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Ano Novo, vida nova, novas esperanças, novas perspectivas, realização dos novos projetos desenvolvidos no ano velho e vai por aí afora. Mas de nada adianta pensar no novo, desligado do velho, do passado, daquilo que já foi. Simplesmente porque o que já foi é que garante a realização do “o que será”. Simples questão dialética que vem lá de Heráclito, na Grécia Antiga que afirmava ser o movimento a mola que faz girar a vida. O passado nos dá os elementos para a realização do hoje, que nos permite entender, prever, projetar o amanhã.
Começaremos então, agora, neste início de 2017, uma coluna sobre Propaganda para resgatar o passado registrando aqui causos, anunciantes, anúncios, campanhas, pessoas, agências, curiosidades em geral sobre a Propaganda Brasileira que já conta com mais de 200 anos. Segundo Ricardo Ramos, mais de 500, se levarmos em conta que a Carta de Pero Vaz de Caminha, considerada como nossa primeira peça Publicitária. (E aqui cabe uma informação preciosa e relevante: quando falarmos de Propaganda, estaremos falando de Publicidade e vice-versa, na medida em que não existe, hoje em dia, nenhuma diferença entre uma e outra. A diferença é apenas histórica, o que vai acabar sendo explicado no transcorrer destas Engraçadices).
Então, neste espaço de tempo, aconteceram coisas e muitas coisas. A atividade da Propaganda que, no começo, foi oral (até 1808 quando Dom João VI trouxe a imprensa e surgiu o nosso primeiro anúncio impresso), passou a ser escrita nos Classificados, que viraram “reclame”, (do Francês reclame que quer dizer Promoção), teve poesia, padres e poetas redatores, anúncios que não tinham compromisso com a persuasão, vieram as tabuletas, os cartazes, os outdoors, os jornais e as revistas, depois o rádio e a TV, até explodir hoje na chamada “confluência midiática” onde a mídia, não é mais, só os clássicos “meios” – os veículos de comunicação convencionais – mas tudo virou, e é, Mídia. Até nós, simples mortais, nos tornamos mídia exibindo etiquetas de roupas, vestindo camisas com as marcas preferidas estampadas em todo peito, usando sapatos que promovem a marca (e por este caminho vamos afirmando nossa personalidade, dizendo o que somos – ou o que queremos ser ou o que queremos que o outro ache o que somos), além de vivermos a Era das Marcas, reafirmando a importância do branding.
Enfim, existem coisas muito interessantes neste universo. E, tudo que existe, foi feito, criado e produzido pelo bicho homem. E é neste bicho, nas histórias de centenas de homens que fizeram a nossa Propaganda que as nossas Engraçadices vai focar.
Nosso objetivo é resgatar histórias, causos, acontecências, curiosidades e ajudar a enriquecer um pouco a vida de centenas de estudantes de Comunicação (e de profissionais da área) que ficaram sem conhecer estas coisas. Até a semana que vem.