ligados à economia digital.</p>



<p>A inteligência artificial é um dos fatores por trás dessa pressão. A Agência Internacional de Energia (IEA) calcula que o consumo mundial de eletricidade dos centros de dados pode praticamente dobrar, passando de 485 terawatts-hora (TWh), em 2025, para cerca de 950 TWh em 2030. No mesmo período, o consumo dos data centers voltados especificamente à IA pode triplicar.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Inteligência artificial aumenta demanda por energia</strong></h2>



<p>O crescimento ocorre porque treinamento e operação de modelos de IA dependem de servidores que funcionam continuamente e demandam infraestrutura de processamento e refrigeração. Segundo a IEA, o consumo de eletricidade dos centros de dados dedicados à inteligência artificial cresceu 50% somente em 2025.</p>



<p>A demanda tem aproximado o setor nuclear das empresas de tecnologia. Um documento da AIEA destaca movimentos de companhias como Google, Microsoft, Amazon e Meta para contratar ou apoiar projetos de geração nuclear. Entre as iniciativas estão acordos envolvendo pequenos reatores modulares, os chamados SMRs, e a retomada de instalações existentes.</p>



<p>Para o diretor-geral da AIEA, Rafael Mariano Grossi, a relação entre as duas tecnologias deve ganhar espaço no planejamento energético. Em posicionamentos da agência, Grossi tem chamado essa aproximação de uma convergência entre “o átomo e o algoritmo”, diante da necessidade de fornecer eletricidade contínua para uma economia cada vez mais dependente de processamento de dados.</p>



<p>A expansão, no entanto, depende de investimentos, financiamento e capacidade para construir novos projetos. A IEA aponta que os investimentos anuais em energia nuclear já haviam superado US$ 60 bilhões após crescerem quase 50% em três anos. A agência também destaca que os pequenos reatores modulares podem ampliar as possibilidades de implantação da fonte, embora questões regulatórias, custos e prazos de construção ainda sejam obstáculos.</p>



<p>O avanço da IA adicionou uma nova variável a esse cenário. Além dos compromissos de redução de emissões e da busca por segurança energética, a necessidade de garantir eletricidade disponível 24 horas por dia para centros de dados passou a integrar as decisões sobre novas usinas. Com isso, a expansão da infraestrutura digital pode se tornar um dos fatores para determinar o ritmo dos investimentos nucleares nas próximas décadas.</p>



<p>Foto: Pexels </p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/energia-nuclear-e-estrategica-para-soberania-defende-industria/" data-type="post" data-id="55449">Energia nuclear é estratégica para soberania, defende indústria</a></p>
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		<title>Setor energético apresenta agenda ao próximo governo e cobra decisões para garantir investimentos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 01:52:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energia]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Redação&#160; O setor elétrico brasileiro apresentou uma agenda de propostas .... </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Por Redação&nbsp;</em></p>



<p>O setor elétrico brasileiro apresentou uma agenda de propostas para os primeiros 100 dias do próximo presidente da República, defendendo medidas para reduzir incertezas regulatórias, ampliar investimentos e garantir a segurança do sistema de energia. O documento, elaborado por entidades que representam empresas do segmento, reúne temas considerados prioritários para um setor que responde por parte da infraestrutura da economia e passa por mudanças na matriz de geração e no mercado de eletricidade.</p>



<p>A iniciativa ocorre em um momento de expansão da oferta de energia e de crescimento da participação das fontes renováveis. Dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) mostram que a geração de eletricidade no Brasil alcançou 775,9 terawatts-hora (TWh) em 2025, aumento de 3,3% em relação ao ano anterior. As fontes renováveis responderam por 86,6% da oferta interna de energia elétrica, mantendo o país entre os sistemas com maior participação dessas fontes na matriz.</p>



<p>O avanço da energia solar e da eólica alterou a composição da geração nos últimos anos. Em 2025, a produção solar fotovoltaica chegou a 88,1 TWh, crescimento de 24,7%, enquanto a geração eólica somou 116,5 TWh, segundo a EPE. O aumento dessas fontes ampliou a necessidade de investimentos em transmissão e em mecanismos que garantam o equilíbrio do sistema diante das variações de geração.</p>



<p>Nesse contexto, as entidades do setor defendem que o próximo governo trate a política energética como uma agenda de Estado, com regras estáveis para investimentos e decisões sobre encargos, subsídios e expansão da rede elétrica.</p>



<p><strong>Energia no Brasil entra na pauta dos primeiros 100 dias</strong></p>



<p>A abertura do mercado livre de energia é outro ponto que deve ganhar espaço nas discussões. Dados do Ministério de Minas e Energia (MME), com base na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), indicam que o ambiente de contratação livre recebeu mais de 21 mil novos consumidores em 2025 e passou a responder por cerca de 43% do consumo nacional de eletricidade.</p>



