Guedes chama criação de nova CPMF de imposto de merda

O ministro Paulo Guedes (Economia) confirmou nesta sexta-feira que não abandonou a ideia de criar um imposto sobre transações. Ele disse que, enquanto não houver solução para desonerar a folha, prefere “esse imposto de merda”.
“Temos que desonerar o custo do trabalho. Enquanto as pessoas não vierem com uma solução melhor, eu prefiro esse imposto de merda”, afirmou em evento virtual. A declaração é dada um dia depois de o ministro dizer que poderia desistir da ideia. Mas, conforme mostrou a Folha, a ideia continua viva nos planos do ministro e da equipe econômica  Segundo ele, só está sendo planejado esse imposto para substituir aqueles aplicados sobre os salários que as empresas pagam a empregados. “Por que você acha que estamos pensando nessa coisa de merda? Você acha que liberais gostam de criar impostos? De maneira alguma. Só tem uma maneira razoável de pensar, é porque existe um pior funcionando hoje”, disse.(Fábio Pupo – Folhapress)

AUXÍLIO EMERGENCIAL

Reduzido recentemente para R$ 300 (R$ 600 para mães solteiras), o auxílio emergencial não será estendido em 2021, disse nesta sexta-feira o ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele reiterou que o teto de gastos será mantido após o fim do estado de calamidade aprovado neste ano por causa da pandemia de Covid-19.

“Não há qualquer plano para estender o auxílio, nenhum. Isso não é verdade. Essa não é nossa intenção, não é o que o presidente disse. Não é o que o ministro da Economia quer. De jeito nenhum”, afirmou Guedes em evento virtual promovido por uma corretora de investimentos.

Apesar de reafirmar o compromisso com o teto de gastos, o ministro repetiu declarações anteriores segundo as quais oorçamento de guerra poderia ser retomado caso o país seja novamente atingido por uma pandemia em outro ano. Guedes, no entanto, negou que isso signifique estender o estado de calamidade pública indefinidamente. “Quando a pandemia nos atingiu, nós criamos um regime emergencial. Agora, nós não podemos utilizar a desculpa do regime emergencial para explodir o teto de gastos”, disse. (Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil)