‘Estamos praticamente chegando lá’, diz Bolsonaro sobre entrada do Brasil na OCDE

Presidente da República, Jair Bolsonaro, recebe os cumprimentos do Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump. Foto: Alan Santos/PR

GUSTAVO URIBE
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Jair Bolsonaro afirmou na noite desta quinta-feira (10) que Argentina e Romênia sempre estiveram na frente do Brasil para uma vaga na OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e que o país está “chegando lá”.
Em live nas redes sociais, ele repetiu que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está apoiando o ingresso do Brasil, mas lembrou que não depende só dele, mas também do endosso dos demais países que integram o bloco comercial.
“Não é chegou e vai entrando. Eles fazem uma seleção. E a seleção é a conta gotas, para que esse país novo cumpra tudo que está no estatuto da OCDE, porque eles não podem errar. E o Brasil vai chegar a sua hora”, afirmou.
O presidente estimou que a aprovação do país deve demorar mais “um ano ou um ano e pouco” e ressaltou que a candidatura do Brasil segue firme. Ele criticou veículos de imprensa brasileiros que, segundo ele, disseram que o país foi ignorado pelos Estados Unidos.
“Estamos praticamente chegando lá. Só que dois países estavam na frente, Argentina e Romênia”, disse. “Nós continuamos firmes e fortes e, se Deus quiser, daqui a um ano ou um ano e pouco, estaremos dentro, se Deus quiser”, acrescentou.
Na transmissão pela internet, o presidente elogiou o tratamento dado pela Folha de S.Paulo à informação. Ele disse que o jornal “acertou” e que espera que seja o começo de “muitos acertos aí”. Desde a eleição presidencial, porém, Bolsonaro tem criticado a Folha de S.Paulo.
Em carta cujo conteúdo foi divulgado nesta quinta, o governo dos Estados Unidos deu respaldo às candidaturas de Argentina e Romênia para uma vaga na OCDE.
No documento, não há nenhum apoio à candidatura do Brasil -o país não é sequer citado-, mesmo após o governo americano ter anunciado apoio à candidatura brasileira.
Na live semanal, o presidente reconheceu que tem “mágoa da imprensa”. Ele ressaltou que ninguém é imune a críticas, mas que certos ataques doem “na alma”.
“Você está fazendo a coisa certa, ralando e brigando. Às vezes, fica sem dormir. Tenho problema de insonia já”, afirmou.