<p>Para o secretário Nacional de Energia Elétrica, João Daniel Cascalho, a modernização do setor precisa ampliar a possibilidade de escolha dos consumidores sem comprometer a segurança do abastecimento. Em declarações durante debates sobre a reforma do setor, o secretário afirmou que a revisão das regras deve buscar eficiência econômica e preservar a modicidade tarifária.</p>



<p>A preocupação com a segurança energética também aparece entre as prioridades. O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou medidas para reforçar a capacidade do sistema diante de riscos climáticos e de incertezas internacionais, incluindo a antecipação de contratos de geração que acrescentam potência ao sistema.</p>



<p>O debate ocorre enquanto o país mantém produção de petróleo e gás em crescimento. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção média de petróleo atingiu cerca de 3,8 milhões de barris por dia em 2025, enquanto a produção de gás natural avançou no mesmo período. Esses segmentos continuam associados à arrecadação de royalties, exportações e investimentos.</p>



<p>O presidente da EPE, Thiago Prado, tem defendido que a transição energética exige planejamento de longo prazo e coordenação entre governo, empresas e consumidores. Para ele, as decisões sobre novas tecnologias e fontes de energia precisam considerar custos, infraestrutura e segurança do sistema.</p>



<p>Com a apresentação da agenda ao próximo governo, o setor energético busca colocar essas questões entre as primeiras decisões da nova administração. A expectativa das entidades é que medidas adotadas no início do mandato contribuam para reduzir incertezas, destravar investimentos e dar previsibilidade a um setor que influencia a atividade industrial, o consumo das famílias e a competitividade da economia brasileira.</p>



<p><strong>Foto: Pexels</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/apple-amplia-investimento-em-energia-solar-e-eolica-na-europa-adicionando-650-mw-de-capacidade-de-energia-limpa/" data-type="post" data-id="51173">Apple amplia investimento em energia solar e eólica na Europa, adicionando 650 MW de capacidade de energia limpa</a></p>
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		<title>Energia em risco: interrupções no abastecimento podem pressionar inflação, produção e crescimento econômico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 13:49:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energia]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Redação A possibilidade de interrupções prolongadas no abastecimento de energia .... </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Por Redação</strong></p>



<p>A possibilidade de interrupções prolongadas no abastecimento de energia voltou ao centro das preocupações da economia global após alertas feitos pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Em meio às tensões geopolíticas envolvendo o Oriente Médio, o organismo informou que um problema duradouro no fornecimento de energia poderá comprometer o crescimento econômico mundial, elevar a inflação e ampliar os custos para empresas e consumidores. A avaliação ocorre em um momento de instabilidade nos mercados internacionais de petróleo e gás, que influencia cadeias produtivas em diversos países, incluindo o Brasil.</p>



<p>Segundo o FMI, embora fatores compensatórios tenham reduzido até agora parte dos impactos econômicos das tensões internacionais, uma interrupção prolongada no fornecimento de energia alteraria esse cenário. O diretor de Estratégia, Políticas e Revisão do Fundo, Christian Mumssen, afirmou que uma restrição persistente na oferta energética afetaria as perspectivas econômicas globais, reforçando a relação entre disponibilidade de energia, inflação e atividade produtiva.</p>



<p>A preocupação não se limita ao petróleo. A Agência Internacional de Energia (AIE) destaca que eletricidade, gás natural e combustíveis fósseis continuam sendo insumos essenciais para a indústria, o transporte, a agricultura e os serviços. Qualquer desequilíbrio na oferta tende a elevar custos de produção, afetar cadeias logísticas e reduzir investimentos, principalmente em economias dependentes da importação de energia.</p>



<p>No Brasil, embora a matriz elétrica tenha participação relevante de fontes renováveis, especialistas lembram que a economia permanece exposta às oscilações internacionais dos preços dos combustíveis. O petróleo influencia os custos de transporte, frete, fertilizantes e diversos produtos industriais, criando efeitos indiretos sobre os índices de inflação e sobre o poder de compra da população.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Energia e inflação: por que o abastecimento influencia toda a economia</strong></h3>



<p>O Banco Central do Brasil já reconheceu em diferentes Relatórios de Inflação que choques nos preços internacionais da energia representam um dos principais fatores de risco para a inflação doméstica, podendo afetar a condução da política monetária. Quando combustíveis ficam mais caros, o aumento costuma ser repassado ao transporte de mercadorias, aos alimentos e à indústria, pressionando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).</p>



<p>Para a professora Monica de Bolle, pesquisadora sênior do Peterson Institute for International Economics e membro do Conselho Consultivo Internacional do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), choques persistentes no mercado de energia costumam provocar efeitos em cadeia. Segundo ela, períodos prolongados de preços elevados reduzem investimentos, aumentam custos operacionais das empresas e dificultam o controle da inflação, especialmente em países importadores de combustíveis.</p>



<p>A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) também aponta que segurança energética vai além da geração de eletricidade. O conceito envolve garantir oferta contínua de energia em quantidade suficiente e a preços compatíveis com o desenvolvimento econômico, reduzindo vulnerabilidades decorrentes de fatores climáticos, geopolíticos ou logísticos.</p>



