BNDES deve liberar R$ 5 bi dos R$ 42 bi previstos para segurança

Brasília - O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, durante a abertura do seminário "Lei 13.303/16 - Decreto 8.945/16: Boas Práticas de Governança e Realinhamento Estratégico do Estado".(Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira (foto), disse nesta segunda-feira, em coletiva de imprensa realizada após a cerimônia de posse, que deve liberar R$ 5 bilhões dos R$ 42 bilhões previstos para segurança até fim do ano. Segundo ele, o banco está aceitando garantias reais e não há, por enquanto, decisão sobre a utilização do Fundo de Participação dos Estados (FPE) como garantia das operações, embora a AGU tenha emitido um parecer permitindo a utilização.
“Dependerá da capacidade de financiamento de cada ente, não tem divisão prévia. Nós estamos discutindo ainda (o uso do FPE). O Tesouro vai regulamentar”, disse Dyogo.  Ele afirmou que o ambiente eleitoral e político não pode influenciar o desempenho do banco e que o BNDES irá trabalhar com serenidade e qualidade técnica. “Se desenvolvermos bons projetos para atender ao setor privado, vamos fazer”, resumiu.

Questionado sobre a participação da BNDESPar na JBS, Dyogo não quis comentar sobre posições específicas de mercado. Sobre as investigações realizadas nas linhas de crédito à exportação do banco, o novo presidente garantiu que o BNDES vai continuar trabalhando com transparência e seus funcionários continuarão à disposição para prestar os esclarecimentos necessários.