<p>Além dos efeitos sobre a inflação, problemas no abastecimento energético podem comprometer o desempenho industrial. Setores intensivos em consumo de energia, como siderurgia, mineração, química, cimento e papel e celulose, tendem a sofrer impactos mais rápidos quando há aumento dos custos ou limitações na oferta. A redução da produção nesses segmentos também afeta empregos, exportações e arrecadação tributária.</p>



<p>Nesse contexto, organismos internacionais defendem investimentos em diversificação da matriz energética, ampliação da capacidade de armazenamento, modernização das redes elétricas e expansão das fontes renováveis como estratégias para reduzir riscos econômicos. O alerta do FMI reforça que a estabilidade do abastecimento de energia permanece como um dos fatores centrais para preservar o crescimento econômico mundial em um cenário de incertezas geopolíticas e volatilidade dos mercados.</p>



<p><strong>Foto: Pexels </strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/apple-amplia-investimento-em-energia-solar-e-eolica-na-europa-adicionando-650-mw-de-capacidade-de-energia-limpa/" data-type="post" data-id="51173">Apple amplia investimento em energia solar e eólica na Europa, adicionando 650 MW de capacidade de energia limpa</a></p>
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		<title>Crise entre comercializadoras de energia amplia rombo bilionário e acende alerta sobre o mercado livre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 01:55:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energia]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[energia nuclear]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Redação&#160; O avanço da crise financeira entre comercializadoras de energia .... </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Por Redação&nbsp;</strong></p>



<p>O avanço da crise financeira entre comercializadoras de energia passou a preocupar agentes do setor elétrico e órgãos responsáveis pela operação do mercado brasileiro. Em meio ao crescimento do mercado livre de energia, uma sequência de recuperações judiciais, inadimplências e interrupções de contratos elevou o rombo acumulado para mais de R$ 6 bilhões, segundo estimativas divulgadas por agentes do setor. O cenário abriu discussões sobre a necessidade de aperfeiçoar mecanismos de garantias financeiras, reduzir riscos sistêmicos e preservar a confiança de consumidores e investidores.&nbsp;</p>



<p>As comercializadoras atuam como intermediárias na compra e venda de energia entre geradores e consumidores livres. Nos últimos anos, esse segmento ganhou espaço com a ampliação da abertura do mercado, permitindo que empresas de diferentes portes negociassem diretamente o fornecimento de eletricidade. Entretanto, o crescimento acelerado também elevou a exposição a oscilações de preços, à necessidade de aportes financeiros e ao risco de descumprimento de contratos.</p>



<p>Dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) mostram que o número de agentes participantes do mercado livre segue em expansão, impulsionado pela migração de consumidores para esse ambiente de contratação. Ao mesmo tempo, o aumento da quantidade de operações ampliou a necessidade de mecanismos capazes de garantir a liquidação financeira das negociações e reduzir efeitos em cadeia provocados pela quebra de participantes.&nbsp;</p>



<p>A sucessão de insolvências levou empresas a interromper contratos e deixou fornecedores, clientes e credores expostos a perdas financeiras. Em alguns casos, compradores precisaram buscar novos contratos em condições diferentes das originalmente negociadas, enquanto geradores enfrentaram atrasos ou ausência de pagamentos. O efeito também alcançou instituições financeiras e empresas que utilizam derivativos para proteção contra variações de preços da energia.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mercado livre de energia</strong></h2>



<p>O debate ganhou força porque o mercado livre representa uma parcela crescente do consumo nacional de eletricidade. Nesse ambiente, consumidores podem negociar preços, prazos e condições diretamente com comercializadoras, diferentemente do mercado regulado, no qual a energia é adquirida das distribuidoras locais. O modelo tem atraído empresas interessadas em reduzir custos e ampliar previsibilidade, mas exige gestão de riscos e garantias financeiras compatíveis com o volume das operações.&nbsp;</p>



<p>Para o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Sandoval Feitosa, o fortalecimento dos instrumentos de garantias e da governança do mercado é parte do processo de amadurecimento do setor elétrico brasileiro. Em diferentes manifestações públicas sobre a evolução do mercado livre, o dirigente tem defendido regras capazes de assegurar maior segurança para consumidores e agentes econômicos, reduzindo impactos decorrentes de eventuais inadimplências.&nbsp;</p>



<p>O presidente do Conselho de Administração da CCEE e superintendente da instituição, Alexandre Ramos, também tem afirmado que a modernização dos mecanismos de garantias financeiras e de monitoramento dos participantes é fundamental para preservar a credibilidade das negociações e acompanhar a expansão do mercado livre de energia. Segundo ele, a evolução regulatória precisa acompanhar o crescimento do número de consumidores e do volume financeiro movimentado nas operações.&nbsp;</p>



<p>Especialistas avaliam que a crise não compromete o funcionamento do sistema elétrico nacional, mas evidencia fragilidades na estrutura de comercialização. A expectativa é de que a ANEEL, a CCEE e o Ministério de Minas e Energia avancem em medidas voltadas ao fortalecimento das garantias exigidas dos agentes e ao aperfeiçoamento dos mecanismos de supervisão. Para o setor, a adoção dessas medidas será determinante para manter o ritmo de expansão do mercado livre e reduzir a possibilidade de novos episódios de inadimplência com efeitos sobre toda a cadeia elétrica.&nbsp;</p>



<p><strong>Foto: Agência Brasil </strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/energia-mais-cara-pressiona-inflacao-e-amplia-impacto-sobre-empresas-e-consumidores/" data-type="post" data-id="57234">Energia mais cara pressiona inflação e amplia impacto sobre empresas e consumidores</a></p>
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		<item>
		<title>Energia mais cara pressiona inflação e amplia impacto sobre empresas e consumidores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 13:46:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energia]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Custos da eletricidade e dos combustíveis começam a influenciar preços de .... </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><em>Custos da eletricidade e dos combustíveis começam a influenciar preços de produtos e serviços em diferentes setores da economia</em></p>



<p><em>Por Redação</em></p>



<p>O avanço dos preços da energia voltou a preocupar governos, bancos centrais e agentes econômicos em 2026. Em diferentes regiões do mundo, o aumento dos custos da eletricidade, do gás natural e dos combustíveis tem se espalhado pela economia, pressionando a inflação e elevando despesas de empresas e consumidores. O movimento ocorre em um momento de crescimento moderado da atividade econômica global e de aumento da demanda por energia, impulsionada pela indústria, pela digitalização e pela expansão de centros de dados.</p>



<p>Na Europa, o tema ganhou destaque após autoridades do Banco Central Europeu (BCE) alertarem para os efeitos persistentes da alta dos custos energéticos sobre a inflação. Em declarações recentes, o presidente do banco central da Eslováquia e membro do conselho do BCE, Peter Kazimir, afirmou que as pressões inflacionárias ligadas à energia continuam elevadas e exigem atenção da política monetária. Já Joachim Nagel, presidente do banco central da Alemanha e integrante do BCE, afirmou que os efeitos dos choques recentes sobre os preços da energia podem continuar sendo sentidos por vários meses.</p>



<p>A preocupação não se restringe ao continente europeu. Nos Estados Unidos, os custos da energia responderam por cerca de 60% da alta da inflação registrada em maio, segundo dados divulgados pelo Departamento do Trabalho norte-americano. O resultado reforça o papel do setor energético como um dos principais fatores de pressão sobre os índices de preços ao consumidor.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Energia e inflação: por que a conta de luz afeta toda a economia?</strong></h4>



<p>O impacto da energia vai muito além da conta paga pelas famílias. A eletricidade está presente em praticamente todas as etapas da produção, do transporte e da comercialização de bens e serviços. Quando os custos aumentam, empresas tendem a repassar parte dessas despesas para os preços finais, influenciando desde alimentos e produtos industriais até serviços de logística e tecnologia.</p>



<p>Dados da Agência Internacional de Energia (IEA) mostram que a demanda global por eletricidade continua em expansão. A entidade projeta crescimento de 3,7% no consumo mundial em 2026, enquanto a procura por energia elétrica deve seguir avançando nos próximos anos em economias desenvolvidas e emergentes.</p>



<p>Ao mesmo tempo, a volatilidade dos mercados de petróleo e gás natural tem contribuído para a instabilidade dos preços. Estimativas do Instituto de Economia Energética e Análise Financeira (IEEFA) indicam que uma elevação de 60% nos preços da eletricidade no atacado poderia aumentar significativamente as contas de energia das famílias europeias, especialmente em países mais dependentes da geração térmica a gás.</p>



<p>Os reflexos também são sentidos pela indústria. Levantamento da entidade britânica Make UK aponta que empresas vêm adiando investimentos, reduzindo margens de lucro e revisando planos de expansão diante do aumento dos custos energéticos. Segundo Stephen Phipson, diretor executivo da organização, os preços da energia se tornaram um dos principais desafios para a competitividade industrial.</p>



<p>Para analistas, o comportamento dos preços da energia continuará sendo um dos fatores determinantes para a inflação global ao longo dos próximos meses. A expectativa é que governos, reguladores e bancos centrais mantenham atenção redobrada sobre o setor, já que oscilações nos custos energéticos podem influenciar decisões de investimento, consumo e política monetária em diferentes economias.</p>



<p><strong>Foto: Pexels</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/leiloes-de-energia-definem-expansao-do-setor-eletrico-e-movimentam-investimentos-no-brasil/" data-type="post" data-id="55263">Leilões de energia definem expansão do setor elétrico e movimentam investimentos no Brasil</a></p>
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		<title>Energia solar ultrapassa R$ 300 bilhões em investimentos no Brasil e amplia participação na matriz elétrica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 16:39:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energia]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[ENERGIA SOLAR]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Redação&#160; O avanço da energia solar no Brasil levou o .... </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Por Redação&nbsp;</strong></p>



<p>O avanço da energia solar no Brasil levou o setor a superar a marca de R$ 300 bilhões em investimentos acumulados, segundo levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Os aportes abrangem tanto usinas de grande porte quanto sistemas de geração distribuída instalados em residências, empresas e propriedades rurais. O crescimento ocorre em meio à ampliação da demanda por fontes renováveis, à busca por redução de custos de energia e à expansão de projetos em diferentes regiões do país.&nbsp;</p>



<p>De acordo com os dados da entidade, a fonte solar já soma cerca de 68,8 gigawatts (GW) de capacidade instalada em operação no território nacional. Com isso, passou a ocupar a segunda posição na matriz elétrica brasileira, respondendo por aproximadamente 25% da capacidade instalada do país, atrás apenas das hidrelétricas.&nbsp;</p>



<p>O crescimento do setor ocorreu ao longo da última década, impulsionado pela redução dos custos dos equipamentos, pela ampliação das linhas de financiamento e pela maior adesão de consumidores à geração própria de energia. Dados da Absolar apontam ainda que a cadeia da energia solar gerou mais de 2 milhões de empregos no Brasil e contribuiu com quase R$ 96 bilhões em arrecadação aos cofres públicos desde o início da expansão da fonte.&nbsp;</p>



<p>Para o presidente executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia, a expansão da energia solar representa uma mudança estrutural no setor elétrico brasileiro. Em declarações reproduzidas por veículos especializados, ele afirmou que a fonte “fortalece a competitividade econômica” e amplia a segurança energética do país diante do aumento do consumo de eletricidade.&nbsp;</p>



<p>Apesar do avanço, o mercado enfrenta sinais de desaceleração. Segundo os dados divulgados pela associação, a potência adicionada à matriz elétrica caiu 25,6% em 2025 na comparação com o ano anterior, passando de 15,6 GW para 11,6 GW. Entre os fatores apontados pelo setor estão dificuldades de conexão à rede elétrica, restrições de transmissão e cortes na geração em algumas regiões do país.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Expansão da energia renovável pressiona infraestrutura elétrica</strong></h2>



<p>A expansão acelerada da energia solar também trouxe novos desafios para o sistema elétrico brasileiro. O aumento do número de projetos de geração distribuída e de usinas de grande porte exige investimentos em linhas de transmissão, modernização da rede e atualização das regras regulatórias.</p>



<p>Segundo a Absolar, parte dos investimentos previstos deixou de avançar devido a entraves relacionados ao chamado “curtailment”, mecanismo utilizado para limitar a geração de energia em momentos de sobrecarga do sistema. A entidade afirma que os cortes afetam a previsibilidade financeira dos projetos e reduzem o ritmo de novos aportes privados.&nbsp;</p>



<p>Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica indicam que a geração distribuída solar já alcança milhões de unidades consumidoras no país, com forte presença em telhados residenciais e comerciais. O estado de São Paulo lidera a capacidade instalada nessa modalidade, seguido por Minas Gerais e Rio Grande do Sul.&nbsp;</p>



<p>Especialistas do setor avaliam que a tendência de crescimento deve continuar nos próximos anos, impulsionada por metas de transição energética e pela pressão internacional por redução de emissões de carbono. Levantamentos citados pela Absolar apontam que a energia solar já evitou a emissão de mais de 114 milhões de toneladas de dióxido de carbono no Brasil.&nbsp;</p>



<p>Para analistas do mercado energético, a continuidade dos investimentos dependerá da ampliação da infraestrutura elétrica e da estabilidade regulatória. A avaliação é que o país reúne condições para ampliar a participação das fontes renováveis, mas precisará acelerar obras de transmissão e criar mecanismos para absorver o crescimento da geração solar nos próximos anos.</p>



<p>Foto: Pexels</p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/energia-nuclear-e-estrategica-para-soberania-defende-industria/" data-type="post" data-id="55449">Energia nuclear é estratégica para soberania, defende indústria</a></p>
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		<title>Preço da energia no mercado livre sobe no Brasil entre 2024 e 2026 e pressiona contratos de empresas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2026 12:44:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energia]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[mercado livre]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Redação O preço da energia no mercado livre brasileiro registrou .... </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Por Redação</strong></p>



<p>O preço da energia no mercado livre brasileiro registrou alta entre 2024 e 2026, impulsionado por mudanças regulatórias, condições hidrológicas e aumento da percepção de risco no setor, segundo dados recentes de entidades do mercado e de operadores do sistema. O movimento ocorre no Ambiente de Contratação Livre (ACL), onde consumidores negociam diretamente com geradores e comercializadores, e tem impacto direto sobre custos de empresas que migraram para esse modelo em busca de previsibilidade e economia.</p>



<p>Levantamento publicado em abril de 2026 aponta que o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), referência do mercado de curto prazo, teve aumento de 84% no período, passando de R$ 129 por megawatt-hora (MWh) em 2024 para R$ 236 por MWh em 2026. O avanço também aparece em diferentes tipos de contratos: negociações de longo prazo subiram 59%, enquanto operações com entrega em três meses registraram alta de 121%, refletindo a volatilidade recente.</p>



<p>Dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica mostram que o PLD segue em patamares elevados em 2026, com médias diárias acima de R$ 200/MWh em algumas regiões do país, evidenciando um cenário de preços mais pressionados no curto prazo.</p>



<p>Segundo Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia, o mercado livre ainda responde por parcela relevante do consumo nacional, especialmente na indústria, e manteve crescimento mesmo com a alta recente. Em 2024, consumidores desse ambiente economizaram cerca de R$ 55 bilhões em relação ao mercado regulado, o que mantém o modelo atrativo apesar da elevação dos preços.</p>



<p>Especialistas do setor apontam que o aumento dos preços está ligado a fatores estruturais e conjunturais. Entre eles, o nível dos reservatórios das hidrelétricas, que influencia o despacho de usinas térmicas, e alterações nos modelos de cálculo de preços. Também pesam eventos como a saída de comercializadoras e a maior percepção de risco entre agentes.</p>



<p>Em nota divulgada por entidade do setor, o presidente da Abraceel, Rodrigo Ferreira, afirmou que “o mercado livre segue competitivo, mas exige maior gestão de risco por parte dos consumidores”, destacando a necessidade de contratos estruturados para mitigar a volatilidade.</p>



<p>No ambiente de negociação, as curvas futuras indicam manutenção de preços elevados ao longo de 2026, segundo dados do Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia (BBCE), o que reforça a tendência de cautela nas decisões de contratação.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Mercado livre de energia: expansão e novos desafios</strong></h4>



<p>A abertura do mercado livre para novos consumidores a partir de 2024 ampliou o número de empresas aptas a negociar energia diretamente, incluindo negócios de menor porte. A mudança, prevista em normas do Ministério de Minas e Energia e acompanhada pela <a href="https://www.gov.br/aneel/pt-br" target="_blank" rel="noopener">Agência Nacional de Energia Elétrica</a>, aumentou a demanda por contratos no ACL e contribuiu para a dinâmica atual de preços.</p>



<p>Analistas avaliam que o cenário combina expansão da demanda, maior participação de fontes renováveis e necessidade de adaptação regulatória. Nesse contexto, a formação de preços tende a refletir tanto condições climáticas quanto ajustes institucionais, com impacto direto sobre estratégias de compra de energia.</p>



<p>Apesar da alta recente, agentes do setor indicam que o mercado livre mantém relevância como alternativa para consumidores que buscam flexibilidade contratual. A expectativa é de que o avanço da geração renovável e a evolução dos mecanismos de contratação influenciem o comportamento dos preços nos próximos anos, em um ambiente ainda marcado por incertezas e ajustes estruturais.</p>



<p><strong>Foto: Pexels&nbsp;</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/estimativas-do-mercado-para-inflacao-e-pib-ficam-estaveis/" data-type="post" data-id="54830">Estimativas do mercado para inflação e PIB ficam estáveis</a></p>
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		<title>Leilões de energia definem expansão do setor elétrico e movimentam investimentos no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Mar 2026 10:16:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energia]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[Leilões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Redação do Diário do Acionista Os leilões de energia têm .... </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong><strong>Por Redação do Diário do Acionista</strong></strong></p>



<p>Os leilões de energia têm papel central no planejamento do setor elétrico brasileiro e na definição de novos investimentos em geração e transmissão. Realizados e organizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, os certames determinam quais projetos serão contratados para atender a demanda futura por eletricidade, além de indicar o ritmo de expansão da infraestrutura energética no país. No final de outubro do ano passado, por exemplo, um leilão na sede da B3, em São Paulo, contratou sete lotes de projetos de transmissão e garantiu cerca de R$ 5,53 bilhões em investimentos no setor elétrico.&nbsp;</p>



<p>Segundo a agência reguladora, pode gerar economia estimada em R$ 11,5 bilhões para os consumidores ao longo dos contratos de concessão. No modelo brasileiro, os leilões são organizados com base em estudos técnicos elaborados pela Empresa de Pesquisa Energética. O mecanismo permite que empresas disputem contratos de longo prazo para construir e operar usinas ou linhas de transmissão, garantindo oferta futura de energia ao sistema elétrico.</p>



<p>Segundo a Empresa de Pesquisa Energética, os leilões são parte da estratégia de planejamento da expansão do setor e buscam garantir o atendimento ao crescimento do consumo de eletricidade no país. Em nota técnica sobre o tema, a instituição afirma que os certames contribuem para “assegurar a expansão da oferta de energia de forma coordenada com as necessidades do sistema elétrico”.</p>



<p>Além de orientar o planejamento energético, os leilões movimentam volumes relevantes de investimento. Nos certames de transmissão realizados nos últimos anos, o total previsto para implantação de novas linhas e subestações tem alcançado bilhões de reais. Esses projetos incluem a construção de milhares de quilômetros de redes de transmissão, com impacto direto na infraestrutura elétrica e na integração do sistema nacional.</p>



<p>Para o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, Sandro Avelar, o modelo de leilões tem papel na expansão do setor. “Os leilões são instrumentos que permitem contratar a infraestrutura necessária para atender o crescimento da demanda por energia, com participação de investidores privados”, afirmou em apresentação recente sobre o planejamento do setor.</p>



<p>Os certames também indicam mudanças na matriz elétrica brasileira. Nos leilões de geração realizados nos últimos anos, projetos de fontes renováveis passaram a ocupar parte das contratações, com participação de usinas eólicas, solares e hidrelétricas. Dados da Empresa de Pesquisa Energética mostram que essas fontes vêm ampliando presença na capacidade instalada do país.</p>



<p>Outro fator relevante é a expansão da rede de transmissão, necessária para conectar áreas de produção de energia aos centros consumidores. Regiões com forte crescimento de geração renovável, como o Nordeste, dependem da construção de novas linhas para escoar a eletricidade para outras partes do sistema.</p>



<p>De acordo com o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico, Luiz Carlos Ciocchi, a ampliação da rede é parte do processo de integração do sistema. “A expansão da transmissão é essencial para permitir o aproveitamento dos recursos energéticos disponíveis em diferentes regiões do país”, afirmou em evento do setor elétrico.</p>



<p>O modelo de leilões também busca promover concorrência entre empresas interessadas em desenvolver projetos de energia. Nesse formato, vence o participante que apresenta a proposta com menor custo para a construção ou operação da infraestrutura, dentro das regras definidas pelo governo.</p>



<p>Esse mecanismo, segundo pessoas do ramo, contribui para dar previsibilidade ao setor elétrico, ao mesmo tempo em que abre espaço para a entrada de novos investidores em projetos de geração e transmissão. A expectativa de crescimento da demanda por eletricidade nas próximas décadas é real. Segundo o Ministério de Minas e Energia e da Empresa de Pesquisa Energética, o consumo de eletricidade no país deve crescer em média 3,3% ao ano até 2035, de acordo com o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2035). Assim, os leilões devem continuar sendo um dos principais instrumentos de expansão do sistema energético brasileiro.</p>



<p><strong>Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil&nbsp;</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://diariodoacionista.com.br/conta-de-energia-nao-tera-cobranca-extra-em-dezembro/" data-type="post" data-id="43832">Conta de energia não terá cobrança extra em dezembro</a></p>
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		<title>Do lixo à energia: como o biometano está transformando resíduos em combustível limpo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jan 2026 15:36:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energia]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[#brasil]]></category>
		<category><![CDATA[biometano]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Bárbara Souza No coração da transição energética global, uma transformação .... </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Por Bárbara Souza</strong></p>



<p>No coração da transição energética global, uma transformação silenciosa e poderosa vem ganhando espaço: a conversão de resíduos orgânicos em biometano, um combustível limpo que pode substituir fontes fósseis e reduzir impactos ambientais. Diferente da queima de lixo ou da simples decomposição em aterros sanitários, o processo de geração de biometano aproveita a digestão anaeróbica, em que microrganismos decompõem matéria orgânica na ausência de oxigênio, para produzir gás rico em metano, semelhante ao gás natural tradicional, porém renovável e com menor pegada de carbono.</p>



<p>A cada ano, mais de 105 bilhões de toneladas de resíduos orgânicos são gerados no mundo, incluindo restos de comida, resíduos agrícolas e dejetos animais, muitos dos quais liberam metano diretamente na atmosfera quando descartados sem tratamento adequado, um gás com potencial de aquecimento global dezenas de vezes maior que o dióxido de carbono. É nesse contexto que o biometano surge como solução: ao capturar esse metano e transformá-lo em energia utilizável, não só reduz-se a emissão de gases nocivos como também se cria um novo vetor energético sustentável.</p>



<p>No Brasil, o potencial dessa tecnologia já começa a se materializar em projetos concretos. Segundo dados do Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana (Selurb), o país gera cerca de 80 milhões de toneladas de resíduos por ano, dos quais 60% acabam em aterros sanitários e lixões sem aproveitamento energético. A instalação de usinas de biometano nesses locais representa uma alternativa promissora: com capacidade de produzir até 30 mil metros cúbicos de biometano por dia em modelos autossustentáveis, algumas plantas podem gerar mais de 170 mil toneladas de créditos de carbono anualmente, um indicativo claro da contribuição ambiental dessa abordagem.</p>



<p>O biometano não se limita à geração de eletricidade. Purificado e inserido na rede de gás natural ou utilizado diretamente como combustível veicular, ele pode abastecer veículos pesados, caminhões e até ônibus urbanos, reduzindo a dependência de diesel e gás natural fóssil. Em Barcelona, por exemplo, projetos inovadores produzem biometano a partir de resíduos humanos tratados em estações de água, abastecendo ônibus e reduzindo até 80% das emissões de CO₂ em comparação com combustíveis tradicionais.</p>



<p>No setor agropecuário, regiões como o Paraná estão explorando ativamente o uso de biodigestores para capturar biogás de dejetos animais e resíduos agroindustriais, convertendo-o em biometano de alta qualidade, pronto para uso em processos industriais ou para gerar calor e eletricidade. Esse tipo de iniciativa não apenas fortalece a segurança energética local, como também cria oportunidades econômicas para produtores rurais e cooperativas, ao transformar resíduos que antes eram um passivo em um ativo energético valioso.</p>



<p>A adoção de biometano está alinhada com a economia circular: aproveita recursos que seriam desperdiçados, reduz emissões e cria uma fonte de energia renovável e descentralizada. Cada etapa — da coleta de resíduos à purificação do gás — representa um passo concreto na direção de uma matriz energética mais limpa e resiliente, capaz de enfrentar os desafios climáticos e energéticos do século XXI.&nbsp;</p>



<p><strong>Foto: Divulgação Itaipu</strong></p>



<p>LEIA TAMBÉM:&nbsp;<a href="https://diariodoacionista.com.br/vendas-de-automoveis-e-comerciais-leves-crescem-1402-diz-fenabrave/">Vendas de automóveis e comerciais leves crescem 14,02%, diz Fenabrave</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Chegada do verão impulsiona novos negócios e reforça o potencial de empreender com energia solar no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Dec 2025 10:53:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Energia]]></category>
		<category><![CDATA[Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[empreender]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
		<category><![CDATA[verão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Bárbara Souza&#160; Com a proximidade do verão, período marcado por .... </p>
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]]></description>
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<p><em>P</em><em>or Bárbara Souza&nbsp;</em></p>



<p>Com a proximidade do verão, período marcado por temperaturas mais elevadas e aumento expressivo no consumo de energia elétrica, a busca por alternativas que reduzam custos e ampliem a eficiência energética volta ao centro das atenções. Nesse cenário, o empreendedorismo ligado à energia solar se consolida como uma das frentes mais promissoras da economia brasileira, unindo retorno financeiro, inovação e sustentabilidade em um momento estratégico do ano.</p>



<p>O Brasil vive uma expansão acelerada da geração fotovoltaica. Dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) indicam que o país ultrapassou, em 2025, a marca de 60 gigawatts de potência instalada, o equivalente a mais de 23% da matriz elétrica nacional. Esse avanço é impulsionado por fatores como a alta incidência solar, a queda no custo dos equipamentos e um ambiente regulatório que favorece a geração distribuída, especialmente em residências, comércios, indústrias e no campo. Segundo a entidade, o setor já responde por milhões de empregos diretos e indiretos, reforçando seu peso econômico.</p>



<p>A chegada do verão intensifica ainda mais esse movimento. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), os meses mais quentes do ano costumam registrar picos de demanda, puxados principalmente pelo uso de aparelhos de refrigeração. Esse aumento pressiona tarifas e amplia o interesse por soluções que garantam previsibilidade de gastos, o que favorece a adesão à energia solar e, consequentemente, a abertura de novos negócios no setor.</p>



<p>Empreender nesse mercado, no entanto, vai além da instalação de painéis. O ecossistema solar oferece oportunidades que incluem projetos de geração compartilhada, manutenção de sistemas, consultoria energética e comercialização de energia no ambiente de geração distribuída. Modelos voltados a condomínios, pequenos empresários, produtores rurais e até cooperativas vêm ganhando espaço, acompanhando a diversificação da demanda.</p>



<p>Outro fator decisivo é o apelo sustentável. A energia solar é apontada pelo Ministério de Minas e Energia como uma das principais aliadas do Brasil no cumprimento de metas de redução de emissões de gases de efeito estufa. Cada sistema fotovoltaico instalado contribui para diminuir a dependência de fontes fósseis e para fortalecer práticas alinhadas à agenda ESG, cada vez mais valorizada por empresas e investidores.</p>



<p>Especialistas do setor ressaltam que o bom desempenho financeiro do segmento está ligado à combinação entre custos operacionais relativamente baixos e um mercado em franca expansão, que cresce acima da média da economia nacional. A tecnologia também se tornou mais acessível nos últimos anos, o que amplia o público consumidor e cria um ambiente favorável para novos empreendimentos, especialmente em um período do ano em que a conta de luz pesa mais no orçamento.</p>



<p>Com sol abundante, calor intenso e uma matriz energética em transformação, o verão brasileiro se apresenta como uma vitrine natural para quem aposta na energia solar como negócio. Mais do que uma tendência sazonal, trata-se de um setor que reflete mudanças estruturais na forma de produzir e consumir energia no país, abrindo espaço para empreendedores que enxergam no sol uma fonte constante de oportunidades.</p>



<p><strong>Foto: Tânia Rêgo &#8211; Agência Brasil </strong></p>



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